sexta-feira, 8 de maio de 2009

Uma Fábrica modelar em Benfica










Em 1928, na 1ª edição da revista da Associação Industrial Portuguesa, era nos dada a conhecer a Fábrica Simões e Cª. Limitada, através de uma visita guiada pelo industrial José Simões, "homem franco, afável e acessível".


[Clicar nas imagens para ampliar e ler o artigo]










Nos dias que correm, a grandiosidade da Fábrica Simões e a importância que desempenhou na freguesia de Benfica parecem ter sido esquecidas por alguns, em compensação pelo lucro que a rentabilização dos seus terrenos para construção de um condomínio habitacional trará.

Para que a esperança de se ver o antigo edifício da Fábrica Simões utilizado para fins comunitários (no fundo, como este artigo espelha bem ter sido a essência do seu próprio funcionamento) não seja a última a morrer, assina esta petição em formato papel e divulga este assunto junto dos teus contactos.







Muito obrigada à minha querida Amiga Lúcia Ribeiro pelo artigo que gentilmente nos emprestou (e, sobretudo, por esta lembrança)!








quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Casa de Penhores








Ao fundo da Rua Cláudio Nunes, do lado esquerdo de quem desce, desembocando já na Estrada de Benfica, existiu em tempos idos uma casa de penhores (no exacto local onde hoje funciona uma das agências da Caixa Geral de Depósitos).

Lembro-me que era uma loja algo sombria e pouco convidativa, com o seu incomensurável balcão de madeira escura, por detrás do qual nos olhava um senhor de idade avançada e "ar de poucos amigos".

Segundo o que o meu avô me explicava, as pessoas, sobretudo, durante os anos seguintes à II Guerra Mundial, iam ali deixar os seus pertences mais valiosos em troca de dinheiro; podendo mais tarde, quando saciassem os seus problemas financeiros, voltar a essa loja para reaverem os seus bens em troca de um pagamento em dinheiro.
Era criança e, para mim, sempre me soou como um negócio demasiado obscuro para o meu inocente entendimento.

Alguns anos mais tarde, essa antiga casa de penhores encerrou as suas portas ao público; e não mais se soube da existência de comércio semelhante por aquelas paragens (apesar de ter sido substituída no mesmo local por uma dependência bancária, cujos princípios reguladores obscuros acabam por ser semelhantes aos que eu imaginava em criança!).

Este ano, há alguns meses atrás, abriu em plena Estrada de Benfica, depois do Chafariz, uma nova "Casa de Penhores e Comércio de Jóias".
As grades da montra estão sempre corridas para baixo e, por detrás dos vidros espelhados, antevemos um balcão enorme de madeira, consideravelmente mais iluminado do que o de outrora.

Sinais dos tempos de crise que vivemos, até o "comércio" se adapta às necessidades dos clientes!...









terça-feira, 5 de maio de 2009

"Frutípicas, Lda."









Têm a sua porta aberta ao público há dois anos, numa das arcadas da Rua João Ortigão Ramos, ali bem perto do Cemitério de Benfica (do lado contrário).

Uma rua composta, particularmente, por lojas de serviços (cortinados, alcatifas, livreiros, etc.), onde fazia falta um comércio de proximidade como este, em que o rosto e a atenção de quem nos atende, inquirindo o que pretendemos e aconselhando sobre os diversos artigos, se complementam com a verdadeira qualidade dos produtos aí disponíveis.

Inicialmente, começaram como loja de electrodomésticos, brinquedos e pequenos brindes (a qual foi um sucesso no Natal passado, devido aos módicos preços praticados); agora, mais recentemente, converteram-se em pequena mercearia de bairro (daquelas bem ao jeito antigo, como as que já não abundam nesta Benfica mais recente e modernizada).









Este é, sobretudo, um negócio familiar, onde todos trabalham (enquanto o mais novo se costuma divertir, brincando com o petiz de origem asiática de uma das lojas da mesma correnteza de arcadas).
A família veio de Moçambique em 1983 e por aqui se estabeleceram em Portugal.

