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sexta-feira, 1 de junho de 2018

O dia em que a Vila Ventura deixou de existir





(escrito a 29/05/18. Fotografias e texto de Alexandra Carvalho) 







Conheci a Dª. Emília em finais de 2009, quando formámos o Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura, em Benfica, e encetámos contacto com os seus 3 últimos moradores. 

Mulher humilde e de coragem, com uma história de vida riquíssima (a qual tinha um orgulho imenso em relatar) e muito à frente do seu tempo, embrenhada numa teimosia exacerbada, que contrabalançava com a forma terna como olhava sem julgar e ajudava o Outro (inúmeros foram os sem-abrigo e os animais que ajudou). 

Em 2010 passámos os finais das tardes de Verão juntas, a falar da nossa luta pelas Vilas, enquanto aguardávamos por capturar para esterilização a colónia de mais de 20 gatos que existiam nas Vilas. 

Depois, estivemos 2 anos sem nos falar, fruto de um mal entendido e do mau-feitio de ambas. Mas foi, também, graças a uma gata (aquela que viria a ser a sua grande companheira dos últimos anos) que retomámos o contacto em 2014. 




Re-descobri então uma Dª. Emília a quem a idade e a maldita doença que faz misturar o Passado com o Presente já começavam a atraiçoar. 
Uma Dª. Emília com quem passei a conviver com o mesmo nó na garganta (e no coração) que me acompanharam na doença que também atacou o meu Avô nos seus últimos anos de vida. 
Uma Dª. Emília que, certo dia, me conseguiu levar completamente às lágrimas, quando lhe li o enorme elogio que um desconhecido lhe dedicou no "Diário de Notícias", depois de se ter cruzado com ela, por mero acaso, na Estrada de Benfica. 

Apesar das insistências da família, a Dª. Emília nunca quis sair daquela que foi a sua casa (o seu mundo) durante mais de 50 anos. 
Viu os seus 2 últimos vizinhos partirem. E acabou por ter como companhia, na casa ao lado, um ex-locutor de rádio, a quem a vida pregou algumas partidas, levando-o à miséria. Até ao dia 22 de Abril deste ano, em que o senhor faleceu. 

E, nessa altura, a Dª. Emília, ficou mais uma vez sozinha, apenas com a sua gata e os pombos. 
A memória a atraiçoá-la em divagações, o medo dos barulhos da casa e do fim da vida que poderia chegar a qualquer momento. 
E foi nesse preciso momento que julgo que a Dª. Emília, finalmente, aceitou que não tinha mais forças para ali continuar (e deveria ir viver com o filho). 
Foi nessa altura também que, com a ajuda de algumas vizinhas, nos conseguimos ir revezando, para passar por casa da Dª. Emília, a várias horas do dia, para que não se sentisse tão sozinha (cumpre aqui fazer um agradecimento muito sentido à Teresa Lourenço, por, apenas tendo conhecido a Dª. Emília neste momento, ter sido de uma dedicação e carinho extremos para com ela!). 

Tenho para mim que há pessoas cujas vidas se entrecruzam com as casas em que viveram (como se passassem a ser um só ser)... E a Dª. Emília e a Vila Ventura são disso um exemplo claro. Esta grande senhora e mãe-coragem foi a verdadeira guardiã das Vilas (pelas quais agora temo ainda mais pelo seu futuro)!... 

Na véspera da saída da Dª. Emília da casa onde viveu mais de 50 anos, despedimo-nos 2 vezes, sem nunca dizermos "Adeus"... 
Passámos o final de tarde juntas, mais uma vez, entre os animais... 
E a noite em façanhas rocambolescas por causa dumas chaves... 
Curiosamente, como se a própria Vila e os animais não quisessem deixar a Dª. Emília partir. 

Esta manhã, no dia em que a Vila Ventura para mim deixou de existir, num misto de emoções, despedimo-nos ainda uma terceira vez, com um "Até logo", com a carrinha das mudanças já à porta. 


**** 




 -[Adenda de 01/06/18]-
O que havia prometido à Dª. Emília, aquando da sua saída da Vila Ventura, foi hoje cumprido: - a sua gatinha foi recolhida, para ficar protegida...







sábado, 2 de dezembro de 2017

Um elogio muito bonito (e justo) à D. Emília...




(fotografia e texto de Alexandra Carvalho)




Conheço a D. Emília há uns bons 8 anos, desde que iniciámos, em Benfica, um Movimento de Cidadãos, que lutou pela preservação do património histórico onde ela habita há mais de 50 anos: a Vila Ana e a Vila Ventura...

Mulher generosa e destemida, com uma força e carácter impressionantes, e uma mentalidade muito à frente da sua época, que a fez educar o seu filho quase sozinha... E sozinha tem continuado a lutar por tudo o mais, no resto na sua vida.

Com a D. Emília vivi, também, muitas histórias com animais, quando juntas, nos finais de tarde dum Verão longínquo, iniciámos a captura dos inúmeros gatos das Vilas (para serem esterilizados)... ou quando ela me pediu ajuda para duas cadelas sarnentas que lhe apareceram um Natal no jardim (e foram recolhidas por um amigo veterinário)... ou quando duas amigas me pediram ajuda para a última ninhada duma gata que por ali aparecera (a última gata das Vilas, que faz, actualmente, companhia à sua última inquilina)...

Nos últimos anos, derivado do apoio familiar que tive que prestar aos meus Avós, fomos afastando-nos um pouco, mas mantendo sempre o contacto telefónico de quando em vez.
Quando me apercebi que uma das doenças da idade começava a atacar a D. Emília, doeu-me cada vez mais ver reflectido no seu olhar tudo aquilo que também vivi com o meu Avô... e, para me proteger dessa dor, comecei a tentar evitá-la.

Até ao dia de hoje...
Em que regressei à Vila Ventura, com uma notícia bonita para lhe dar e um exemplar do "Diário de Notícias" para lhe oferecer.

Sentadas na sua sala, com o sol matinal de Dezembro a aquecer-lhe o rosto, li-lhe de fio a pavio as duas páginas que o jornalista lhe dedicou (em que ela quase não queria acreditar, se não tivesse visto a sua fotografia)... E chorámos, comovidas, pelo lindíssimo e muito merecido elogio público que alguém assim dedicou a esta grande Senhora (esquecida por detrás da janela duma Vila histórica, também ela caída no esquecimento).

