(por Ana Isabel Ferreira)
Imagem do espólio de Ana Isabel Ferreira
Não me insultem já, eu explico:
Nos últimos dias, cá em casa temos falado muito deles. De facto até me fazia jeito que o Sr. Salazar ou o Sr. Américo Tomás estivessem vivos porque comprovariam que o Bairro de Santa Cruz em Benfica foi construído por volta dos anos 1957/58, que são casas de habitação social e que foram entregues por um valor a amortizar em vinte e cinco anos.
O contrato que tenho assinado pelo meu pai e pelo Instituto Nacional do Trabalho e Previdência também comprovam, mas a palavra deles era uma grande ajuda., e os amigos são para isso mesmo. O Américo Tomas lembrar-se- ia certamente que com 6 anos o beijei na inauguração do Bairro de Santa Cruz ao fundo da Rua das Garridas.
A injustiça provoca sentimentos e a revolta surge quando recebi a avaliação da minha casa e mais ainda com a idade atribuída. 24 anos foi a idade dada pelas Finanças, quando ela tem realmente 53 ou 54 anos. Dirão vocês: está bem conservada! Também não é o caso.
Há 3 dias que ando numa ansiedade a caminhar das Finanças para a Câmara Municipal de Lisboa e ao Instituto de Reabilitação Urbana para pedir documento que comprovem a idade da moradia.
E, porque é a idade dos prédios que conta para cálculo do IMI, tenho que comprovar. Para comprovar tenho que pedir os documentos e tenho que pagar. Provocam a situação e lucram com tudo isto.
Cresci a ouvir dizer que o Estado era pessoa de bem e que protegia os cidadãos.
Ultimamente, tenho vindo a sentir que o Estado não protege, ataca!




