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terça-feira, 2 de abril de 2013

Sinto falta do Sr. Salazar ou do Sr. Américo Tomáz





(por Ana Isabel Ferreira)




Imagem do espólio de Ana Isabel Ferreira




Não me insultem já, eu explico: 

Nos últimos dias, cá em casa temos falado muito deles. De facto até me fazia jeito que o Sr. Salazar ou o Sr. Américo Tomás estivessem vivos porque comprovariam que o Bairro de Santa Cruz em Benfica foi construído por volta dos anos 1957/58, que são casas de habitação social e que foram entregues por um valor a amortizar em vinte e cinco anos. 

O contrato que tenho assinado pelo meu pai e pelo Instituto Nacional do Trabalho e Previdência também comprovam, mas a palavra deles era uma grande ajuda., e os amigos são para isso mesmo. O Américo Tomas lembrar-se- ia certamente que com 6 anos o beijei na inauguração do Bairro de Santa Cruz ao fundo da Rua das Garridas. 

A injustiça provoca sentimentos e a revolta surge quando recebi a avaliação da minha casa e mais ainda com a idade atribuída. 24 anos foi a idade dada pelas Finanças, quando ela tem realmente 53 ou 54 anos. Dirão vocês: está bem conservada! Também não é o caso. 

Há 3 dias que ando numa ansiedade a caminhar das Finanças para a Câmara Municipal de Lisboa e ao Instituto de Reabilitação Urbana para pedir documento que comprovem a idade da moradia. 

E, porque é a idade dos prédios que conta para cálculo do IMI, tenho que comprovar. Para comprovar tenho que pedir os documentos e tenho que pagar. Provocam a situação e lucram com tudo isto. 

Cresci a ouvir dizer que o Estado era pessoa de bem e que protegia os cidadãos. 

Ultimamente, tenho vindo a sentir que o Estado não protege, ataca! 






sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

PROCURA-SE - Cão desaparecido no Bairro de Santa Cruz






O Kiko normalmente tem liberdade de passear. Desta forma, ele costuma passear todos dias até a igreja de Benfica e arredores. Anormalmente, ele desapareceu. 

O Kiko está mais gordinho. Tem cerca de 4 anos, pêlo comprido branco com manchas laranjas e castanhas, e orelhas pretas.






Tinha uma coleira amarela florescente com desenhos de ossos em preto. É um cão bastante sociável e energético. Pedimos toda a ajuda possível!!

Contacto: 91 865 76 25 - 91 972 67 66 - 91 915 83 68
camilasilvaxx@gmail.com





Ver anúncio aqui.

Ver folheto para impressão e divulgação aqui.







quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

"Antigo "palácio da droga", em Benfica, dá lugar a jardim sustentável"




"Antigo 'palácio da droga', em Benfica, dá lugar a jardim sustentável"

(por Agência LUSA)



"Um conjunto de edifícios emparedados no bairro Santa Cruz, Benfica, Lisboa, conhecido como o ‘palácio da droga’, deram lugar a um jardim auto-sustentável, inaugurado hoje, onde são reutilizadas terras, água e materiais envolvidos na sua construção.





Vídeo de Câmara Municipal de Lisboa (2012)



A Câmara de Lisboa inaugurou hoje o Jardim do Bairro Santa Cruz de Benfica, onde “durante mais de 20 anos dois edifícios albergaram toxicodependentes, sem-abrigo, prostitutas”, descreveu a presidente da Junta de Benfica, Inês Drummond.

A autarca socialista recordou que os edifícios foram demolidos em agosto de 2009, e que o presidente de câmara, António Costa, “prometeu construir um jardim enquanto não se decidisse o que fazer” naquele espaço.

Aos jornalistas, o autarca disse hoje que não há outro projeto para aquela zona e que o jardim manter-se-á naquele espaço “pelo menos pelo período das nossas vidas”.

O presidente de câmara lembrou que das primeiras vezes que visitou os dois edifícios emparedados - uma obra da Segurança Social que não estava concluída - ficou “impressionado” com a “degradação humana” do “centro de consumo e tráfico de droga” do também conhecido como ‘bunker de Santa Cruz’.

“Era hora de almoço, fiquei impressionado com a quantidade de pessoas a entrar e a sair, a injetarem-se e a cair no chão. Era uma situação insuportável que era importante derrubar, para construir alguma coisa ali para que nunca mais voltasse a ser o que era”, descreveu.

António Costa afirmou que “aquele edifício podia ter sido substituído por outro, mas o que era importante para o bairro era o jardim” e que a câmara “não quis fazer dinheiro”, mas “criar um espaço de fruição da população”, que há muito pedia a demolição do ‘bunker’.

O autarca socialista defendeu que “não se pode ficar parado a chorar a crise” e que “esta é uma altura de viver de forma diferente”, sendo que “em vez das grandes obras há espaço para as pequenas que mudam a qualidade de vida da população”.

Assim, o novo jardim, que vai ser “autossustentável a longo prazo”, como definiu o engenheiro agrónomo responsável pela obra, Francisco Manso, devido às espécies autóctones de Lisboa, o aproveitamento da água de uma nascente local - onde foi construído um pequeno lago - e o reaproveitamento dos materiais da própria demolição dos edifícios “que modelou o jardim”, explicou. Também terras de obras da CRIL foram aproveitadas.

