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domingo, 20 de fevereiro de 2011

“Em busca da Euterpe de Benfica” ou um Ponto de Encontro!





O meu avô Eugénio Germano Baptista, homem muito atento ao mundo que o rodeava e um republicano convicto, falecido em 1992, com 93 anos - deixou um espólio documental e fotográfico sobre a “Sociedade Euterpe de Bemfica”, de que tinha sido secretário, director e músico. Sociedade na qual também já o meu bisavô João Germano Baptista, falecido em 1930, tinha sido tesoureiro, secretário, director, e presidente, e também músico da banda.

Face a essa documentação, procurei saber mais sobre essa Sociedade, fundada em 1859 em Benfica – encontrei o blogue "Retalhos de Bem-Fica", e tentei obter alguma informação das memórias da Euterpe. Em boa hora o fiz, porque desde essa altura consegui recolher muita informação devido à disponibilidade da Alexandra e a vários leitores do "Retalhos de Bem-Fica".

A partir desse momento uma série de informações surgiram em catadupa – e, graças ao espólio do meu avô materno, Eugénio Germano Baptista, comecei a ocupar algum espaço daquele interessante e útil blogue, com alguma documentação e fotos, que são de facto parte da história de Benfica no começo do século XX.



Restaurante "David da Buraca", onde funcionou a primeira sede da Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica
Fotografia de Pedro Macieira (2010)


Placa existente no Restaurante "David da Buraca", com menção à fundação da Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica
Fotografia de Pedro Macieira (2010)



Pela simpática participação no "Retalhos de Bem-Fica", de Domingos Estanislau, presidente do Clube de Futebol Benfica, encontrei a primeira sede da Filarmónica Euterpe, junto ao Restaurante do "David da Buraca", onde existe um lápide que assinala a data da sua fundação em 1859 – e também um amigo. Amigo que me convidou a visitar o Fó-Fó, e aí inesperadamente, encontrei na sala de troféus a fotografia do meu avô com as cores do Futebol Benfica na primeira equipa de futebol, do clube. Por sinal no espólio do meu avô existe uma outra foto sequencial da que existe na sala dos troféus. E um texto publicado no Jornal da Euterpe, transcrito no "Retalhos de Bem-Fica", permitiu a Domingos Estanislau ficar com uma informação preciosa para confirmar a antiga dúvida sobre a longevidade do Fó-Fó.

Também a publicação de uma foto de 1934 de um grupo “de gentis expositoras” de um exposição na Euterpe, entre as quais a minha mãe, permitiu a uma leitora do blogue reconhecer na foto a sua mãe, que na altura frequentava a “Euterpe de Bemfica”.

Após a publicação das primeiras páginas de vários números dos jornais da “Euterpe de Bemfica” do qual o meu avô tinha sido director, surgiu nessa altura através de um comentário um outro neto de um outro director do jornal, contemporâneo do meu avô.

Também através da participação simpática de mais um leitor, localizei na Torre do Tombo, parte do espólio da “Sociedade Filarmónica Euterpe de Bemfica”.

A 24 Abril de 2010, num jantar comemorativo, do "Retalhos de Bem-Fica", tive o prazer de conhecer pessoalmente a autora deste interessante blogue, que é uma memória interactiva de Benfica e das suas gentes.

Recentemente fui também surpreendido com um contacto de mais uma leitora do "Retalhos de Bem-Fica", moradora em Benfica, e com 90 anos de idade, que comentou os posts que estavam publicados no Retalhos de Bem-Fica sobre a “Euterpe de Bemfica” no qual surgia o meu nome. A senhora falou na possibilidade de eu ser neto do Eugénio Germano Baptista, pessoa que ela conhecia e que sabia perfeitamente onde tinha morado em Benfica- localizando a casa e o andar onde a minha família viveu até 5-12 –1936, altura em que se mudou para Campo de Ourique.



Casa onde viveu Eugénio Germano Baptista, em Benfica.
Fotografia de Pedro Macieira (2011)



E hoje graças a essa intervenção e também da colaboração da Alexandra, localizei a casa, na estrada de Benfica nº 584, (felizmente ainda existente) e que até agora desconhecia completamente, que por feliz coincidência o Retalhos de Bem-Fica já tinha publicado várias fotos em 2 posts (ver aqui e aqui).