Muito, muitíssimo obrigada a quem deu esta prenda à D. Emília!


"A mulher que via partir os vizinhos"





Por Ferreira Fernandes,
in "Diário de Notícias" de 02/12/17





Duas vilas seculares, ao fim da Estrada de Benfica, aguardam não se sabe o quê. Se for demolição, o bairro e a cidade perdem uma história onde entram o bairro e a cidade. E Luiz Pacheco e Spínola e Maria Lamas e Lobo Antunes e, sobretudo, nós

Podíamos começar assim, exagerando pouco: "Estamos no ano de 2017 depois de Cristo. Toda a freguesia de Benfica já foi ocupada pelos patos-bravos... Toda? Não! Uma vila povoada por uma irredutível velhinha ainda resiste aos apagadores do passado." Seria um plágio descarado à abertura de todos álbuns do Astérix, mas a causa é boa. Defender uma histórica freguesia e homenagear uma simpática senhora. A dona Emília Cândida, filha de Eugénia Teolinda, talvez tenha, como Obélix, mergulhado na poção mágica que torna forte os simples. De comum, ainda, ela ter um gato, como o canito Ideiafix do gordo gaulês. De diferente, a elegância da dona Emília, de passo firme, casaquinho de bom corte mas coçado.

A aldeia gaulesa da dona Emília são duas vilas, geminadas, quase abandonadas e bonitas. A Villa Ana e a Villa Ventura, no fim da Estrada de Benfica, já a dois passos da saída da cidade, nas Portas de Benfica. Os nomes ainda se conhecem por lenda ou nos escritos notariais. Na fachada da segunda vivenda, só as letras "VI...V...T...A", as outras desistiram, caíram. As vilas são centenárias, foram mandadas construir pela herdeira de um casal que esteve emigrado no Recife, brasileiros de torna-viagem: a Villa Ana, em 1890, e a Villa Ventura, em 1910. Construídas quando aquele bairro de Benfica era quintas produtivas ou chalets de ricos.

Alinhadas em espelho, dois andares de cinco janelas por piso, ladeadas cada uma por um torreão de quatro águas e outro de duas. Toques de gosto de quem construiu para servir ou fazer inveja a quem passa: os torreões têm janelas redondas, em óculo, e as telhas das cumeeiras são rematas por friso de elementos decorativos. Benfica tem blogues a falar do seu bairro, Retalhos de Bem-Fica é um deles, que recolhem testemunhos de antigos moradores: "Do óculo do torreão, vimos o incêndio do Palácio de Queluz." Em 1934, via-se seis quilómetros adiante. Hoje, o horizonte acaba do outro lado da rua, nos prédios com varandas fechadas a alumínio. O conjunto das Villa Ana e Villa Ventura é formoso; a conservação, um desastre.

Esta semana, o condutor de um carro bloqueado por outro irritou-se com buzinadela insistente na Estrada de Benfica, em frente às duas vivendas, n.º 674. Ao chinfrim, a da esquina, a Villa Ana, permaneceu impassível. Ninguém a habita, está cercada por um tapume e um cartaz anuncia que a empresa proprietária, a Ormandy Portuguesa, vai fazer obras. Nos dois andares da Villa Ventura quase todas as janelas estão entaipadas, só as do 1.º direito têm cortinas. Foi lá que uma janela com cortinas se abriu de par em par. Uma cabeça branca espreitou. Emília Cândida, a última habitante das vilas que esperam não se sabe o quê. Talvez que Emília não mais abra a janela.

Emília Cândida diz que tem 84 anos, o seu BI diz 85 e ela não contesta: "Tiro sempre um ano." Na quarta-feira passada ela veio trazer comida ao gato, o último de uma chusma que vivia no jardim fronteiro, suspenso um metro sobre o passeio. O carteiro trouxe-lhe um envelope da Meo. Ela abriu-o e qualquer coisa a confundiu, talvez o valor, mais de 400 euros. O gato, aos pés, esperava que ela lhe desse de comer, mas a dona estava alheada. Ao menos, com os gatos é simples, não se lhes dá nome e chamamos-lhe gato. Emília decidiu ir saber da conta da Meo, afagou o seu gato sem lhe dar nome, e foi.

Na malinha de mão levava as contas arrumadas, os papéis da operadora, da eletricidade, da água e do aluguer, 30 euros e 88 cêntimos. Gás já não tem desde que um último vizinho estragou a ligação, agora é bilha. Na malinha levava a papelada da vida inteira, como anda sempre. A carta da proprietária que, nos anos 1990, vendeu à Ormandy o apartamento que alugava à Emília; a carta da Ormandy, em setembro de 2016, prevenindo-a de que lhe dava prazo para sair, por causa de obras; da Ormandy, no mês seguinte, amaciando a proposta: Emília só sairia da Villa Ventura quando as obras da Villa Ana permitissem que ela fosse para um apartamento desta, com garantia de voltar à vila inicial, "para um T0, talvez um T1".

Em todo o caso, na Villa Ana, de obras, só o tapume e sem janelas nem portas. Aparentemente não é muito aliciante a transformação das duas vilas, guardando-lhes a traça. Sem a única inquilina, o destino de ambas estaria traçado há duas décadas, ou talvez mais. Já teria havido demolição e mais um prédio, naquela esquina apetecida, entre a Estrada de Benfica e a rua de prédios novos, dos CTT e das Finanças.

A simples existência de Emília impediu até agora os destinos marcados. Nos anos 1950 e 1960, ela viu os vizinhos partirem, ficou e impediu, só por ficar, mais um prédio manhoso dessas décadas pobres. Em 1974 e 1975, ganhou vizinhos jovens e de vidas devassas, que ocupavam quartos e salas coletivas. Hélia Correia, que vivia no bairro, ruas mais acima, em 1985 escreveu a novela Villa Celeste, passado em "casas geminadas pintadas por igual de amarelão", sobre uma mulher que "ficou muito perturbada quando alguns [vizinhos] começaram a despedir-se dela". A capa tem uma mulher à janela com cortinas, espreitando. O livro foi editado por Luiz Pacheco.

