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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O "Ruin'Arte" no "Portugal em Directo"




(por Alexandra Carvalho)




Como aqui dizia, há algum tempo atrás, o meu amigo Gastão de Brito e Silva é um daqueles (poucos) teimosos que ainda persistem, de alma e coração, na luta pela preservação do nosso património edificado.

Pela qualidade do seu trabalho e, sobretudo, pela sua perseverança (e, também, por ter dado destaque às "nossas" Vilas), o Gastão de Brito e Silva, merece hoje, no "Retalhos de Bem-Fica" o devido destaque para a reportagem que recentemente foi emitida na RTP1...



Reportagem emitida no programa "Portugal em Directo" (RTP1), a 03/01/11.

[clicar na imagem para ver a reportagem]




Esperamos que muitas mais reportagens como esta sejam feitas, na medida em que, não só o nosso Património em degradação merece que ainda lutem por ele, como, também, o próprio Gastão de Brito e Silva o merece (***)

E, muito obrigada, Gastão, por esta tua luta (que é, também, a nossa!).





(***) NOTA: - ao fim de quase 2 anos à frente do seu Projecto "Ruin'Arte", chamando a atenção para a degradação do património arquitectónico deste País, mostrando o lado romântico que cada ruína transporta… O Gastão de Brito e Silva precisa de ajuda!
E disse-o, de uma forma sincera e bem disposta (como é seu apanágio),
neste seu magnífico post...






sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

31 de Dezembro de 2010...





Copyright - Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura (2010)




... Termina hoje o prazo para que a empresa proprietária das Vilas concluísse as obras de conservação a que foi intimada pela CML... sem que estas tenham sequer sido iniciadas (ou se vislumbre, no local, qualquer indício de que isso venha a suceder)!

Durante este ano, o Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura pautou a sua luta por esta Causa pela honestidade e clareza dos seus objectivos, dando conhecimento atempado neste blogue, a todos os habitantes de Benfica e pessoas interessadas, sobre o ponto de situação de todo este processo.

Temos, todavia, conhecimento que há conversações e, sobretudo, "jogadas", que têm decorrido nos bastidores, onde (outros) "valores" mais altos se levantam.

Terminamos o ano de consciência tranquila, com a certeza de termos encetado uma luta correcta, nobre e justa pelo (muito) pouco património material que ajuda a construir a História da nossa freguesia, do qual as Vilas são um dos exemplos representativos.
E entraremos em 2011 com a certeza absoluta de que continuaremos a lutar, contra ventos e marés, contra os poderes e (outros) "valores" instituídos, pelo património histórico da nossa freguesia, o qual devemos saber preservar e perpetuar para as gerações futuras… ou correremos o risco de não ter futuro, por alicerçarmos a nossa História unicamente sobre o betão com que os nossos governantes teimam em emparedar as nossas cidades.

Antes que o ano se finde, queremos, assim, aqui deixar o nosso compromisso de honra a todos os que têm acreditado nesta Causa (e a nós se têm juntado), que, em 2011, continuaremos a lutar, exigindo que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) obrigue a empresa proprietária das Vilas (da qual é director o Dr. Henrique de Polignac de Barros - Presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários) a realizar as obras de conservação a que foi intimada (não continuando a protelar e arrastar o estado de degradação em que as Vilas se encontram); ou, em alternativa, e de acordo com a Recomendação aprovada pela Assembleia Municipal de Lisboa (e, conforme o Movimento de Cidadãos vem solicitando desde o início), que a CML promova uma solução de consenso para o futuro das Vilas, salvaguardando as vertentes social e cultural e tendo em conta as necessidades da nossa freguesia.

A todos os que têm acreditado nesta Causa e na nossa luta, uma palavra de grande apreço e os nossos votos sinceros de que 2011 seja um ano (bem) melhor do que aquilo que alguns preconizam!

O Futuro reinventado não é impossível... Está nas nossas mãos torná-lo realidade!
Experimentem!



