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domingo, 27 de novembro de 2011

"Ainda há Poesia nas Cidades" -(2)






(por Alexandra Carvalho)



Fotografia de Alexandra Carvalho (2011)



Os jardins da nossa freguesia estão cada vez mais bonitos... e, também, muito originais (ainda há quem, anonimamente, lhes confira um toque de Poesia)!

Esta tarde, na Alameda Padre Álvaro Proença, junto aos "Jardins de Benfica".







quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"Ainda há Poesia nas Cidades" -(1)





Gustav Adolf's Torg - Malmö (Suécia)
Fotografia de Alexandra Carvalho (2007)




Estação de metro "Jardim Zoológico", 19h30.

Um homem escondido, por detrás das colunas, espreita quem desembarca no cais. Fica parado, nervoso, todo o seu corpo desengonçado parece tremer.

Às tantas, em acção... segue apressado uma rapariga, que nem o pressente.

Alcança-a já depois da bilheteira, muito nervoso, com um toque no ombro. E oferece-lhe um ramo de gerberas.

Beijam-se e partem de mãos dadas pela Estrada de Benfica.

Cena digna de um filme, neste final de tarde fria, a provar que ainda há românticos (o que nos deixa sempre muito bem dispostos)... e Poesia nas nossas cidades e bairros!






domingo, 15 de fevereiro de 2009

Cemitério de Benfica a duas cores





(por Alexandra Carvalho)


03/04/08



"Une promenade au cimetière est une leçon de sagesse presque automatique.
Moi-même, j'ai toujours pratiqué ce genre de méthodes;
ça ne fait pas très sérieux, mais c'est relativement efficace...
Si vous avez la conscience du néant,
tout ce qui vous arrive garde ses proportions normales
et ne prend pas les proportions démentes
qui caractérisent l'exagération du désespoir."



Emil Cioran






Muro lateral do Cemitério de Benfica
(Outono/2006)





Cemitério de Benfica...

Tal como em muitos outros pontos da cidade, uma senhora alimentava, religiosa e diariamente, diversos gatos que viviam ou deambulavam dentro do cemitério, protegidos pela serenidade natural daqueles que já não habitam este mundo.


Um dia, há cerca de alguns anos atrás, esta senhora faleceu.

Uma história igual a tantas outras, não fora o facto de, no dia do seu funeral, quando o carro da agência funerária onde o seu corpo era transportado fez uma breve paragem à entrada do tal cemitério, como é tradição...

Primeiro surgiu um gato, depois aproximou-se outro, logo a seguir mais um... e, ao fim de alguns segundos apenas, uma dezena de gatos, sentados hirtos que nem estátuas de mármore, olhavam circunspectos o carro funerário, à entrada do Cemitério de Benfica.

Conta quem viu esta cena inédita (e verídica) que os animais pareciam estar a despedir-se...