Também com esse contacto a Alexandra ficou com a hipótese de entrevistar esta simpática senhora de Benficacom quem já se tinha cruzado anteriormente na Festa dos 100 Anos da Vila Ventura.

E assim uma busca sobre a “Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica”, tem sido muito profícua na recolha inesperada de informações pessoais muito importantes, que espero ainda não terminar por aqui, muito pelo participação activa do "Retalhos de Bem-Fica".


Sintra, 20 de Fevereiro de 2011

Pedro Macieira
http://www.riodasmacas.blogspot.com






terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A 1ª Sede da Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica





Continuando na demanda pelo espólio da Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica, o Pedro Macieira escreve-nos o seguinte...




"Boa noite Alexandra,


De visita à primeira sede da Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica, o que aliás só vim a localizar, através do que foi publicado no "Retalhos de Bem-Fica" com a preciosa ajuda de Domingos Estanislau;

Envio-lhe fotos do "David da Buraca" e um programa do aniversário da Euterpe de 1923 , três anos depois da colocação da lápide de homenagem no edifício que tem o reclame do "David da Buraca".

(...)



Fotografias de Pedro Macieira (2010)




Não tenho nenhum jornal “A Filarmónica” correspondente ao ano da homenagem (1920), mas encontrei um número de 13 de Abril de 1923, número comemorativo do 64º aniversário da Euterpe de Benfica.

Neste número, o meu avô Eugénio Germano Baptista, no artigo “Ex improviso”, escreve sobre as as contingências a que as Sociedades de Recreios estavam sujeitas na altura:

“Rodeados por um circulo de fogo, lançado com fins que ainda não descortinamos, embora não se ande muito longe de acertar, já algumas Sociedades de Recreio desapareceram e outras lhes seguirão por ser impossivel manterem-se sobre tal pressão.”

E mais à frente:

“Foi também o concurso das Sociedades de Recreio que se gerou o ambiente favorável á implantação da República -«vinham junto do povo, porque era com ele que queriam viver» - diziam os propagandistas!!!”

E termina sugerindo que “se organize un Congresso das verdadeiras S.R. que tenha por base, a remodelação dos Regulamentos Policiais e demais legislação que existe sobre as mesmas, repondo as coisas no seu lugar e fazendo-se a devida justiça a quem de direito?”








Nesta altura, tinham passado 13 anos da implantação da República, vivia-se um período político e social tumultuoso, e, por curiosidade, é nesse ano que, proposta do Ministro da Instrução Pública, se propõe a reintrodução do ensino religioso em colégios particulares, o que , embora não aprovada, significava um importante passo atrás no laicismo oficial republicano.


Um abraço,

Pedro Macieira"





sábado, 20 de fevereiro de 2010

A Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica e o velho Cemitério da Freguesia





Todos os direitos reservados @ Fausto Castelhano, "Retalhos de Bem-Fica" (2010)




"(...) Hoje, vamos trazer à liça a Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica, o velho e o novo Cemitério, as ossadas e, se calhar, almas do outro mundo.

Espero que os nossos amigos que têm desenvolvido um notável trabalho de pesquisa no que diz respeito à Sociedade Euterpe, não se sintam melindrados com as manigâncias dos dirigentes desse tempo que, pelos vistos, tentaram dar uma pequena golpaça à Irmandade do Santíssimo Sacramento. Se fosse hoje, a Comunicação Social tinha ali pano para mangas para duas ou três semanas.

A amiga Alexa não imagina o gozo que me deu (e à minha mulher) ao desenterrar este saborosíssimo episódio.

Como pode verificar na legenda da foto do coreto, o edifício é o mesmo de hoje porém, a rua não tinha o nome que tem hoje (Rua Ernesto da Silva). Na realidade, no tempo em que foi implantado o coreto, era a Rua do Espírito Santo. Brevemente, farei um pequeno texto sobre esta questão.