P'lo Movimento de Cidadãos

(Alexandra Carvalho)





sábado, 18 de dezembro de 2010

Acção de Natal nas Vilas





O Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura assinalou esta manhã a sua luta com mais uma das acções de sensibilização que mensalmente vinha empreendendo (até Julho deste ano) - uma "Acção-Surpresa de Natal pelas Vilas", visando chamar a atenção da opinião pública em geral para os seguintes factos:

- Durante o mês de Dezembro celebra-se um ano sobre a criação do Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura;

- A 31/12/10, termina o prazo estabelecido pela Câmara Municipal de Lisboa para que a empresa proprietária das Vilas conclua as obras de conservação a que foi intimada (sem que estas tenham sequer sido iniciadas).








Esta manhã, junto às Vilas, foram colocados, simbolicamente, vários enfeites de Natal, enquanto a Tuna da UNISBEN - Universidade Intergeracional de Benfica abrilhantou este momento com a sua boa música e elementos do Movimento de Cidadãos distribuíam um folheto-informativo aos transeuntes.

Esta Acção de Natal pelas Vilas teve a cobertura jornalística da SIC, da Agência LUSA e do "Jornal de Notícias" (estes dois últimos meios de comunicação social vêm já acompanhando há bastante tempo a nossa luta).
Agradecemos a todos os jornalistas e repórteres de imagem dos medias citados pelo interesse demonstrado nesta Causa, assim como pela sua simpatia aquando da cobertura da mesma.








Reportagem transmitida no "Primeiro Jornal" da SIC (18/12/10)

[para visualizar a reportagem, clicar até ao minuto 21.50]





Reportagem da LUSA (18/12/10)


[clicar na imagem para aceder ao texto]




Este foi, também, um momento de contacto com a população local e de auscultarmos o sentimento, cada vez mais intenso em Benfica, de que, graças ao nosso trabalho, depois de um ano, as pessoas "apropriaram-se" das Vilas e sentem-nas como suas... como constituindo (o seu) património histórico que desejam ver salvaguardado.

No Movimento de Cidadãos, muito nos sensibilizou a todos a atenção demonstrada por uma senhora de 87 anos, tendo, com entusiasmo, integrado o nosso grupo a dançar, depois de lhe ter sido explicado os objectivos pelos quais ali estávamos (este foi, também, um momento de alegria que nos orgulhamos de poder ter concedido à solidão vivida por mais uma idosa na nossa freguesia).
Foi, também, com muita alegria que recebemos as palavras do Sr. João Pires sobre o nosso trabalho, ao ser entrevistado para o "Jornal de Notícias"; e os contactos do vizinho arquitecto (que connosco quer colaborar) e da vizinha dos prédios das traseiras das Vilas (que ficou de sensibilizar as pessoas do seu prédio para a nossa Causa).
Apenas, assim, unidos e lutando em uníssono, poderemos demonstrar a quem de direito que Benfica não está adormecida na luta pelo (pouco) património histórico material que ainda lhe resta!
Pelo que aqui deixamos a nota a todos que, com a chegada do próximo ano, encetaremos novas formas de luta por esta Causa, tendentes a abranger o máximo de divulgação junto dos habitantes de Benfica.

A Acção foi concluída, após a partida da comunicação social, com um gesto de solidariedade relacionado com esta época, através da oferta de géneros alusivos ao Natal aos 3 Moradores-Inquilinos das Vilas, assim como às 3 pessoas sem-abrigo que, fruto de diversos problemas sociais, se viram obrigadas a procurar refúgio na Vila Ana (as quais procurámos, também, sensibilizar para a necessidade de preservarem o que ainda resta do local onde estão instaladas, assim como de o proteger contra eventuais perigos inesperados que possam surgir).




