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sexta-feira, 16 de abril de 2010
sábado, 27 de março de 2010
"Benfica pede obras para salvar Vilas antigas"
Notícia que saiu na edição de hoje (27/03/10) do "Diário de Notícias" sobre a Vila Ana e a Vila Ventura (versão online disponível aqui).
Ficou um pouco aquém das nossas expectativas (sobretudo quando lhes demos o "exclusivo" e bastante informação mais alargada sobre o assunto), mas já sabemos quais as prioridades actuais e como funcionam os mass medias... e sempre é melhor do que nada! :)
Muito obrigada a todos aqueles que tornaram esta notícia possível: Liliana & Javier, Fernando T., António N., Nuno S., Daniel Lam e Steven Governo.
domingo, 17 de janeiro de 2010
"No Coração Ferido do bairro de Benfica"
No início da semana passada, fui contactada por e-mail pela jornalista Fernanda Cachão, informando-me que iria efectuar uma reportagem sobre o bairro de Benfica para a revista "Domingo" do jornal "Correio da Manhã" e que gostaria de trocar algumas impressões comigo, depois de ter estado a visualizar este blog.
Não me escondeu que o interesse do jornal em realizar esta reportagem tinha sido motivado directamente pela "questão do violador", mas que gostaria de redigir algo sobre a vida na nossa freguesia.
Não sendo leitora do jornal em questão (por não gostar da sua forma "sensacionalista"), acedi a encontrar-me com a jornalista, pois pareceu-me que a sua reportagem abordaria uma temática interessante.
Na passada 3ª feira, ao fim da tarde, conversámos bastante sobre a História de Benfica, o seu Passado e Presente, os seus habitantes; tendo-lhe também fornecido diversos materiais e fotografias.
Eis o resultado dessa reportagem (clicar nas imagens para as ampliar)...






Devo dizer que, apesar de ter ficado muito aquém das minhas expectativas (mas a comunicação social é mesmo assim!), fiquei contente com a inclusão daquele parágrafo na última página sobre a Causa da Vila Ana e da Vila Ventura e o trabalho que tenho levado a cabo neste blog.
Gostaria, apenas de aqui deixar uma importante rectificação, no direito que me assiste, enquanto informante para esta reportagem (e uma vez que não creio que o jornal "Correio da Manhã" vá rectificar o que quer que seja)...
Tal como eu informei a jornalista, aquando da nossa conversa, apesar de ser "proprietária recente" da casa onde moro em Benfica (mudei-me há cerca de 5 anos de casa da minha mãe - também ela residente em Benfica) e de ter nascido em Alvalade (devido ao facto de, nessa altura, a minha mãe trabalhar nessa outra freguesia), a verdade é que moro há 33 anos em Benfica... pelo que a minha "inserção" neste bairro não é tão recente como o texto da reportagem sugere.
Gostaria, apenas de aqui deixar uma importante rectificação, no direito que me assiste, enquanto informante para esta reportagem (e uma vez que não creio que o jornal "Correio da Manhã" vá rectificar o que quer que seja)...
Tal como eu informei a jornalista, aquando da nossa conversa, apesar de ser "proprietária recente" da casa onde moro em Benfica (mudei-me há cerca de 5 anos de casa da minha mãe - também ela residente em Benfica) e de ter nascido em Alvalade (devido ao facto de, nessa altura, a minha mãe trabalhar nessa outra freguesia), a verdade é que moro há 33 anos em Benfica... pelo que a minha "inserção" neste bairro não é tão recente como o texto da reportagem sugere.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Benfica e a Criminalidade
Nos últimos dias, a nossa freguesia tem aparecido na comunicação social pelos piores motivos possíveis!...
Entretanto, devido a este caso ter chegado aos mass medias, nas últimas semanas, as ruas de Benfica têm andado mais patrulhadas pela PSP.
Mas não foi isso que impediu que, no início desta semana, tivessem roubado o cartão multibanco aos meus avós em plena Estrada de Benfica (depois de os terem visto digitar o código na caixa multibanco no interior da dependência da CGD em frente ao Chafariz de Benfica).
Triste vai o nosso país quando aqueles que roubam para prover a necessidades básicas são admoestados por Tribunais e os que vilmente saqueiam pessoas de idade (que trabalharam toda a sua vida, para terem uma mísera reforma) continuam cá fora (a gozar com a vida dos outros)!...