Coincidência, o escritor Luiz Pacheco viveu na Villa Ana, casa dos seus avós no fim da década de 1940. No verão de 1950, o poeta António Maria Lisboa, seu amigo, ficou lá algumas noites, antes de partir para Paris, no sótão com lucarna. Nos anos de 1920, na mesma vila, viveu António de Spínola, então aluno do Colégio Militar, e que chegaria a marechal e primeiro Presidente na democracia.

Só essa convivência, embora não coincidente, entre o escritor libertino e o general de monóculo e pingalim mereceria indulto a impedir demolição. As duas vilas, só por existirem, permitem evocar o que não teve oportunidade de sobreviver. Olhem as duas, as gentis, bem desenhadas e ainda erguidas Villa Ana e Villa Ventura. E lembrem-se. À esquerda ficava o chalet, tipo bávaro, com traves de madeira a marcar a fachada, a casa do avô do escritor António Lobo Antunes. À direita, no prédio vizinho da Villa Ventura, viveu a escritora Maria Lamas (1893-1983), divorciada, cuidando das duas filhas.

A autora de As Mulheres do Meu País trabalhava no que fez sempre: ensinar a aprender sempre. E arredondava os fins de mês indo buscar ceroulas e camisetas à vizinha fábrica Malhas Simões para casear e pregar botões. Às vezes, voltava com operárias, para as ensinar a ler. Em 1962, Maria Lamas, com 68 anos, exilou-se para Paris. Em poucos parágrafos e sobre poucos metros foram citados cinco escritores portugueses - e tal porque se pôde ancorar a conversa (porque ainda existem!) em duas casas de uma freguesia que renasce. "Benfica Tem", dizem cartazes da Junta de Freguesia de Benfica. Tem passado, por exemplo - e é tão importante tê-lo.

Há mais de um século, das janelas, portas e lucarnas das Villa Ana e Villa Ventura, olhando em frente, do outro lado do caminho estreito e de terra que era a Estrada de Benfica, um tal Sport Lisboa e Benfica - esse, o primeiro com esse nome, fundido do Sport Lisboa e do Grupo Sport de Benfica, em 1908, o famoso Sport Lisboa e Benfica - teve o seu primeiro campo de futebol. Ali, no campo da Feiteira, linhas marcadas ao longo da estrada, de um lado, e da ribeira de Alcântara (o último afluente do Tejo, depois de este correr mil quilómetros), do outro, o Sport Lisboa e Benfica ganhou pela primeira vez ao Sporting (2-0) e jogou, pela primeira vez, com um clube estrangeiro (o Bordéus). Recorda-se isso porquê? Porque duas silhuetas de casas (ainda) o mostram.

As redes das balizas eram as usadas na faina pelos pescadores da Trafaria. Isso não se vê hoje. Mas podemos ver nas fotos antigas de mais de cem anos, os lances e os golos com, ao fundo, a Villa Ana, sozinha, ou acompanhada pela Villa Ventura, a partir de 1910 - a olhar, a assistir, a dar-nos passado. Tão importante andarmos na Estrada de Benfica, hoje, e vê-las a guardar o nosso passado. Estarão elas guardadas em 2030?


Na quarta-feira, Emília Cândida foi à Meo, em Picoas, e soube que em agosto tinha ido ao Colombo e assinou o fim do contrato, que só acabava para o ano. Com aquilo da fidelidade e tal tinha de pagar os tais tantos euros... Assinou? Provavelmente, sim, a assinatura está lá e não há que duvidar da empresa. Talvez a atenção da Emília Cândida esteja cansada pelo tanto que nos deu, só por morar numa casa. Aliás, dá. Terá sido em vão a candura generosa da sua vida?




quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

"Morreu o Arquitecto Nuno Teotónio Pereira"







(por Alexandra Carvalho)





In Jornal "Público" (20/01/16)



Em 2009, quando começámos esta luta, foi a ele que nos dirigimos, a pedir auxílio quanto à identificação da Vila Ana e da Vila Ventura.
Com idade já muito avançada a essa data, e quase em risco de cegar, foi a sua filha, Luísa Teotónio Pereira, quem nos acompanhou na criação deste Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura (e tanto nos ensinou!).

Não deixa de ser "irónico"/curioso que, precisamente hoje, quando se realizou uma vistoria da Câmara Municipal de Lisboa às Vilas, o Arqº Nuno Teotónio Pereira tenha "partido"!...

Os nossos mais sinceros sentimentos a toda a sua família, em especial à sua filha Luísa.










sábado, 21 de setembro de 2013

Em ano de eleições... Vale tudo!!!




(por Alexandra Carvalho) 



Desde 2010 (ou seja, há já 3 anos), que uma das inquilinas da Vila Ana e da Vila Ventura vinha insistindo frequentemente, via telefone, com a Junta de Freguesia de Benfica, para que fosse efectuada a desmatação da fachada principal e das traseiras dos referidos edíficios (património histórico da freguesia de Benfica).

Contudo, a resposta que sempre lhe foi dada (à semelhança do que, também, fora referido pela própria Presidente da Junta de Freguesia de Benfica a membros do Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura), era de que, sendo os edifícios propriedade privada, esta entidade nada poderia fazer à revelia dos seus proprietários.

Ora, foi com agrado e, sobretudo, muita estupefação que, esta tarde, ao passarmos junto às Vilas, vimos um funcionário da Junta de Freguesia, acompanhado de trabalhadores da empresa "Teleflora" (a quem foi adjudicada, pela Junta de Freguesia, a manutenção duma série de espaços verdes em Benfica), que efectuavam a desmatação do local.




Fotografias de Alexandra Carvalho (2013)




O Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura, assim como o blogue comunitário "Retalhos de Bem-Fica" não podem deixar de saudar esta iniciativa da Junta de Freguesia de Benfica (sobretudo, pelo perigo para o qual, ao longo deste últimos 3 anos, vínhamos alertando ***).

No entanto, não podemos deixar, também, de lamentar que, apenas a uma semana das eleições autárquicas (numa atitude bastante populista, portanto!), a Junta de Freguesia de Benfica tenha perdido o receio de invadir propriedade privada (pois estamos certos que esta atitude não terá sido tomada em coordenação com os proprietários das Vilas).