(Da esquerda para a direita: Cafetaria "Moranguinho", Pastelaria "Monalisa" e UNISBEN)

Direitos de autor das imagens de cada uma das marcas/entidades referenciadas



O Movimento de Cidadãos gostaria de, publicamente, agradecer à Cafetaria "Moranguinho" (Tiago Ferreira e Deolinda Samuel), à Pastelaria "Monalisa" (irmãos Carlos e Fernando) e à UNISBEN (Comissão de Alunos e Direcção), por se terem unido a esta Causa, através da cedência gratuita dos géneros com os quais ofertámos estas pessoas.

Em meu nome pessoal, gostaria, ainda, de agradecer aos 9 outros membros do Movimento de Cidadãos e aos 9 elementos da Tuna da UNISBEN que, nesta fria manhã de Sábado, contra todas as intempéries, permaneceram unidos e empenhados, ajudando a que concretizássemos mais uma belíssima acção de sensibilização.
Os movimentos de cidadãos são constituídos por pessoas e pela riqueza que, cada uma delas, concede aos actos cívicos em que se envolve... por isso mesmo, o meu imenso obrigada a Vocês, pela (importante) partilha que têm dado a esta nossa Causa!



(Alexandra Carvalho)








Actualização de 19/12/10:


Ler aqui a reportagem do "Jornal de Notícias" (de 19/12/10).

Ler aqui a reportagem do "Diário de Notícias" (de 19/12/10), feita com base na peça da Agência LUSA.




sábado, 30 de outubro de 2010

Ainda sobre as "Portas de Benfica"...




(por Alexandra Carvalho)



Conforme já tínhamos referido ontem
, no século XVIII, praticamente todo o concelho da (futura) Amadora pertencia à freguesia de Benfica.
Incluindo-se nessa pertença o território da actual Venda Nova, que fez parte da freguesia de Benfica até esta ser "amputada", em 1886, da parte exterior à nova Estrada da Circunvalação de Lisboa.
A partir dessa data, a estrada passou a constituir o limite fiscal da capital, consubstanciado com a construção das Portas de Benfica, posto onde a guarda fiscal cobrava taxas pela entrada em Lisboa de mercadorias provenientes dos concelhos limítrofes.

A freguesia da Venda Nova foi criada em 12 de Julho de 1997, por desanexação da então freguesia da Falagueira-Venda Nova, a qual foi renomeada na mesma altura para Falagueira.




"Portas de Benfica, à entrada da Venda Nova, que faziam parte da estrada Militar"
Fotografia de Artur Goulart (1961), in Arquivo Municipal de Lisboa



"Portas de Benfica - do lado da Venda Nova"
Fotografia de Artur Goulart (1962), in Arquivo Municipal de Lisboa




Os testemunhos fotográficos existentes no Arquivo Municipal de Lisboa são comprovativos do facto de que, não só os Castelos das Portas de Benfica nunca pertenceram à Venda Nova (vide na primeira fotografia acima, datada de 1961 a localização da placa de entrada na Venda Nova colocada depois do Castelo Sul), como o marco quilométrico "0", que marcava a entrada na cidade de Lisboa, se situava também depois do Castelo Sul (e não antes do mesmo) - vide na fotografia acima, datada de 1962.

Será que, depois de todas as evidências históricas, o Sr. Gabriel Oliveira, Vereador com o pelouro das Obras Públicas da Câmara Municipal da Amadora, nos saberá explicar melhor porque é que "ambos os castelinhos pertencem a este concelho, ponto final parágrafo"???




Mapa disponível in "Roteiro Municipal da Amadora"




Não obstante estes factos históricos evidentes, isso não impediu que, muito possivelmente, por algum "lapso geográfico", a Câmara Municipal da Amadora tenha colocado este mapa no seu website referente ao Roteiro Municipal, onde os Castelos das Portas de Benfica surgem como fazendo parte do seu território (ver mapa acima e clicar para ampliar).




Fotografia de Alexandra Carvalho (2008)

[clicar na imagem para ampliar]


Legenda 1 - A placa toponímica da Rua Elias Garcia já se encontrava colocada no Castelo Norte (não tendo tal facto resultado da presente alteração urbanística da envolvente das Portas de Benfica).