Entretanto, devido a este caso ter chegado aos mass medias, nas últimas semanas, as ruas de Benfica têm andado mais patrulhadas pela PSP.
Mas não foi isso que impediu que, no início desta semana, tivessem roubado o cartão multibanco aos meus avós em plena Estrada de Benfica (depois de os terem visto digitar o código na caixa multibanco no interior da dependência da CGD em frente ao Chafariz de Benfica).
Triste vai o nosso país quando aqueles que roubam para prover a necessidades básicas são admoestados por Tribunais e os que vilmente saqueiam pessoas de idade (que trabalharam toda a sua vida, para terem uma mísera reforma) continuam cá fora (a gozar com a vida dos outros)!...
"Em busca do violador de Benfica no descampado de todos os crimes"
por Rosa Ramos, Publicado em 07 de Janeiro de 2010
Jornal "i"
O ano começou mal em Benfica, Lisboa. Na madrugada do dia 1 de Janeiro, António Santos chegou ao restaurante de que é proprietário pouco depois das oito da manhã. Quando encontrou a polícia à porta teve a certeza: tinha sido assaltado. Foi-lhe barrado o acesso às traseiras do restaurante e a polícia foi peremptória: "Aconteceu um crime." Pouco depois chegou a Polícia Judiciária (PJ). Afinal não tinha sido um roubo, "mas uma violação". A Rua Cláudio Nunes saltou para as páginas dos jornais. Três violações em seis dias. Em todas, o violador terá agido da mesma maneira. Esperou as mulheres na paragem de autocarros da Igreja de Benfica, seguiu-as e levou-as para um pequeno descampado, que dá acesso à rua através de um túnel.
Em Benfica, muitos moradores preferem encarar o caso com algum humor. Alguns comerciantes - na rua toda a gente se conhece - até já fizeram uma lista de suspeitos. E brincam com o assunto. "Não é caso para tanto alarmismo. Mas em Portugal só há espaço para este tipo de casos. Para isto, ou para debater o casamento entre homossexuais", atira o dono de uma frutaria. Mas há quem leve o assunto mais a sério, como a empregada de um estabelecimento que garante ter visto "um homem suspeito ao início de uma noite da semana passada". Agora só sai de dentro da loja se o marido a for buscar. O patrão conta que até já ameaçou despedir-se. E não dá a cara para contar o que viu.
Não há ninguém que não tenha histórias de crime para contar no bairro. Aurora da Graça, 84 anos, é rápida a desfiar uma lista interminável de tentativas de burla e assédio de que já foi vítima. "Há tempos, numa paragem de autocarro ali mais abaixo, um homem com um carro preto perguntou-me se queria boleia. E também já aconteceu a outras senhoras da minha idade", garante a octogenária.
A paragem de autocarro onde o suposto violador ataca está rodeada de bancos, restaurantes, cafés e quiosques. Há uma frutaria e o cabeleireiro Guida Maria. Apesar do movimento constante, os moradores convivem há muito com o crime. De noite ou de dia. "Já se perdeu a conta ao número de idosos assaltados junto ao banco", garante Jorge Sequeira, dono da Loja da Carne. Há histórias para todos os gostos. De assaltos por esticão, furtos em residências. De assédio. Por isso, a história do violador não impressiona a vizinhança.
Mas impressionou António Vieira, 70 anos, que também deu com a polícia na madrugada do dia 1, quando ia passear o cão, como de costume, para o descampado onde terão acontecido as violações. Oferece-se para servir de guia no local. Primeiro mostra a tábua onde o crime terá sido cometido - e onde, a escassos dois metros, jaz, ironicamente, um preservativo cor-de-rosa. Usado.
O descampado não tem mais de cem metros, mas, segundo os vizinhos, é uma fonte "interminável" de criminalidade. "Costuma cá estar, à noite, um grupo de prostitutas romenas e é local de droga e assaltos frequentes", garante o morador.
Num dos extremos do descampado alguém reaproveitou as ruínas de uma pequena casa: lá dentro há seringas, roupa e até uma impressora. À porta, Lurdes Estrela, outra moradora, construiu um abrigo para as dezenas de gatos abandonados que habitam o local. Aproveita o descampado para passear os dois cães e alimenta diariamente os gatos. E nem o facto de ter sido "apedrejada por um grupo de adolescentes" a demove. Segura a coleira dos cães com as duas mãos e atravessa o descampado, alheia a garrafas partidas, embalagens de pílulas e invólucros de preservativos que cobrem o chão. "É incrível que a Câmara de Lisboa, ou alguém, não tenha mão nisto, apesar dos problemas que aqui acontecem", reclama António Vieira.