Fausto Castelhano"





A partir do século XVIII e com o aumento demográfico da Freguesia Benfica, após a descoberta destes pitorescos e aprazíveis lugares de veraneio colocou-se, a breve trecho, a questão de construir uma nova igreja que comportasse o enorme número de paroquianos que, ao templo, afluíam.
Essa ideia deve ter sido aceite com bastante entusiasmo e, naturalmente, já devia estar na mente dos paroquianos desde muito tempo atrás.

João Frederico Ludovice, que passava a época de Verão na sua casa apalaçada, no sítio da Alfarrobeira, deve ter desempenhado um importantíssimo papel na realização do projecto. É dele a primeira traça da construção e toda a capela-mor.

A 29 de Agosto de 1750, começaram os trabalhos da construção da nova igreja. Porém, provavelmente por falta de recursos, a obra parou em Dezembro de 1754.




Prédios da Rua Ernesto da Silva, que, à data do coreto da Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica, já existiam.

(Fotografia de Fausto Castelhano - 2010)



Só muitos anos depois, destacados paroquianos unidos a João Frederico Ludovice, arquitecto e valido de el-rei D.José I (que ofereceu o projecto para a restante obra), lançaram mãos à obra no intuito de a terminarem. Eram eles: Joaquim dos Reis e Francisco António, ambos mestres das Águas Livres; Bernardo António da Silva, escrivão da Junta das mesmas Águas; João Gomes, paroquiano e mestre-de-obras e que já havia construído a Real Obra da Memória, na Ajuda. Foram eles que tiveram uma influência decisiva no recomeço da obra em 28 de Março de 1780.
A obra avançou, com altos e baixos e com períodos de maior ou menor entusiasmo.

Então, a 12 de Dezembro de 1809 e num ambiente de extraordinário entusiasmo da população, tiveram início as cerimónias da sagração da Comunidade Paroquial de Nossa Senhora do Amparo de Benfica as quais, se prolongaram até à festa da Padroeira, em 18 de Dezembro.




Os edifícios da Rua Ernesto da Silva, que, à data da implantação do coreto no adro poente da Igreja Paroquial de Benfica, já existiam.

(Fotografia de Fausto Castelhano - 2010)



Acabada a construção e aberto o culto a todos os fiéis, verificou-se que o novo templo possuía duas belíssimas entradas com escadarias de pedra trabalhada e um enorme adro dividido em duas partes. Do lado nascente, existia já um belo cruzeiro, muito antigo e majestoso. Do lado poente, o adro tinha ainda maior amplidão e, segundo o cura João Cipriano de Assis e Morais pensava-se implantar, naquele espaço, um cruzeiro igual ao do adro do lado nascente.




Cemitério de Benfica
Augusto de Jesus Fernandes, in Arquivo Municipal de Lisboa

Portão em frente da Rua dos Arneiros. O muro em gaveto, à direita, pertencia à antiga Quinta das Palmeiras. A foto deve ter sido tirada antes de 1960.




Este projecto, porém, não reuniu os consensos necessários. O adro do lado poente, que confinava com a igreja velha, iria ser vedado com um muro que iria fechar o antigo adro de tal maneira que, toda a zona antiga será utilizada como cemitério. Tanto o velho templo, como o terreno do adro poente, irão ser utilizados com esse fim.

Assim, no ano de 1846, fizeram-se obras no cemitério novo com o objectivo de alargar o cemitério local que já existia. Demoliram a antiga igreja, já muito arruinada, mas de um valor incalculável, com portais góticos e uma antiquíssima capela de S. Roque que seria, provavelmente, as ruínas da antiga Igreja Paroquial. O cemitério passou a abranger uma área que rondava os 1250 metros quadrados e capacidade de enterramento de cerca de 90 corpos por ano.

O novo Cemitério de Benfica que, inicialmente se chamou Cemitério dos Arneiros, foi mandado construir no ano de 1869, na sequência da extinção dos antigos cemitérios paroquiais de Benfica e Carnide (localizado junto à Igreja de S. Lourenço). Para este espaço, foram trasladadas as ossadas identificadas existentes nos cemitérios paroquiais, e, nalguns casos, as próprias lápides originais das sepulturas.