*** De relembrar que a primeira desmatação efectuada nas Vilas, em 2010, esteve a cargo dos próprios moradores-inquilinos, juntamente com o Movimento de Cidadãos e alguns alunos da UNISBEN - Universidade Intergeracional de Benfica.
No ano seguinte, a desmatação foi efectuada por ordem dos proprietários. E, desde então, que tenhamos conhecimento, nada mais foi feito.








sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Moção pela Recuperação da Vila Ana e da Vila Ventura





(por Alexandra Carvalho)




Moção apresentada pelo Bloco de Esquerda na Assembleia de Freguesia de Benfica a 12/09/13
[clicar na imagem, para ampliar e ler]






O Bloco de Esquerda propôs ontem na Assembleia de Freguesia de Benfica uma moção pela recuperação da Vila Ana e da Vila Ventura, que veio a ser aprovada.

Humberto Silveira, representante do Bloco de Esquerda naquela Assembleia, declarou que era importante garantir que este assunto fosse passado aos futuros executivos da Junta, de forma a que o mesmo não caia no esquecimento.


****

O Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura aproveita para agradecer aos representantes deste partido político por não se esquecerem deste assunto, apesar de, no contexto actual, continuarmos a considerar que a Câmara Municipal de Lisboa (CML), pela sua inacção (e falta de resposta!), continua a ser cúmplice dos proprietários das referidas Vilas.







quinta-feira, 4 de abril de 2013

Reunião Descentralizada CML em Benfica







(por Alexandra Carvalho com Vítor Vieira)




Fotografias e arte gráfica de Alexandra Carvalho (2010)



Realizou-se ontem, na Escola Secundária José Gomes Ferreira, mais uma Reunião Descentralizada da Câmara Municipal de Lisboa em Benfica.

O Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura esteve presente, fazendo-se representar por Vítor Vieira, que informou os presentes que, no seguimento de e-mail recepcionado do Gabinete do Senhor Vereador Manuel Salgado, datado de 05/06/12, o Movimento de Cidadãos continua a aguardar uma resposta da Unidade de Coordenação Territorial Centro (a quem o nosso e-mail de 25/05/12 terá sido reencaminhado).

Nesse sentido, e ao fim de 2 anos e 3 meses de término do prazo da intimação apresentada pelo município lisboeta para as obras de restauro destas vilas históricas, a situação permanece idêntica à data em que o Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura iniciou a sua luta por estes dois edifícios património histórico da nossa freguesia.

Pelo que Vítor Vieira solicitou, nesta Reunião, uma resposta cabal da Câmara Municipal de Lisboa sobre esta situação.
Tendo a resposta do Vereador Manuel Salgado resumido-se ao seguinte:
1)- O proprietário das Vilas informou a CML, a 07/02/12, que iria dar início às obras;

2)- Relembrou que a CML já efectuou a intimação para obras coercivas, bem como um agravamento do valor do IMI (devido ao não cumprimento da intimação).



Posto isto, e não havendo sequer um feedback sobre a ausência de qualquer resposta aos e-mails enviados pelo Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura, consideramos que a Câmara Municipal de Lisboa continua a ser cúmplice dos proprietários das Vilas, no que à delapidação deste património diz respeito.








domingo, 10 de junho de 2012

"Património Municipal Uso Social"




(por Alexandra Carvalho)



Apareceu recentemente esta faixa colocada junto ao gradeamento da Vila Ana e da Vila Ventura...



Fotografias de Alexandra Carvalho (2012)




Tendo o Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura tomado conhecimento desta outra Causa, que com a nossa se solidarizou.







terça-feira, 5 de junho de 2012

Contenção do Muro da Fachada da Vila Ana




(por Alexandra Carvalho)



Recebemos hoje a resposta do Gabinete do Senhor Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Arqº. Manuel Salgado, ao nosso e-mail de Maio passado...




[clicar na imagem para ampliar e ler]


Dado que já houve uma tentativa de "solucionar" um dos pontos desse nosso e-mail, enviámos a resposta abaixo, com as devidas fotos do trabalho efectuado pela Polícia Municipal de Lisboa... o qual temos sérias dúvidas que venha a servir para o que quer que seja, caso este muro rua.




[clicar na imagem para ampliar e ler]

Fotografias de Alexandra Carvalho (2012)





quarta-feira, 23 de maio de 2012

As Vilas vão, finalmente, ter passeio!...




(por Alexandra Carvalho)


Cópia do e-mail remetido hoje ao Vereador Manuel Salgado, com conhecimento do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Vereadores da CML e deputados da Assembleia Municipal de Lisboa


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Exmo. Senhor Vereador Manuel Salgado,

No seguimento do nosso ofício remetido a 02/05/11 ao Vosso Gabinete (o qual havia, anteriormente, antes da reestruturação da CML, sido enviado, a 10/03/11, ao Gabinete do Senhor Vereador Fernando Nunes da Silva), assim como da informação que vos remetemos a 02/02/12, no seguimento da Reunião pública descentralizada da Câmara Municipal de Lisboa realizada em Benfica (e da nossa intervenção na mesma);

Vimos, pelo presente, apresentar os nossos mais sinceros agradecimentos por, finalmente, esta semana, a 22/05/12, a CML ter iniciado os trabalhos com vista à construção de passeio na zona lateral esquerda, que ladeia a Vila Ana, e faz confluência com a Rua Amélia Rey Colaço (local que, desde as obras de construção do novo lance de prédios nas traseiras das Vilas, ocorridas entre 2008 e 2009, deixou de ter o troço de passeio público que era suposto ali existir).



Fotografia de Alexandra Carvalho (2012)


Aproveitamos o ensejo para, mais uma vez, chamar a atenção de V. Exa. para as situações que se encontram ainda pendentes no caso da Vila Ana e Vila Ventura:

1)- Em Maio de 2010, a empresa proprietária da Vila Ana e da Vila Ventura, foi intimada pela CML à realização de obras de conservação nestes dois edifícios, património histórico da freguesia de Benfica.
Há 2 anos que esta intimação continua sem ter sido cumprida!...
Agradecíamos informação da Vossa parte sobre o que tenciona a CML fazer face a esta situação.