Na loja, as frutas e vegetais, oriundos dos pontos mais díspares do globo, encontram-se diligentemente organizadas por item e colocadas em caixas, onde não faltam a menção à origem do produto.
Nos expositores, ao lado, ovos, enlatados, bolachas e vinhos, para um imprevisto ou esquecimento de última hora de um dos seus fregueses.

Hoje em dia, a "Frutípicas" tornou-se bem conceituada entre os residente da rua onde se instalou, em particular, devido à qualidade das suas frutas.






Quando iniciamos esta nossa mini-entrevista fotográfica, depois de explicarmos os nossos objectivos e fins, o dono pergunta-nos se esta "publicidade" será gratuita.
Aparentemente, já nada é dado sem pedir algo em troca, nos dias que correm. E as pessoas acabam por desconfiar do que lhes é dado de forma gratuita. Ou então, certamente, seria apenas o seu sexto sentido de comerciante a falar mais forte.







Para saber mais sobre comerciantes de etnia indiana, ler aqui.








domingo, 3 de maio de 2009

"BENFICA - ateliê de jornalismo digital"










Enquanto espaço de partilha (e intervenção) sobre a freguesia de Benfica, gostaria de aqui vos deixar hoje um link para um blog de jornalismo digital que descobri recentemente.

No "BENFICA - ateliê de jornalismo digital", tudo começou devido a uma disciplina laboratorial, onde foi solicitado aos alunos que compusessem materiais sobre a freguesia de Benfica para um exame num curso de Ciências da Comunicação.

Os resultados finais são tão bons, que não podíamos deixar de aproveitar para realçar a história do dono do Café "Califa", as memórias do famoso restaurante "O Jugo do Lavrador" ou o que as paredes de Benfica têm a discorrer sobre tantos e tantos assuntos.

Temas singelos e corriqueiros de uma vida (com características ainda) de bairro, sobre os quais já tantas vezes ficámos a ponderar (como este aqui), que fazem do "BENFICA - ateliê de jornalismo digital" um blog a descobrir.









sábado, 2 de maio de 2009

O Abate




Lisboa, 01 de Maio
(MYDM Lusa)






'Moradores de Benfica manifestaram-se hoje contra o abate de árvores no bairro, conseguindo suspender a acção que desencadeou críticas da Junta de Freguesia ao vereador da Câmara Municipal de Lisboa José Sá Fernandes.






Em declarações à agência Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Benfica, Domingos Pires (PSD), considerou "lamentável" e um "ataque ecológico" esta acção "desencadeada pelo vereador Sá Fernandes", que não informou a Junta do que se iria passar.
"Estava em Setúbal com a minha família quando um dos moradores me telefonou a contar o que se estava a passar", acrescentou.
O autarca afirmou que não compreende a decisão de abater as árvores, principalmente as quatro derrubadas na Av. do Colégio Militar, que "em nada interferem com a via ciclável".
Domingos Pires disse ainda que se trata de uma acção "premeditada", aproveitando o facto de hoje ser feriado, "para que pudessem mais facilmente proceder ao abate das árvores sem a interferência de ninguém".





A manifestação de moradores contou com cerca de 50 participantes, obrigando à presença de "agentes policiais que estavam a proteger os cortadores", referiu o presidente da Junta.






Contactado pela Lusa, o vereador Sá Fernandes (ex-BE) afirmou que "se as árvores estavam a ser abatidas é porque tinham de ser. Para abater as árvores há sempre uma justificação".
"Só uma pessoa com má vontade é que diz esses disparates todos", reagiu o vereador do ambiente da Câmara Municipal de Lisboa perante as declarações do presidente da Junta de Benfica.
Relativamente ao facto de não ter informado a Junta de Benfica sobre esta acção, Sá Fernandes explicou que "não tem conhecimento" e que "essas coisas são tratadas pelos serviços".'







Para que as árvores que restam na Av. do Colégio Militar não venham a sofrer o mesmo fim, esta 4ª feira (06/05/09) haverá uma reunião pública na Junta de Freguesia de Benfica, às 19h30, para debate sobre este assunto.

Participa!