Para “não ser necessário recorrer a corta-relvas” e “poupar no dióxido de carbono”, uma ovelha vai ser “adotada pelos moradores assim que for construído um abrigo com materiais recicláveis”, informaram Francisco Manso e Inês Drummond.

A manutenção do espaço vai ser feita por um grupo de voluntários do bairro.

O jardim está a ser avaliado para ser o primeiro, a nível nacional, certificado pela World Sustainability Society."






sábado, 1 de outubro de 2011

CÃO DESAPARECIDO - BAIRRO DE SANTA CRUZ






(por Alexandra Carvalho)



Publicamos abaixo e-mail com apelo para divulgação de uma das nossas leitoras, que perdeu o seu animal de estimação.

Pff., ajudem na divulgação e na busca por este animal.



****


"Boa tarde!

Acompanho de forma assídua o vosso blog e página no facebook que acho uma boa forma de partilhar notícias e conhecimento sobre a freguesia onde sempre vivi.


Acontece que adoptei no passado fim de semana um cão muito meigo. Apesar de ter um quintal espaçoso e dois portões trancados, o bicho não resistiu a algum chamamento da natureza e desapareceu de nossa casa, no Bairro de Santa Cruz. Estamos tristes e muito preocupados. Já divulgámos as informações sobre o animal junto das entidades oficiais e em muitos locais (da freguesia e fora dela) mas perguntei-me se podiam ajudar-me nessa tarefa, colocando alguma referência no vosso blog.


Muito obrigada pela vossa atenção e pelo vosso trabalho dedicado a um local que todos temos no coração
.

Ana Soares"





[clicar na imagem para ampliar o apelo]






De acordo com informação de uma outra leitora, há 2 noites (29/09/11), este cão foi visto, às 3h, na Estrada de Benfica. Mas não o conseguiram apanhar.

ATENÇÃO: - parece que anda um outro cão creme de coleira vermelha na mesma zona e há algumas pessoas a dizerem que é este que se encontra perdido - e, sem querer, estão a induzir em erro!
A PSP está avisada sobre o desparecimento deste cão e podem entregá-lo lá. Mas, por favor, não confundam com o outro cão creme, senão a PSP é obrigada a chamar o Canil/Gatil Municipal de Lisboa (onde os animais são abatidos ao fim de 8 dias, se não forem adoptados por ninguém).
Muito obrigada!







domingo, 4 de abril de 2010

"Lisboa cor de rosa e cinza"




"Nasci na Estrada de A-da-Maia em Benfica.
Em Agosto de 1958 mudámo-nos para o Bairro de Santa Cruz. Eu tinha dois anos, a minha irmã 9 meses e o meu irmão viria a nascer nessa casa cor de rosa - o 17 da rua 8 - em 1960.


Lisboa foi para mim, durante muitos anos, aquele Bairro de famílias com filhos, pequena aldeia abrigada e segura, a nossa ilha. E a
Mata, manchazinha de Monsanto ali mesmo ao pé de casa...




Fotografia de Helena Águas



Lisboa eram os jogos da cabra-cega, do elástico e da macaca, as ameixas, os limões e os alperces, os miúdos à chinchada pela calada da noite e o meu pai a espantá-los como pardais, o homem do pitrolino com o seu cavalo e carroça de traquitanas, belo cigano de chapéu de aba larga 'ai Jesus' das criadas (naquele tempo havia criadas, raparigas que moravam connosco como família), o velhote dos gelados no triciclo motorizado há frutas ou chocolate, cone de bolacha normal ou especial e chocmint!, o senhor Vitorino com as hortaliças e sempre uma cenoura para oferecer ao “amigalhaço”, o menino lá da casa, jogos de futebol de portão a portão (e o menino brilhava) muda aos 5 acaba aos 10, limpa-chaminés enfarruscados, grandes cordas e escadotes como na Mary Poppins, a mulher robusta vendia o peixe à porta da cozinha, canasta pesada e grandes saias compridas, o homem do leite, o jarro maior e medidas de quarto, de meio, de litro, e os pregões!!

“Há praí traaapos, jornaais e garraafas para vendeer?”...


“Há figuiinhos maduriinhos! Quem quer fiiigos quem quer almoçaaar?!”...


O “Amoladooore!” de flauta de pã, dizia a minha mãe que o amolador anunciava a chuva


e nós “um dó li tá cara de amendoá um secreto coloreto um dó li tá quem está livre livre está!” e


“um aviãozinho militar atirou uma bomba ao ar a que terra foi parar?” e


“que linda falua que lá vem lá vem/ é uma falua que vem de Belém/ que vem de Belém que vem de Benfica/ é uma falua que lá vem cá fica./ vou pedir ao senhor barqueiro que me deixe passar/tenho filhos pequeninos não os posso sustentar...”


Às vezes rebanhos de ovelhas lá no Bairro. Havia quintas. Na Estrada de Benfica havia eléctricos de duas carruagens e autocarros com entrada atrás, verdes, de dois andares. Eu lá em cima a espreitar por cima dos muros das quintas. Havia uma Quinta das Rosas na Estrada de Benfica...

Helena Águas"







(com um agradecimento muito especial à Lena D'Água, por nos ter deixado aqui partilhar este seu testemunho)