2)- O muro da fachada exterior da Vila Ana, que ladeia com a Rua Amélia Rey Colaço (vide fotografias em anexo) encontra-se em risco de derrocada.
O estado em que este muro se encontra poderá provocar um incidente, ruindo para a via pública e provocando danos físicos aos inúmeros transeuntes que por ali passam todos os dias, pelo que muito agradecíamos que esta situação fosse verificada pelos Vossos serviços. Aproveitamos para informar que, em Novembro de 2011, efectuámos, também, uma queixa sobre este assunto para a Polícia Municipal, tendo a mesma dirigido-se ao local apenas em Janeiro de 2012, mas não nos tendo sido dado qualquer feedback sobre este assunto (ou o mesmo sido sequer resolvido).

Sem outro assunto de momento. E, antecipadamente, grata pela atenção dispensada.



Com os melhores cumprimentos,


(Alexandra Carvalho)
Representante do Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Reunião Descentralizada da CML em Benfica (2)





(por Alexandra Carvalho, com Fernando Teixeira e Vítor Vieira)



Realizou-se ontem (01/02/12), às 18h30, na Escola Secundária José Gomes Ferreira, a Reunião pública descentralizada da Câmara Municipal de Lisboa (CML) em Benfica.

À semelhança do que já sucedera no ano passado, esta Reunião teve a participação de inúmeros fregueses, contando, ainda, com a presença da Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Benfica e de alguns membros do Executivo.

Das mais de 40 inscrições recepcionadas pela CML, foram escolhidos 20 munícipes para apresentarem as suas exposições, tendo as mesmas versado sobre:

- Estado de algumas habitações do Bairro de Santa Cruz, devido às obras da CRIL;
- Vila Ana e Vila Ventura;
- Falta de iluminação no Bairro da Boavista
- Falta de iluminação na Rua Jorge Barradas (uma vez que os candeeiros de iluminação pública se encontram tapados pelas copas da árvores);
- Estacionamento na Praceta Prof. Santos Andrea (e entrega de uma maqueta/projecto, elaborado pelo marido da freguesa que fez a exposição);
- Problemas de pavimentação nalgumas Ruas de Benfica nomeadamente Calçada do Tojal e no Colégio Militar, junto ao metropolitano);
- Estação de Comboios de Benfica e falta de acessibilidades;
- Biblioteca na freguesia que não existe
- Creche/Jardim Infantil;
- Centro para Idosos;
- Dejectos caninos em Jardim e Canteiros de alguns espaços verdes em Benfica;
- Pavimentos e abatimentos de passeios nalgumas ruas de Benfica;
- Edifício no Bairro de Santa Cruz, junto ao Jardim Sustentável, onde decorrem festas nocturnas ao fim-de-semana;
- Terreno ao abandono na Rua República da Bolívia.



****


O Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura, também, esteve presente nesta Reunião Descentralizada da CML em Benfica, tendo alertado para o facto de, passado mais de um ano e oito meses sobre a data da intimação para a realização de obras de conservação nas Vilas, a situação continuar idêntica.

Na sua exposição, Alexandra Carvalho enumerou os diversos problemas (já anteriormente expostos por escrito à CML) que, para além do incumprimento da intimação, continuam também pendentes e a afectar as Vilas, nomeadamente:


1)- O muro da fachada exterior da Vila Ana, que ladeia com a Rua Amélia Rey Colaço, encontra-se em risco de derrocada.




Fotografias de Alexandra Carvalho (2011)



O estado em que este muro se encontra poderá provocar um incidente, ruindo para a via pública e provocando danos físicos aos inúmeros transeuntes que por ali passam todos os dias.

O Movimento de Cidadãos denunciou, também, à Polícia Municipal este caso, em Novembro de 2011; tendo a mesma dirigido-se ao local apenas em Janeiro de 2012, mas não nos tendo sido dado ainda qualquer feedback sobre este assunto.


2)- Na zona lateral esquerda, que ladeia a Vila Ana, e faz confluência com a Rua Amélia Rey Colaço (zona pertencente à Câmara Municipal de Lisboa), desde as obras de construção do novo lance de prédios nas traseiras das Vilas, ocorridas entre 2008 e 2009, deixou de existir o troço de passeio público que era suposto ali existir. Sendo, desde então, este local apenas um caminho de terra batida que, em dias de chuva, se torna num vergonhoso lamaçal.



Fotografias de Alexandra Carvalho (2011)



Alexandra Carvalho deu, ainda, conhecimento sobre o Concurso de Ideias pelas Vilas, processo de consulta e debate público, que decorreu entre Julho e Dezembro de 2011; tendo informado que os seus resultados serão, brevemente, comunicados à CML, à empresa proprietária e à comunicação social.

Por último, Alexandra Carvalho realçou que, como é do conhecimento geral, desde Dezembro de 2009, que o Movimento de Cidadãos tem sido extremamente proactivo e insistente, dinamizando uma série de campanhas mensais de sensibilização pelas Vilas, encetando diversos contactos com a CML, com a comunicação social e com os diversos partidos políticos que responderam ao nosso convite para visitarem as Vilas.
Essas campanhas foram interrompidas em Julho de 2010, quando em reunião com a Senhora Vereadora da Habitação, Arqª. Helena Roseta, o Movimento de Cidadãos havia sido informado sobre a intenção da empresa proprietária das Vilas em dar prossecução à intimação da CML.
Alexandra Carvalho explicou que, durante todo este tempo em que, por assim dizer, o Movimento de Cidadãos esteve “calado”, pretendeu-se conceder um espaço de tempo e de manobra à empresa proprietária das Vilas e à própria CML, para que agissem em conformidade com o que seria digno esperar deste processo. Mas tal, mais uma vez, não aconteceu!...
Face ao exposto, Alexandra Carvalho explicou que o Movimento de Cidadãos vai, então, retomar a sua linha de acção, intentando as diligências necessárias para que este processo seja devidamente resolvido. Tendo, ainda, solicitado à CML para que promovesse uma reunião conjunta com o proprietário das Vilas e o Movimento de Cidadãos.


[clicar na imagem para ler na íntegra
a exposição do Movimento de Cidadãos]




Em resposta à exposição apresentada pelo Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura pronunciou-se, desta vez, o Senhor Vereador da Reabilitação Urbana, Arqº. Manuel Salgado (e não a Vereadora da Habitação - que acompanhou todo este processo desde o seu início).