O terreno pertence à Câmara, mas a Paróquia de Nossa Senhora do Amparo de Benfica quer construir no local, há mais de dez anos, um lar de idosos. O cónego José Traquina admite que "existiram conversações há 12 anos e que foram recentemente retomadas". Mas nem sequer existe projecto.
Entretanto, os moradores evitam o local. Graça Pão Mole, que tem uma loja a poucos metros, jura que nunca lá pôs os pés. Do violador, diz que não sabe nada, mas apressa-se a contar que anteontem teve um dia difícil. Primeiro, um casal de carteiristas resolveu atacar na loja. "Ela deixou cair moedas para o chão, ele fingiu que as ia apanhar e entretanto tentou roubar a carteira a um cliente." Foi apanhado e fugiram. Mais tarde, às 19 horas, ficou às escuras com uma cliente. "Quando saí à rua para ir ver do quadro eléctrico, vi um sujeito de cor a masturbar-se à esquina", garante.
Das violações a PJ não fala. Admite apenas que está "a investigar o caso".
Com Augusto Freitas de Sousa
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
As (novas) Hortas de Benfica
À semelhança doutros tempos, a ruralidade de Benfica desponta ainda em algumas "ilhas verdes", escondidas pelos meandros da freguesia...

Fotografia de António Pedro Ferreira
"Há 25 anos que Fernando Mendes, agente da PSP, tem uma horta a dois passos do Colombo, com vista para o Estádio da Luz". (*)
Fotografia de António Pedro Ferreira"Estrada de Benfica. Há quase 30 anos que António Barroqueiro e outros seis hortelãos amanham uma ilha de verde encaixada entre duas fileiras de prédios (...) meio hectare de terreno, onde há de tudo, como no campo - incluindo convívio." (*)
Um excelente artigo de Katya Delimbeuf, publicado na Revista "Única", a ler na íntegra aqui.
(*) Texto de Katya Delimbeuf
Etiquetas:
Freguesia de Benfica,
Hortas,
Mass Medias,
Pessoas
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Se as pedras se deixam transportar...
"Si, entre les maisons, les rues, et les groupes de leurs habitants,
il n'y avait qu'une relation toute accidentelle et de courte durée,
les hommes pourraient détruire leurs maisons, leur quartier, leur ville,
en reconstruire, sur le même emplacement, une autre suivant un plan différent;
mais si les pierres se laissent transporter,
il n'est pas aussi faccile de modifier les rapports
qui se sont établis entre les pierres et les hommes."
Maurice Halbwachs, "La Mémoire Collective" (1950)
"Antiga Fábrica Simões vai dar lugar a 300 habitações
por LUSA
10 Agosto 2009
Mais de 300 habitações deverão nascer na área ocupada pelos edifícios da antiga Fábrica Simões, em Benfica, Lisboa, um espaço degradado que há quase 30 anos aguarda intervenção.
Depois de anos de sucessivas alterações no projecto, e 14 anos após o incêndio que destruiu parte do edifício principal da unidade fabril, a TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliários (dono da obra) e a Câmara de Lisboa chegaram a acordo sobre a Villa Simões, loteamento a construir entre a Avenida Gomes Pereira e a Estrada de Benfica.
A manutenção da fachada do edifício principal da fábrica, dos anos 20, ficou garantida, assim como a reserva de um corredor para permitir construir um túnel rodoviário a partir da Rua Morais Sarmento, passando por baixo dos edifícios da junta de freguesia e terminando perto do Centro Comercial Fonte Nova.
Segundo o processo, ainda em consulta pública, esta foi uma das condições impostas pela Divisão de Mobilidade e Rede Viária da autarquia para viabilizar o projecto, pois considerou que "a conclusão da CRIL, com os nós das Portas de Benfica e Damaia, poderá representar uma sobrecarga excessiva na Estrada de Benfica".
A Villa Simões prevê a construção de edifícios com um máximo de oito pisos, com comércio ao nível térreo e uma grande praça de uso público."
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