sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

"Prazo para obras em vilas históricas terminou hoje sem registo de qualquer intervenção"




Lisboa: Prazo para obras em vilas históricas terminou hoje sem registo de qualquer intervenção

Lisboa, Portugal 31/12/2010 16:02 (LUSA)

Temas: História, Autoridades locais, habitação e urbanismo, Sociedade

Lisboa, 31 dez (Lusa) – O prazo dado pelo município lisboeta para as obras de restauro das vilas históricas Ana e Ventura, em Benfica, terminou hoje sem que a intervenção fosse iniciada, mas com os moradores a prometer “continuar a luta pela preservação”.

“Sabemos que estão a decorrer conversações e esperamos que as obras não só se realizem, mas sejam também de acordo com o que as pessoas de Benfica esperam”, disse à Lusa Alexandra Carvalho, representante do movimento de cidadãos que teme a destruição dos imóveis, localizados no mesmo lote da Estrada de Benfica.

A comunidade já manifestou interesse em ver ali instalado um equipamento que pudesse servir o bairro, mas a intenção já manifestada à autarquia pela empresa proprietária, a Ormandy Portuguesa, de transformar as vilas em pequenos apartamentos para arrendamento a custos acessíveis também é aceite.

“Desde que as vilas sejam preservadas…O que nós queremos é evitar uma situação de ruína. Ainda não há esse risco, mas quem sabe se não haverá daqui a um ano, por exemplo?”, questionou Alexandra Carvalho.

A Lusa voltou a contactar a Ormandy, mas fonte da empresa disse que os responsáveis só estariam presentes na próxima semana.

Numa reunião descentralizada no início de Dezembro, a câmara adiantou que o proprietário ainda não tinha entregado qualquer projeto de remodelação ou pedido apoio financeiro no âmbito do Regime Especial de Comparticipação na Recuperação de Imóveis Arrendados (RECRIA), conforme disse ser sua intenção.

O executivo explicou que, a manter-se o incumprimento da intimação, poderia avançar com uma contraordenação e com uma majoração do imposto municipal sobre imóveis, mas afastou a hipótese de fazer obras coercivas por não haver cabimento no orçamento camarário.

Fonte da autarquia adiantou hoje que o processo não teve desenvolvimentos desde então.

O movimento de cidadãos assegura, no entanto, que vai continuar a chamar a atenção para a necessidade de preservar os antigos “chalets”, concebidos para habitação por uma família portuguesa regressada do Brasil e dois exemplares da arquitetura das casas apalaçadas e quintas por que Benfica era conhecida no século XIX.

Incluídos no inventário municipal, os edifícios estão atualmente ocupados por um total de três inquilinos com contratos legais.

ROC.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico. ***

Lusa/fim






*** Notícia da LUSA com destaque nos seguintes mass medias:
"Diário de Notícias", "Visão", "RTP1" e "Expresso".







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