O Senhor Vereador começou por explicar que, como contra-ordenação pelo incumprimento a intimação à realização de obras, a CML providenciou o agravamento do IMI (aumentado em mais 100% nas fracções que se encontram ocupadas); mas que tinha consciência que, para uma grande empresa como era o caso da proprietária, isso não afectaria muito. Pelo que havia ainda a questão da nova Lei do Arrendamento, que incentiva os proprietários a efectuarem obras de conservação, em troca de créditos.

O Senhor Vereador da Reabilitação Urbana referiu, ainda, que tem acompanhado o trabalho do Movimento de Cidadãos através do blogue e que considera muito importante existirem movimentos desta índole.
Salientou, por outro lado, que considerava o Concurso de Ideias uma excelente iniciativa e que gostaria de ter uma cópia dos resultados do mesmo; tendo, ainda, referido que poderia servir de intermediário para os remeter à empresa proprietária.

Alexandra Carvalho interpelou, ainda, o Senhor Vereador sobre o facto de o proprietário apenas pretender que as Vilas se vão degradando cada vez mais, correndo o risco de ruírem e, aí, de acordo com o estipulado no Inventário Municipal de Património, as poder demolir.
Tendo o Vereador explicado que a situação não se colocava bem dessa forma, pois, caso isso sucedesse, teriam que reconstruir integralmente as Vilas tal como elas eram (isto é, teria que ser reposta toda a estrutura existente, desde a fachada, cantarias, janelas, azulejos, etc.).








terça-feira, 19 de julho de 2011

"Concurso de Ideias pelas Vilas"






(por Alexandra Carvalho)





Vídeo: "Retalhos de Bem-Fica" (2011)





Realizou-se, no passado dia 8 de Julho, na antiga Escola Primária António Maria dos Santos (do Clube Futebol Benfica), o "Encontro-Festa pelas Vilas".

Este Encontro-Festa iniciou-se com a animada actuação da Tuna da UNISBEN- Universidade Intergeracional de Benfica, a qual tem acompanhado, praticamente desde o seu início, as actividades de sensibilização levadas a cabo pelo Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura.




Texto de Alexandra Carvalho, lido no início do Encontro-Festa
.

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Neste Encontro-Festa, que contou com a presença de 56 pessoas, foi lançado um "Concurso de Ideias pelas Vilas", na medida em que, depois de 2 anos de luta por esta Causa, e de em Julho/2010 a Senhora Vereadora da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa (CML), ter informado o Movimento de Cidadãos sobre a intenção da empresa proprietária destes edifícios em dar prossecução à intimação da CML para a realização de obras de conservação… Continua tudo na mesma!!!

Decidimos, encetar este "Concurso de Ideias pelas Vilas", que nos permita, até ao final de Outubro, recolher ideias concretas junto da população sobre que tipo de equipamentos ou infra-estruturas de utilização comunitária gostariam de ver criadas nas Vilas.

Um projecto feito pelos cidadãos e para os cidadãos que tenha, necessariamente, o contributo mais alargado da população (da freguesia de Benfica e não só!).

Este processo de consulta e debate público pretende abrir caminho à concretização de uma proposta base (feita pelos cidadãos), que possamos apresentar à Câmara Municipal de Lisboa e ao proprietário das Vilas; assim como, paralelamente, estabelecer contactos com várias entidades no sentido da sua futura viabilização.

Esperamos, com este "Concurso de Ideias pelas Vilas" poder contribuir para um diálogo profícuo com a Câmara Municipal de Lisboa e o proprietário das Vilas, com vista a conjugar harmoniosamente os interesses de todos os envolvidos (incluindo o da população de Benfica e dos inquilinos das Vilas) - conforme já tinha sido aconselhado à CML, em 2010, pela Recomendação aprovada pela Assembleia Municipal de Lisboa.





Concepção Gráfica: Alexandra Carvalho (2011) - via Wix

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Envie-nos as suas ideias para a Vila Ana e a Vila Ventura das seguintes formas:



1)- Através da Internet

(consulte o website do "Concurso de Ideias pelas Vilas");


2)- Preencha os formulários em formato papel, num dos seguintes locais (em Benfica):

- Comissão de Alunos da UNISBEN - Universidade Intergeracional de Benfica
(Rua Dr. José Baptista de Sousa - antiga Oficina da Criança);

- Clube Futebol Benfica - Direcção
(Rua Olivério Serpa)

- Livraria/Alfarrabista ULMEIRO
(Av. do Uruguai, nº 13 A)



Divulgue & participe neste "Concurso de Ideias pelas Vilas"!
Obrigada!







Jornal "Sol" de 09/07/11

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ficavam muito melhores assim, não era?!





(por Alexandra Carvalho)






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Vila Ana e Vila Ventura - fachada: Antes e Depois
Sugestão de recuperação das fachadas e fotomontagem: Tatiana Mourisca e Ricardo Diogo (2011)







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Vila Ana e Vila Ventura - traseiras: Antes e Depois
Sugestão de ambiente paisagístico e fotomontagem: Dora Rafael e Daniel Carrapa (2011)





Em nome do Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura, muito obrigada aos 2 casais de arquitectos (Tatiana Mourisca & Ricardo Diogo; Dora Rafael & Daniel Carrapa) que, de uma forma voluntária, dispensaram horas do seu trabalho e criatividade para a concepção das duas imagens (ver melhor aqui e aqui) que estão a dar a cara a esta nova Campanha pelas Vilas... e a fazer tanta gente sonhar!



Relembramos, ainda, que, esta 6ª feira (08/07/11), às 21h, vai ter lugar o "Encontro-Festa pelas Vilas", na antiga Escola Primária António Maria dos Santos (do Clube Futebol Benfica) - Estrada de Benfica, Nº 733.






domingo, 3 de julho de 2011

O Estado das Vilas





(por Alexandra Carvalho)



No seguimento do texto que aqui publicámos, apresentamos agora as provas visuais de que a Vila Ana, apesar de ter sido emparedada na sua fachada das traseiras, continua a não ver resolvido o "problema da intrusão de estranhos", contrariamente ao que a Senhora Vereadora da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa refere no seu último ofício de ponto de situação sobre este caso.





Fotografias de Alexandra Carvalho (2011)



De facto, passados dois dias sobre o emparedamento deste edifício, foi aberto um buraco numa das janelas das traseiras e continua a aí pernoitar um indivíduo.