Legenda 2 - Deste marco quilométrico "0" (entretanto, misteriosamente desaparecido) para a frente é que pertence ao concelho da Amadora, até ao marco ainda é Lisboa.

Legenda 3 - Placa de boas vindas ao concelho da Amadora colocada em zona de Lisboa, também já ali se encontrava em 2008.

Legenda 4 - Placa do concelho da Amadora, colocada em frente ao Castelo Sul, em zona de Lisboa, também já ali se encontrava.




O que já não podemos, de modo algum, entender como "lapso geográfico" é o facto da Câmara Municipal da Amadora, pelo menos desde 2008 (*), ter colocado as sinaléticas discriminadas na fotografia acima em território da cidade de Lisboa, tomando-o como seu!...

Resta fazer mais uma pergunta incómoda...

PORQUE É QUE ATÉ AGORA QUEM DE DIREITO AINDA NÃO FEZ NADA QUANTO A ESTA SITUAÇÃO????

Porque é que se deixou avançar com as alterações urbanísticas introduzidas pela passagem da CRIL (que confinaram as Portas de Benfica a esta "triste" rotunda), e a consequente reorganização desse mesmo espaço (culminando, caricatamente, com o desaparecimento do marco quilométrico "0"), para agora se fazer alarido sobre uma situação que, em termos de marcações geográficas, já foi, há muito tempo, usurpada pela Amadora (com o cala-consente de quem deixou que essas placas ali fossem colocadas)??







(*) - Data desde a qual possuímos registos fotográficos do local, mas a colocação dessas sinaléticas poderá mesmo ter sido anterior a essa data.



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Castelinhos das Portas da Amadora (?)




(por Alexandra Carvalho)



Ontem à tarde, fui contactada por uma jornalista do "Jornal de Notícias" (que tem acompanhado a luta do nosso Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura), indagando-me sobre o que eu pensava a propósito da nova configuração estilo "ilha" dos Castelinhos das Portas de Benfica.

Conversa vai... e a jornalista interroga-me sobre se não haveria em Benfica algum outro movimento de cidadãos, a lutar pela defesa das Portas de Benfica, já que, segundo ela, não se sabia muito bem se os Castelinhos pertenceriam à Amadora ou a Lisboa, uma vez que ambas as Câmaras Municipais reclamam como seu este património (havendo mesmo uma placa sinalética junto a um dos edifícios, assinalando a chegada à cidade da Amadora).

Na ausência do Prof. Carlos Consiglieri (reconhecido olissipógrafo que tem trabalhado sobre a freguesia de Benfica, entre outros assuntos), transmiti-lhe o contacto do nosso amigo e redactor deste blog, Fausto Castelhano, conhecedor acérrimo da história da nossa freguesia.

E eis a reportagem realizada pela Telma Roque no “JN” de hoje (ler aqui).



Fotografia de Rodrigo Cabrita/Global Imagens

[clicar na imagem para ler a reportagem]



Pensamos, muito logicamente, que não existe um movimento de cidadãos a lutar pelos Castelinhos das Portas de Benfica, uma vez que estes sempre foram e serão pertença da freguesia de Benfica e da cidade de Lisboa... pelo que, até à presente data, nenhum cidadão considerou avançar para uma iniciativa cívica desse género.

No "Retalhos de Bem-Fica", enquanto blog comunitário que divulga o Passado e Presente da nossa freguesia, partilhamos, na íntegra, a afirmação de Fausto Castelhano, ao dizer que as pretensões da Câmara Municipal da Amadora sobre os Castelinhos das Portas de Benfica são absurdas.

Senão vejamos…

No século XVIII, praticamente todo o concelho da (futura) Amadora pertencia à freguesia de Benfica.
Tendo o actual território da Amadora nascido da divisão da antiga freguesia de Benfica, cortada pela Estrada da Circunvalação aquando da redefinição dos limites de Lisboa, em 1885-1886.
A Amadora constituiu-se em torno do lugar da Porcalhota, tendo o município sido criado a 11 de Setembro de 1979.