O coreto construído pela Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica no adro poente da Igreja Paroquial de Benfica. O prédio que se observa em segundo plano, ainda lá está. Porém, a rua tinha outro nome… Rua do Espírito Santo.

(Imagem cedida por Fausto Castelhano)



Em 1880, o Cemitério dos Arneiros recebia as ossadas desenterradas do antigo cemitério, junto à Igreja de Benfica. Foi um levantamento muito descuidado pois, muito mais tarde e, em pleno século XX, na construção do Centro Paroquial, apareceram ossadas até dizer chega…Creio que o nome da Adega dos Ossos deriva desse mesmo facto. Aliás, era voz corrente que, na escavação inerente à construção dos estabelecimentos (onde estava a Adega dos Ossos) nos baixios do próprio cemitério, apareciam ossadas em grandes quantidades.

Construído para servir freguesias rurais, a grande expansão urbanística da cidade obrigou a sucessivas ampliações do seu espaço sendo, actualmente, o terceiro maior cemitério de Lisboa. O seu projecto inicial, de pequeno cemitério, é patente na entrada principal estreita, em nada condizente com o tamanho e movimento do Cemitério.

Chegados aqui, e depois de tanto paleio, é inteiramente justo que os nossos amigos se interroguem: - "E o que é que tem a ver a Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica com o antigo cemitério da freguesia?"
Tem e muito, como vamos já ver! Assim, socorrendo-me das memórias do pároco Álvaro Proença (que conheci muito bem e, se calhar, até bem demais…), aqui vai:

“A 1 de Outubro de 1880, tendo por juiz o Marquês de Fronteira, a Irmandade do Santíssimo Sacramento autorizou, por ofício, a Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica, a construir um coreto no adro poente da igreja ficando, para todos os efeitos, na posse da Irmandade. Tão estúpida autorização, foi votada por unanimidade e, nem sequer uma voz com bom senso, se elevou contra tal construção no antigo cemitério e de onde se haviam levantado, apenas, algumas ossadas.



Entrada do Cemitério de Benfica
(Fotografia de Fausto Castelhano - 2010)



O célebre coreto só veio a ser construído em 1900 pela tal Sociedade Filarmónica e custou, 760$345 reis. Teve uso frequente para as festarolas saloias no adro da Igreja, ou seja, no antigo cemitério. Pertencendo à Irmandade, em 1907, a tal Sociedade Filarmónica, pedia-lhe que mandasse pintar o coreto que se encontrava em estado vergonhoso. E o pedido era reforçado com a argumentação de que o coreto pertencia à Irmandade uma vez que, estava em terreno seu e lhe havia sido entregue. Portanto, os cuidados com a conservação do coreto também lhe pertenciam em boa justiça.”

Sim, senhor…Uma belíssima argumentação!

E aqui está como a Filarmónica Euterpe desenvolvia a sua notável obra de ensino e divulgação da música, mas via-se confrontada em assuntos de antigos cemitérios, ossadas, pinturas de coretos e… o que mais houvera…

Esta curiosíssima história não terminou aqui. Em 1938, a Irmandade do Santíssimo Sacramento conseguiu uma sentença favorável às suas pretensões. Isto é, a reivindicação da posse dos adros de que havia sido arbitrariamente esbulhada. Nesse ano, conseguiu a cessão da posse dos adros e igreja, em uso e administração que, em 1940, através da Concordata com a Santa Sé, se transformou em reconhecimento de posse definitiva.



Capela do Cemitério de Benfica
(Fotografia de Fausto Castelhano - 2010)



Nota: Sou um apaixonado pelas Bandas Filarmónicas. Como membro dos Corpos Sociais da STIMULI/UNISBEN tivemos, recentemente e na Freguesia de Benfica (a convite da nossa Associação) a presença da excelente Banda Filarmónica Comércio e Indústria da Amadora sob a direcção do experiente maestro Joaquim Carlos Alves Rodrigues. Desfilaram por algumas ruas da nossa Freguesia seguindo-se, um magnífico concerto de música clássica nas nossas instalações. E, se a memória não me falha, um acontecimento desta envergadura, já não se verificava na Freguesia de Benfica, pelo menos, há volta de 50 anos.
Este ano, pensamos repetir a extraordinária experiência com a presença desta categorizada Banda de Música.

