Ao chegarmos ao Largo Ernesto da Silva, apercebemo-nos que quase nada ali mudou... apenas os ínumeros veículos por estacionados desordeiramente, desfiguram a paisagem.
Por ali, a calçada ainda é de pedra e conduz-nos, ao sabor dos nossos desejos, ora à Travessa do Vintém das Escolas (à casa da família do escritor), ao início da Rua Ernesto da Silva (onde pequenas casas térreas nos concedem as boas-vindas) ou à Travessa da Cruz da Era (direitinhos à Estrada de Benfica).
Em pleno Largo Ernesto da Silva, deparamo-nos com um edifício que nos surpreende...
O antigo nº 7, uma casa pequenina, apenas com a porta e uma janela, encalacrado entre os dois edifícios contíguos...
Deu agora origem a um "imponente" e bonito edifício restaurado, com mais um andar e direito a águas-furtadas, onde somos recebidos pela presença de dois patos com tonalidades a condizer com os azulejos.
Ali mesmo ao lado, o nº 6 que passara anos ao abandono, tecendo uma estranha comunhão com as ervas, encontra-se também a ser reabilitado.
No melhor dos mundos, seria extraordinário que programas como este se cumprissem efectivamente, ou o seu âmbito de acção fosse alargado.