Em Julho de 1885, a freguesia de Benfica foi incorporada na cidade de Lisboa (fazendo, anteriormente, parte do concelho de Belém).
Em 1886, no final da Estrada foram construídas as Portas de Benfica, marcando a fronteira da entrada na cidade de Lisboa.
Para além das Portas de Benfica, no século XIX, existiam outras 25 entradas na cidade de Lisboa

As Portas de Benfica integravam um sistema de controlo das entradas de mercadorias na cidade e de cobrança do imposto designado por Real da Água. Sendo às Portas de Benfica que se efectuava a pesagem dos produtos que entravam na cidade, servindo este edifício como ponto de apoio para a cobrança do imposto atribuído à entrada de mercadorias em Lisboa.

Os Castelinhos das Portas de Benfica foram Posto Fiscal e Delegação das Alfândegas de Lisboa. Em 1996 estavam quase em ruínas, sendo propriedade do Ministério das Finanças.
No edifício sul das Portas de Benfica instalaram-se, em 1997, a Orquestra Ligeira de Benfica e a sede da Associação da Comunidade de São Tomé e Príncipe.
No edifício norte funciona desde 2001 o Centro de Informação "Em Cada Rosto Igualdade" (inicialmente a cargo da Organização Internacional para as Migrações e, actualmente, da Junta de Freguesia de Benfica).

Foi, precisamente, neste Centro de Informação que tive ocasião de trabalhar, aquando da sua abertura ao público, em 2001. E posso reiterar aqui, publicamente, que, nessa altura, a Câmara Municipal da Amadora não tinha ainda pretensões sobre este património, uma vez que era sabido em termos geográfico-políticos que os Castelinhos pertenciam à freguesia de Benfica, sendo apenas o parque de estacionamento nas traseiras pertença da Amadora.

As Portas de Benfica foram dos poucos edifícios que sobreviveram à urbanização desenfreada e desorganizada da zona envolvente. Apesar de, actualmente, terem sido descaracterizados devido à re-organização urbanística envolvente, que adveio da construção da famigerada CRIL.

O que nós, redactores do "Retalhos de Bem-Fica", fregueses de Benfica, consideramos inaceitável é que, motivados por essas mesmas alterações viárias, outros venham agora tentar sequer usurpar o nosso património!!
Os Castelinhos das Portas de Benfica são uma das últimas entradas que restam, do século XIX, na cidade de Lisboa... e não o inverso (ou a sua própria nomeação seria diferente)!




(actualização por Fausto Castelhano)


Fui lá ver!

Por enquanto, as placas indicativas de "Património Municipal" que, presumo, sejam do Município de Lisboa. Mas, se assim não é, a Câmara Municipal da Amadora já conspurcou os próprios edifícios das Portas de Benfica. Como? Afixou no Castelinho do lado esquerdo, uma placa indicativa da Rua Elias Garcia - Município da Amadora, que sempre teve o seu início para lá das Portas.



Fotografia de Fausto Castelhano (2010)



Quanto ao marco quilométrico, não dei com ele mas, tenho bem presente que ele existia mas, para lá das portas e do lado direito, no início da Rua Elias Garcia.



Fotografia de Alexandra Carvalho (2008)



Quanto às obras de pavimentação ao redor do edifício, julgo que é a Câmara Municipal da Amadora ou, então, Estradas de Portugal e no âmbito da conclusão da CRIL, estarão a efectuar esses trabalhos. O melhor será averiguar.
Quanto ao edifício do lado direito, continua afixado a placa da Associação dos naturais de São Tomé com o patrocínio da Junta de Freguesia de Benfica.



Fotografia de Fausto Castelhano (2010)









quarta-feira, 6 de outubro de 2010

APELO: Pelo Projecto "Ruin'Arte" (e pelo Gastão)




O meu amigo Gastão de Brito e Silva é um daqueles (poucos) teimosos que ainda persistem, de alma e coração, na luta pela preservação do nosso património edificado.