Um abraço de muita amizade
Fausto Castelhano





terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Em busca de... - VII



Em resposta ao desafio do Domingos Estanislau, responde hoje o Pedro Macieira (do blog "Rio das Maçãs")...




"(...)

A foto publicada do primeiro “team do Grupo Football Bemfica” é muito interessante e tem a particularidade do segundo jogador em pé à esquerda ser o meu avô Eugénio Germano Baptista, elemento activo em diversos cargos da
Euterpe de Benfica, como já mencionei em outras oportunidades, já publicados anteriormente nos "Retalho de Bem-Fica", filho do também antigo director da Euterpe e tesoureiro João Germano Baptista e ambos músicos da Filarmónica.

Outra curiosidade é que tenho uma outra foto da mesma altura que envio.




Fotografia cedida por Pedro Macieira,
in Arquivo de Eugénio Germano Baptista



Também sobre o Foot-ball de Bemfica, “Fundado numa época em que os amadores sportivos se contavam por dezenas, num meio hostil, lutando com mais vontade, ele conseguiu firmar-se” referia o jornal da Euterpe de Benfica “Filarmónica” de 13 de Abril de 1912 (já publicado nos Retalhos de Bem-Fica)– é referido também que “Composto na sua quasi totalidade por sócios da Sociedade Euterpe, em 1911 pedia autorização, prontamente concedida, de juntar ao seu antigo titulo , Foot-ball de Bemfica, o sub-titulo de Grupo Sportivo da Sociedade Euterpe, servindo-se, ao mesmo tempo, e enquanto não tivesse sede própria, das salas da Sociedade, era legalisar uma situação, simplesmente, porquanto sempre tivera essas regalias.”

Razão porque as duas colectividades, viviam na altura como sendo uma única.


Daí a actividade do meu avô, músico, director e articulista do Jornal da Euterpe e desportista no “Foot-ball de Bemfica”, como demonstram as fotos que envio, uma já publicada anteriormente.





Fotografia cedida por Pedro Macieira,
in Arquivo de Eugénio Germano Baptista



Sobre o “Foot-ball de Bemfica” posteriormente enviarei mais elementos sobre a história da colectividade, após reunir documentação existente no espólio de meu avô.

Sobre as fotos a primeira o meu avô está no lado esquerdo-na segunda já publicada pela Alexandra numa data anterior em pé com boina junto da equipa.



Um abraço,

Pedro Macieira"







sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Em busca da 'Euterpe de Benfica'




O Pedro Macieira (do blog "Rio das Maçãs") contactou-nos, há algum tempo atrás, pedindo auxílio na busca que empreendeu pelo destino do legado da Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica, onde o seu avô - Eugénio Germano Baptista - foi músico e director do jornal da Euterpe.

Junto anexamos mais alguns documentos enviados pelo Pedro Macieira, os quais, para além de nos contextualizarem muito bem uma época, poderão, também, ajudar-nos a compreender melhor a relação da Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica com o futebol em Benfica (assunto que Domingos Estanislau, também, demonstrou muito interesse em investigar).

Pedimos, mais uma vez, a todos os nossos leitores que tenham informações sobre estes dois pontos acima mencionados que nos remetam essa informação (por e-mail ou deixando comentário neste blog).

Muito obrigada!






"Olá bom dia, Alexandra,

Vi ontem a reportagem da revista do CM, sobre Benfica, com a referência ao seu blogue. Blogue que tenho acompanhado com interesse, face aos resultados que apresenta e à forma como as pessoas têm aderido.

Hoje e recomeçando a minha tentativa de saber o que aconteceu à Euterpe de Benfica, envio-lhe duas fotos das/da sala(s) de festas da antiga Euterpe de Benfica.
As fotos de hoje, do meu avô Eugénio Germano Baptista, não têm grande qualidade nem estão datadas mas serão do início do séc. XIX.