Para além do Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura continuar, também, a aguardar pela resposta da CML ao ofício que lhe endereçámos, a propósito dos problemas de mobilidade no espaço público, nas zonas envolventes às Vilas; gostaríamos de aqui deixar um novo alerta para uma situação que poderá vir a causar perigo público...




Fotografias de Alexandra Carvalho (2011)



Conforme se poderá verificar pelas duas fotografias acima, o muro da fachada da Vila Ana (precisamente do lado onde existem os referidos problemas de mobilidade no espaço público) encontra-se em risco de derrocada.

O Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura espera, sinceramente, que não venha a haver nenhum incidente com transeuntes, e que tenham de vir a ser imputadas responsabilidades a quem de direito (pelo "arrastar" de uma situação de incumprimento da realização de obras de reabilitação nas Vilas).





sexta-feira, 1 de julho de 2011

Encontro-Festa pelas Vilas: 8 de Julho, 21h





E se a Vila Ana e a Vila Ventura fossem um espaço recuperado,
do qual todos nós pudéssemos usufruir?




(por Alexandra Carvalho)




Como é do conhecimento público, após uma vistoria realizada pelos serviços da Câmara Municipal de Lisboa (CML) há 2 anos atrás (a 10/03/2009), a empresa proprietária da Vila Ana e da Vila Ventura (da qual é Presidente o Dr. Henrique de Polignac de Barros - o qual é, também, Presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários) foi intimada à realização de obras de reabilitação nos dois imóveis (em Maio de 2010).

Passado um ano sobre esta intimação (e findo o prazo da mesma para que as obras fossem realizadas), não só a mesma continua sem ter sido cumprida como no último ofício com o ponto de situação sobre as Vilas, a senhora Vereadora da Habitação da CML , aparentemente, parece inquietar-se mais com o estado financeiro do proprietário (e a falta de crédito bancário) do que com as condições propriamente ditas em que têm vivido os 3 inquilinos das Vilas (e note-se que são mesmo 3 inquilinos, pois na Vila Ana ainda mora uma pessoa, com contrato devidamente legal, contrariamente ao que a senhora Vereadora alega no seu ofício, onde refere que a mesma se encontra devoluta).

Para além disso, e contrariamente ao que vem referido no citado ofício, o "problema da intrusão de estranhos" na Vila Ana não foi, de modo algum, resolvido, na medida em que, passados dois dias sobre o emparedamento deste edifício, foi aberto um buraco numa das janelas das traseiras e continua a aí pernoitar um indivíduo.

A 29 de Abril deste ano, aquando da queda de granizo em Benfica, também as Vilas foram afectadas pela intempérie, tendo a resposta da empresa proprietária às preocupações dos inquilinos sido, no mínimo, ridícula (tendo, contudo, sido efectuadas alguns trabalhos de substituição das clarabóias partidas dos edifícios).

O Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura continua, ainda, a aguardar, também, pela resposta da CML ao ofício que lhe endereçámos, a propósito dos problemas de mobilidade no espaço público, nas zonas envolventes às Vilas.

Ou seja, passados dois anos, quer a empresa proprietária das Vilas, quer a CML parecem continuar a querer esquecer o facto da Vila Ana e da Vila Ventura constituírem (o pouco) património arquitectónico ainda existente na freguesia de Benfica... tendo-as votado ao abandono e, consequentemente, a uma degradação cada vez mais acelerada.







Direitos de autor da imagem: STATEMENT (Tatiana Mourisca e Ricardo Diogo)


Concepção gráfica do folheto: Alexandra Carvalho




No ano passado, festejámos o 100º aniversário da Vila Ventura. Este ano, o Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura vai organizar, no próximo dia 8 de Julho (6ª feira), às 21h, na antiga Escola Primária António Maria dos Santos (do Clube Futebol Benfica) - Estrada de Benfica, Nº 733 - um "Encontro-Festa pelas Vilas".










sexta-feira, 13 de maio de 2011

Trocas & Baldrocas: E-mails e Ofícios em Papel da CML




(por Alexandra Carvalho)



Passado 1 mês e 2 semanas sob a recepção deste forward de e-mail (que a Senhora Vereadora da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa dirigiu à Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Benfica) - com que o Gabinete da Vereadora, Arqª. Helena Roseta pretendeu dar conta ao Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura do ponto de situação deste caso; recepcionámos, agora, o mesmo texto em ofício formato papel (e, desta feita, dirigido ao Movimento de Cidadãos - sem se tratar de um reencaminhamento de correspondência dirigida a outrém).

Talvez, agora, possamos, então, remeter oficialmente à Senhora Vereadora da Habitação a nossa opinião sobre o facto da sociedade proprietária (constituída por duas empresas sediadas em Gibraltar) "(...) não dispõe de capitais próprios suficientes para levar a cabo as obras intimadas." e o que este protelar de tempo implicará; ou, esclarecer a Senhora Vereadora que não é só a Vila Ventura que se encontra ocupada, havendo, também um Morador-Inquilino na Vila Ana.





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O mais curioso é que, apesar do ofício em questão vir datado de 29/04/11, a carta só nos chegou a 10/05/11 (conforme se pode verificar no aviso dos CTT de entrega de carta registada abaixo)...





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Ou melhor, o ofício nem nos chegou a ser entregue pela funcionária da estação dos CTT de Benfica, na medida em que do Gabinete da Senhora Vereadora da Habitação da CML continuam a endereçar os ofícios apenas em nome do Movimento de Cidadãos e não ao cuidado de alguém. Logo, e como este é um movimento informal de cidadãos, não se encontrando legalmente constituído, nos CTT solicitam sempre um documento legal do Movimento (não aceitando que, apesar da correspondência vir endereçada para a minha morada, eu tenha alguma coisa a ver com o Movimento de Cidadãos ***).

Esclarecemos que o ofício nos foi, posteriormente, entregue pelo Gabinete da Senhora Vereadora da Habitação da CML, a nosso pedido, via e-mail, em formato digitalizado (o qual se anexa acima).











(***)- Quanto aos CTT e a este processo dúbio de levantamento de cartas registadas que impera na Estação de Benfica, também, já foi efectuada uma queixa no livro de reclamações, na medida em que, é do conhecimento público, que diversas pessoas em Benfica - amigas e/ou conhecidas das funcionárias da Estação - levantam cartas registadas sem sequer apresentarem qualquer documento de identificação.





terça-feira, 10 de maio de 2011

Obras nas Vilas? Ou, talvez, não...




