quinta-feira, 11 de junho de 2009

PARA VENDA: 1º andar...




... para quem tiver muita sorte no Euromilhões!






O Nº 166 da Estrada de Benfica, situado paredes meias de um lado com o Jardim Zoológico e do outro lado com o Chafariz das Águas Boas, esteve durante largos anos votado ao abandono; até que, há cerca de 2 anos, se iniciaram trabalhos de remodelação, tendo o produto final resultado no que podem ver nas fotografias.

O que mais estranhei nessa altura foi o facto dos seus proprietários terem colocado a insígnia "Palácio dos Condes de Farrobo" na fachada do imóvel, quando, na verdade, os limites desse outro palácio parecem já se encontrar muito bem definidos (e deles este Nº 166 não fazer parte).

Paralelamente, pus-me também a congeminar sobre quem teria a sorte de se ir mudar para aquele antigo palacete de 2 andares... os funcionários de alguma empresa que aí constituiria a sua sede, ou um particular muito (mas mesmo muito) afortunado.

Esta manhã, ao passar ali perto, deparei-me com um dos seus andares para venda. Fui investigar e, afinal, parece que o palacete se encontra dividido em 6 magníficos apartamentos, cada um com cerca de 120 m2 de área.

Caso algum leitor deste blog esteja a considerar mudar de casa, se esta semana ganhar no Euromilhões, pode consultar aqui o anúncio do apartamento num palacete do século XIX para venda.








terça-feira, 9 de junho de 2009

Em busca de... - II





A Travessa do Rio fica situada num pequeno beco entre a Estrada de Benfica e a Avenida Gomes Pereira.






Quando vimos de lado da Estrada de Benfica, ao passarmos pelas arcadas de um prédio ali mesmo ao pé da paragem de autocarros, vislumbramos logo um imponente edifício, de linhas arquitectónicas a destoarem do resto da paisagem.






No Nº 14 da Travessa do Rio situa-se este enigmático edifício, fechado já há alguns anos. O seu portão assemelha-se ao das antigas fábricas que existiam dentro da cidade de Lisboa (e as duas chaminés que ladeiam o seu telhado, parecem querer confirmar que se trataria de uma fábrica qualquer), mas as dúvidas sobre as suas origens perderam-se já no tempo.





À semelhança do que já aqui fizéramos, lançamos mais um repto aos nossos leitores, para que, caso conheçam as origens deste edifício, nos enviem alguma informação sobre o mesmo.









segunda-feira, 8 de junho de 2009

O Convento de Santo António da Convalescença





"Convento de Santo António da Convalescença" (s/ data),
E duardo Portugal, in Arquivo Municipal de Lisboa





O Convento de Santo António da Convalescença foi fundado em 1640, mas só em 1650 nele teriam entrado os primeiros religiosos.




"Convento de Santo António da Convalescença, à esquerda" (27/09/1953),
Fernando Martinez Pozal, in Arquivo Municipal de Lisboa





Construído no local chamado da Cruz da Pedra, serviu durante muitos anos de hospício a religiosos enfermos que, depois de curados na enfermaria do Convento de Santo António dos Capuchos, ali se recolhiam para convalescerem, sempre assistidos por outros religiosos.

A Igreja do Convento servia também de Panteão da Família Sousa Coutinho, quando, em 1755, foi arrasada pelo Terramoto.
Reconstruída após o terramoto, viria a ser demolida já no século XX.



"Convento de Santo António da Convalescença, fachada principal" (1968),
Armando Serôdio, in Arquivo Municipal de Lisboa





Uma das particularidades deste edifício prende-se com o facto do corpo principal do mesmo ser forrado a azulejos distintos dos das suas duas laterais, o que lhe confere uma certa originalidade.

De salientar que a grande maioria destes azulejos encontram-se em perfeito estado de conservação, o que se vem tornando muito raro em Lisboa.



"Frades de pedra, pertencem ao Convento de Santo António da Convalescença" (27/09/1953),
Fernando Martinez Pozal, in Arquivo Municipal de Lisboa




Neste antigo Convento estiveram instaladas duas escolas: a Escola Técnica Elementar de Pedro de Santarém e a Escola Preparatória Professor Delfim Santos.

Hoje encontra-se aí instalada a Universidade Internacional.






- O Chafariz das Águas Boas ou da Convalescença -







A rainha Dª. Maria I requereu, através de provisão de 12 de Dezembro de 1791, que os directores da Real Obra das Águas Livres estudassem as nascentes que poderiam vir a abastecer chafarizes nas estradas da Convalescença (actual Estrada de Benfica) e das Laranjeiras (uma vez que os moradores dessa zona já, por diversas vezes, tinham pedido à Direcção da Real Obra a construção de chafarizes ou fontes nestes locais).

O Chafariz das Águas Boas ou de Santo António da Convalescença só viria a ficar concluído no início do século XIX, em 1817.



"Chafariz de Santo António da Convalescença" (1968),
Armando Serôdio, in Arquivo Municipal de Lisboa





Situado numa meia-laranja frente à fachada do Convento de Santo António da Convalescença, o seu encanamento vinha desde São Domingos de Benfica encostado ao muro da Quinta da Senhora Infanta Dª. Isabel Maria.
Este encanamento entupia-se inúmeras vezes por causa das raízes.



"Chafariz de Santo António da Convalescença" (1960),
Arnaldo Madureira, in Arquivo Municipal de Lisboa



Na sua fachada destaca-se a seguinte inscrição: 'Real obra de Agoas Livres. Anno de 1817', sobrepujada pelo escudo das armas de D. João VI, encimado pela coroa real. Por sua vez, no plano superior do tanque do chafariz distingue-se um pequeno nicho com uma sanefa e laço central que se desenvolve até às 2 bicas.





Trata-se de uma peça de grande originalidade e individualidade relativamente às restantes estruturas das Águas Livres, sendo possível filiá-lo numa tipologia devida a Carlos Mardel que reúne de forma única o neoclássico da época, o barroco romano e o rocaille decorativo francês.









Bibliografia consultada:

Diversos, Convento de Santo António da Convalescença, in Lisboa: Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica. A. 2, nº 5 (DEZ. 1989), p. 23-24 : il.

Website do Projecto "Revelar Lx"

FLORES, Alexandre M. - Chafarizes de Lisboa. Lisboa : Inapa. 1999.








domingo, 7 de junho de 2009

sábado, 6 de junho de 2009

Ainda não foi desta!...











Afinal, parece que ainda não foi desta que o Nº 44 da Rua Ernesto da Silva foi abaixo (como temíamos)!

O trânsito ficou, apenas, condicionado entre o lanço que vem da Rua dos Arneiros, que atravessa parta da Rua Cláudio Nunes e vem desembocar na Estrada de Benfica, precisamente ao lado desta casa, para se dar continuidade aos trabalhos de repavimentação das estradas de Benfica.

E os operários aproveitaram este local "idílico" (normalmente utilizado para estacionamento) para aí colocarem o seu "centro de operações".