"Sala(s) da Euterpe de Benfica" (início século XIX)

Digitalizações cedidas por Pedro Macieira,
in Arquivo de Eugénio Germano Baptista



(...)

Envio-lhe também uma página do Jornal da Euterpe, "A Filarmónica" de 13 de Abril de 1912 - "Número único comemorativo do 53º aniversário da Sociedade Filarmonica Euterpe de Bemfica" em que está um interessante artigo sobre a relação da Euterpe e do "Foot-ball de Bemfica"- assunto tratado no seu blogue recentemente (existe uma falta de texto entre a linha 18ª e 22ª por um pequeno corte na página do jornal, mas não cria nenhum problema de leitura).




"Jornal 'A Filarmónica'" (13/04/1912)

Digitalizações cedidas por Pedro Macieira,
in Arquivo de Eugénio Germano Baptista

[clicar para ampliar]




Também para utilizar da forma que achar mais útil a informação da contra capa de outro número da "A Filarmónica (13 de Abril de 1923). Também número único comemorativo do 64º aniversário da Euterpe - que dá uma panorâmica do comércio de Benfica nessa altura.



"Jornal 'A Filarmónica - contra capa'" (13/04/1923)

Digitalizações cedidas por Pedro Macieira,
in Arquivo de Eugénio Germano Baptista

[clicar para ampliar]





(...)

Envio-lhe um programa dos 'Festejos ao glorioso mártir S. Sebastião', que se realizou nos 'dias 3, 4 e 5 de Agosto de 1901 em Bemfica', abrilhantada 'no novo coreto' pela 'Philarmonica Euterpe de Bemfica'.


"Programa de Festejos" (1901)

Digitalizações cedidas por Pedro Macieira,
in Arquivo de Eugénio Germano Baptista

[clicar para ampliar]




Um abraço,

Pedro Macieira"




Face à sua pertinência para o contexto desta busca pelo legado da Euterpe de Benfica, incluímos ainda neste post um texto que nos foi remetido por Domingos Estanislau.




"A Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica, foi fundada em 1859, no edifício onde hoje se situa o Restaurante 'David da Buraca', por cima da porta da antiga taberna onde nasceu aquele Restaurante. Está lá uma placa que assinala essa data.

Mais tarde a Sede da Euterpe muda-se para o Nº 30 da
Rua Cláudio Nunes. Salão amplo, considerado por muitos o melhor Salão de Lisboa. Veio a pertencer ao Clube Futebol Benfica, depois de 1933 e após a reorganização do Grupo Futebol Benfica.



"Primeiro Presidente do Clube"

Imagem cedida por Domingos Estanislau



"Primeiros Corpos-Gerentes do Clube"

Em 23 de Março de 1933 realizou-se a Assembleia Geral que assinala a reorganização do Grupo Futebol Benfica (designação esta do Clube Futebol Benfica até essa data). Por força da Constituição da altura o Clube viu-se obrigado a retirar a palavra Grupo e passou a chamar-se Clube Futebol Benfica.

Imagem cedida por Domingos Estanislau





Contou-me, há muitos anos, o Sr. Norberto, sobrinho do Francisco Lázaro, que a Filarmónica passava por dificuldades e, aos poucos, começou a 'desmoronar-se' e Caleya Ribeiro, Presidente do Futebol Benfica deu por um dos elementos a penhorar um dos instrumentos e, em face disso, foi fácil a dissolução e aquele vasto Salão passou a ser pertença do Futebol Benfica.

Tornou-se depois uma Sala de Baile afamada, onde se realizavam aos Sábados e Domingos Matinés e Soirés bastante concorridas, hoje ainda bem recordadas por pessoas da minha idade.

Daquele local descia também a Marcha de Benfica, para embarcar no Carro Eléctrico, que esperava ao fundo da
Rua Cláudio Nunes em plena Estrada de Benfica para levar ao Pavilhão dos Desportos a Marcha representativa do Bairro nas Festas da Cidade.
Velhos tempos!