(por Alexandra Carvalho)





Fotografia de Alexandra Carvalho (2011)





Ontem de manhã (09/05/11), apareceu uma espécie de andaime (ou estrutura elevatória) colocado nas traseiras da Vila Ventura.

Depois dos prejuízos que os Moradores-Inquilinos tiveram com a chuva de granizo do passado dia 29 de Abril... Depois da "desresponsabilização" que a empresa proprietária das Vilas teve, a essa data, para com estas pessoas...
Aparentemente, tudo faria crer que os trabalhos de reparação do telhado iriam começar.

Esta manhã, uma camioneta carregada de telhas estacionou junto às Vilas. E à tarde, por volta das 13h53, foi montada idêntica estrutura de elevação nas traseiras da Vila Ana.

Com todo este aparato, pensavam que iam começar as obras nas Vilas, não era? Obras essas a que os proprietários foram intimados pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) e cujo prazo já expirou há largos meses...

Pois estavam redondamente enganados! Foi sol de pouca dura e, apenas, lá estiveram para arranjar as clarabóias dos dois edifícios (destruídas com o temporal de chuva e granizo do passado dia 29 de Abril).

Uma vez que, conforme veiculado pelo Gabinete da Senhora Vereadora da Habitação da CML, a empresa proprietária das Vilas e o seu "legal representante" (o Dr. Henrique de Polignac de Barros - Presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários) "(...) não dispõe(m) de capitais próprios suficientes para levar a cabo as obras intimadas", o Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura só espera, sinceramente, que, com este já esperado protelar das obras de reabilitação de dois edifícios históricos da freguesia de Benfica, não haja mais nenhuma intempérie climatérica que coloque em risco a vida dos Moradores-Inquilinos... pois, nessa altura, ver-nos-emos obrigados a, conjuntamente, ter que tomar outro tipo de medidas.







sexta-feira, 29 de abril de 2011

Granizo em Benfica - SITUAÇÃO GRAVE NAS VILAS




(por Alexandra Carvalho)




Fotografia de Alexandra Carvalho (2011)




Na sequência do temporal de chuva e granizo, que ocorreu esta tarde em Lisboa (com particular incidência em Benfica), na Vila Ventura, choveu dentro do 1º andar (ou seja, a água entrou pelas águas furtadas e passou para o andar inferior).

No que diz respeito à Vila Ana, não temos ainda conhecimento da situação pós-temporal, mas presumimos que, dado ter mais vinte anos do que a Vila Ventura, não se encontra em melhor estado.

Tendo sido alertada para o ocorrido na Vila Ventura, fonte da empresa proprietária das Vilas, limitou-se a responder que na sua área de localização não tinha chovido.

Em Dezembro de 2010, o Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura havia já informado a Senhora Vereadora da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa - sem obter qualquer resposta da sua parte - sobre a grave situação do telhado da Vila Ventura, a qual constitui um eventual perigo para os dois Moradores-Inquilinos (em particular, devido ao facto de pelo menos um dos barrotes que sustenta o telhado do edifício se encontrar em avançado estado de degradação) - tendo, inclusivamente, com as violentas chuvas ocorridas na madrugada de 09/10/10, caído parte do tecto do sótão deste imóvel.

É ESTE O PAÍS DA TRETA EM QUE VIVEMOS, EM QUE OS GRANDES PROPRIETÁRIOS (COMO O SR. HENRIQUE DE POLIGNAC DE BARROS), CONTINUAM A FAZER O QUE MUITO BEM QUEREM E LHES APETECE, COM O APANÁGIO DA C. M. LISBOA!!!!

ATÉ QUANDO????

ATÉ QUANDO CONTINUARÁ A SER DADA PREFERÊNCIA A OUTROS DÚBIOS INTERESSES, EM DETRIMENTO DAS PESSOAS E DO VALOR DA VIDA HUMANA????






sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ponto de situação - Vilas





(por Alexandra Carvalho)




Como é do conhecimento público, foi um Movimento de Cidadãos, informal e apartidário, criado em Dezembro de 2009, que trouxe para a "praça pública" (e tem batalhado pela) a questão da preservação da Vila Ana e da Vila Ventura, dois edifícios centenários, património histórico da freguesia de Benfica - cujo estado de degradação e abandono tem sido ignorado, durante anos a fio, por sucessivas autarquias.

Ora, desde a Reunião descentralizada da CML, realizada em Benfica, a 02/12/10, que o Movimento de Cidadãos pela preservação da Vila Ana e da Vila Ventura aguardava pelo prometido feedback sobre as negociações empreendidas pela CML junto do Dr. Henrique de Polignac Barros - director da empresa proprietária das Vilas.

E, finalmente, em resposta aos nossos e-mails datados de 22/02/11 e de 29/03/11, recebemos hoje, da parte do Gabinete da Senhora Vereadora da Habitação, Arqª. Helena Roseta, o e-mail que aqui divulgamos, para conhecimento público (de salientar, conforme os nossos leitores poderão verificar, que a resposta recebida pelo Movimento de Cidadãos se trata de um forward de um e-mail enviado pela Vereadora à Presidente da Junta de Freguesia de Benfica)...





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Consideramos, profundamente, lamentável o desenvolvimento de "volte-face" que a intimação para a realização de obras nas Vilas parece estar a tomar.

E não podemos deixar, também, de lamentar a enorme "coincidência" da Vila Ana apenas ter sido emparedada quando o Movimento de Cidadãos solicitou auxílio à Direcção Municipal de Acção Social da CML para as 3 pessoas sem-abrigo que aí pernoitavam. Pessoas essas que, contrariamente ao que vem referido no e-mail acima, e conforme o Movimento de Cidadãos vinha alertando desde Dezembro de 2010, não constituíam um perigo para o edificado (muito pelo contrário, foram essas mesmas pessoas que, em diversas ocasiões, auxiliaram os Moradores-Inquilinos a protegerem as Vilas!).

Em todo o caso, e estando conscientes do rumo que está a ser induzido a este processo, não podemos deixar de aqui expressar publicamente, a todos aqueles que têm lutado e acreditado nesta Causa, que o Movimento de Cidadãos não ficará parado, nem tão pouco será silenciado!...