Vila Ana e Vila Ventura - Estrada de Benfica, Nº 674
Fotografia de Gastão Brito e Silva





Falámos pela primeira vez ao telefone por causa das Vilas, que ele quis logo fotografar, quando teve conhecimento do Movimento de Cidadãos que por elas se batia em Benfica...

Mais tarde, conhecemo-nos numa incursão fotográfica pela Quinta do Pombeiro (num outro projecto que, também, me diz muito, mas em termos profissionais)...

Como fiel amigo e defensor desta nobre Causa do património, o Gastão esteve também presente, como orador, na festa de comemoração dos 100 anos da Vila Ventura...



Palacete rústico - Estrada de Benfica
Fotografia de Gastão Brito e Silva



Caminho da Feiteira - Benfica
Fotografia de Gastão Brito e Silva





Ao fim de quase 2 anos à frente do seu Projecto "Ruin'Arte", chamando a atenção para a degradação do património arquitectónico deste País, mostrando o lado romântico que cada ruína transporta… O meu amigo Gastão de Brito e Silva precisa de ajuda!
E disse-o, de uma forma sincera e bem disposta (como é seu apanágio), neste seu magnífico post...

O caso é verdadeiramente sério, uma vez que o Gastão foi assaltado e perdeu todo o material de trabalho que tinha, não podendo agora dar continuidade ao seu Projecto "Ruin'Arte" ou à sua profissão.

Para além do material de trabalho que lhe foi roubado, o Gastão precisa também de:

- um agente (que o auxilie a gerir mais eficazmente o seu trabalho em termos financeiros);

- galerias (que queiram expôr o seu trabalho fotográfico);

- mecenas e investidores (que queiram apostar no seu excelente trabalho);

- um editor (que veja não só um bom investimento financeiro, quanto cultural, na publicação do trabalho resultante do seu Projecto "Ruin'Arte").



Num panorama nacional que se afiança cada vez mais negro, é pena que não se valorizem ou se deixem cair projecto como o que o Gastão de Brito e Silva desenvolve no "Ruin'Arte".

Nesse sentido, aqui apelo a todos os nossos leitores para que divulguem este caso junto dos vossos contactos, tentando ajudar este nosso grande amigo do Património e de Benfica.
Muito obrigada!



(Alexandra Carvalho)




segunda-feira, 16 de agosto de 2010

As Cidades Históricas




No dia em que a comunicação social anuncia que o Governo vai reduzir o número de monumentos e imóveis de interesse público protegidos por lei, vale a pena ler este excelente artigo da Spiegel, a propósito da reconstrução das cidades alemãs no pós-guerra.

Na Alemanha, depois da reconstrução modernista do pós-Guerra ter demonstrado as suas fraquezas, pensa-se agora uma remodelação das cidades com base na sua História, tradição e outros valores que criêm um sentido de identidade comunitária e pertença aos lugares...

As cidades históricas antigas são agora cada vez mais populares!





quinta-feira, 6 de maio de 2010

Atentados ao Património



A casa oferecida pelo Sr. Grandela ao seu amigo Afonso Costa
Fotografia de Luísa Teotónio Pereira (1980)



30 anos depois...





Fotografias de Raquel Serrão (2010)



A 05/05/10, esta casa, que se fazia parte do Bairro Grandela (abrangido na Zona Especial de Protecção - ZEP do Património da "Quinta do Beau-Séjour / Quinta das Campainhas", sendo, também, Património Técnico-Industrial Classificado desde 1984) começou a ser demolida... tendo o "trabalho" sido concluído hoje.

De referir, também, noutras paragens, a triste notícia sobre a Vila Martins, nos Anjos, que derrocou ontem, depois de tantas queixas e chamadas de atenção dos seus habitantes e moradores da freguesia.

Até quando vamos continuar a deixar que o Património da nossa cidade seja destruído, para sermos persistentemente emparedados por prédios???