Domingos Estanislau"





domingo, 15 de novembro de 2009

Os Avós Directores




Depois do recente reencontro familiar que o nosso blog proporcionou, foi com grande satisfação que hoje verificámos o comentário que Valentim Alexandre, neto de Alfredo Franco (ex-Director da antiga Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica e director do jornal "A Filarmónica"), nos deixou a propósito deste outro post.





"Jornal 'A Filarmónica', de 19/04/1914 e de 13/04/1915"


Digitalização cedida por Pedro Macieira,
in Arquivo de Eugénio Germano Baptista

[clicar na imagem para a ampliar]




Entretanto, o nosso leitor (e grande "contribuinte" deste blog) Pedro Macieira, enviou-nos esta manhã um e-mail, onde nos contextualiza esta hereditariedade:



"(...) Achei muito interessante o comentário deixado pelo neto de Alfredo Franco, ex-Director da antiga Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica e ele também director do jornal "A Filarmónica" como o meu avô, em datas diferentes, e também ambos músicos da banda.

Envio
(...) os cabeçalhos do jornal "A Filarmónica", com os os dois avós, como directores.

Envio também uma foto de uma equipa de futebol não datada, do "Futebol de Bemfica", e que tenho ideia que terá sido uma secção desportiva da Euterpe de Benfica, ou pelo menos uma extensão.

Nesta foto de boina e em pé está o me
u avô - tenho pena de não ter mais dados sobre a foto - a data será nos inícios de 1900.

Existe uma nota publicada na "A Razão" de 1 de Dezembro de 1915 em que o director é o Alfredo Franco e secretário de redacção é o meu avô que é mencionado o tema "Futebol de Bemfica", que passo a transcrever:


"Consta-nos que alguns dos antigo elementos do saudoso Futebol de Bemfica, pensam em reorganizar-se com o mesmo título e para os mesmos fins. É uma idéa que merece todo o aplauso e auxilio e estamos certos de que ela será simpatica a quantos pelo Futebol traballharam.

E, se o nosso prestimo de alguma coisa servir, ele aí está condicionalmente."

(...)

O seu blogue, já estar a dar alguns resultados na pesquisa do legado da Euterpe de Benfica, poderão agora aparecer mais netos...


Um abraço
,
Pedro Macieira"





"Futebol de Bemfica" (cerca de 1900)

Digitalização cedida por Pedro Macieira,
in Arquivo de Eugénio Germano Baptista




Gostaríamos, assim, de aqui deixar o repto ao Valentim Alexandre, neto de Alfredo Franco, para nos enviar mais informações que considere pertinentes quer para a busca do legado da Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica, quer para o âmbito do trabalho de investigação que desenvolvemos no "Retalhos de Bem-Fica".

Muito obrigada!







terça-feira, 3 de novembro de 2009

Em busca de... - IV




Recebemos recentemente um e-mail do Pedro Macieira, neto de Eugénio Germano Baptista (músico e director do jornal da Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica e de vários outros jornais da freguesia, como por exemplo "O Imparcial", que existia em 1915), onde nos foi solicitado auxílio na tentativa de localização do legado desta Sociedade.





"A Banda da Euterpe de Benfica em 1911"

Arquivo fotográfico de Eugénio Germano Baptista -(disponível no blog "
Rio das Maçãs")




A Banda da Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica, que costumava animar todos os eventos da freguesia, foi fundada em 1859.

Em 1889 a banda foi transformada em fanfarra, e em 1891, por influência de alguns sócios executantes, foi novamente reorganizada em banda.

Em 1914, a sede social desta Sociedade Filarmónica estava localizada no Nº 130 da Rua Cláudio Nunes.




"Desfile da Banda em Benfica"

Fotografia não datada
Arquivo fotográfico de Eugénio Germano Baptista -(disponível no blog "Rio das Maçãs")





Uma vez que diversos outros leitores já nos questionaram também sobre o paradeiro desta Sociedade Filarmónica - tão celebrizada na freguesia de Benfica -, enquanto empreendemos uma pesquisa mais detalhada sobre esta questão, lançamos também aqui o repto aos nossos leitores para que, caso tenham mais informações sobre a Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica, nos façam chegar os seus comentários por e-mail para palavraseimagens@gmail.com.

Muito obrigada!