domingo, 13 de setembro de 2009

A "Nova" Quinta da Granja







A notícia já corria há algum tempo, mas ainda eram muitos os habitantes que duvidavam da mesma!...







Fotografias de Tiago Carvalho



Afinal, as obras na Quinta da Granja começaram mesmo (os primeiros tapumes apareceram logo depois da repavimentação da estrada na Av. do Colégio Militar e, desde então, o processo tem sido célere), para dar origem ao Parque Urbano da Quinta da Granja.





Fotografias disponíveis em
Câmara Municipal de Lisboa



Nos terrenos da Quinta da Granja de Baixo, propriedade municipal, vai nascer, até ao final de 2009, um Parque Urbano destinado ao lazer e às práticas de ar livre, dotado de uma ampla área verde e mobiliário urbano adequado. Deste Parque partirá um corredor pedo-velocipédico, que atravessará uma zona de hortas no fundo do vale (que serão mantidas e requalificadas), permitindo a peões e ciclistas a ligação a outros espaços verdes do Parque Periférico, nas zonas de Carnide e do Lumiar.

Como em tudo na vida, já existem alguns moradores descontentes com o facto de os montes que ali "nasceram" (ver fotos nº 5 e 6) irem permanecer mesmo assim (altos e junto aos prédios), invocando que quem estiver em cima deles conseguirá ver tudo para dentro das suas casas (no 1º andar).
Mas, sinceramente, perante a hipótese de ter ali mesmo à porta de casa um espaço verde, há coisas às quais nem se devia ligar (só mesmo nós, portuguesinhos, nos lembramos de ir espreitar para as janelas dos outros, quando na Holanda e noutros países europeus nem sequer usam cortinas e é ver o tamanho das suas amplas janelas)!

De saudar, também, a iniciativa que, contra ventos e marés, continua a ser mantida na Quinta da Granja de Cima pela família Canas da Silva.






sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"CALOR" - O Fim (2)









Após a sua anunciada morte e o trágico fim, será que ficou melhor assim, votada ao abandono, parcialmente vedada e amontoando lixo a cada dia que passa?







sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Palácio "Beau Séjour"










A Quinta do Beau-Séjour ou Quinta das Campainhas é uma propriedade na freguesia de São Domingos de Benfica em Lisboa, onde está edificado o Palácio Beau-Séjour.

Em 1849, a futura Viscondessa da Regaleira, adquiriu a quinta das Loureiras para ai construir uma casa segundo os modelos românticos ingleses, assim como um exótico jardim romântico - o Beau Séjour.

Dez anos mais tarde, em 1859, a sua sobrinha e herdeira, a viscondessa, vendeu a quinta ao seu amigo de vários anos, o Barão da Glória, que fizera fortuna no Rio de Janeiro e regressara ao seu país natal, Portugal. Este empreendeu várias obras de embelezamento na quinta e, principalmente, nos famosos e elegantes jardins, tendo revestito as fachadas do edifício a azulejo de estampilha, aumentado o lago que emblezava o jardim e, também, espalhado esculturas pelos pátios.

Quando este faleceu em 1876, os seus sobrinhos, José Leite Guimarães e Maria da Glória Leite, começaram uma campanha de obras para enriquecimento artístico, tanto na casa como no jardim: destacando-se o trabalho de Columbano, irmãos Bordalo Pinheiro, entre outros.

A Quinta das Campainhas, como é apelidada popularmente, foi legada à família Dias de Almeida, tendo permanecido nesta família até ao início dos anos 70, quando foi vendida a uma congregação de Irmãos Maristas.
E nos anos 80, foi adquirida pela Câmara Municipal de Lisboa, que aí instala o Gabinete de Estudos Olissiponenses, em 1992.

Em 1992, os jardins foram recuperados segundo a traça original neoclássica, pela arquitecta Maria Luiza Ferraz de Oliveira, constituindo um belo exemplar de um jardim romântico com todo o ambiente exótico que o caracteriza. O jardim é marcado pela presença de tanques, ilhotas, lagos, coretos e caramanchões, conseguindo grandes jogos de luz/sombra entre as clareiras e a densa vegetação.

O palácio está aberto ao público, juntamente com os seus famosos jardins, na cidade de Lisboa.





quarta-feira, 2 de setembro de 2009

As (novas) Hortas de Benfica




À semelhança doutros tempos, a ruralidade de Benfica desponta ainda em algumas "ilhas verdes", escondidas pelos meandros da freguesia...




Fotografia de António Pedro Ferreira


"Há 25 anos que Fernando Mendes, agente da PSP, tem uma horta a dois passos do Colombo, com vista para o Estádio da Luz". (*)




Fotografia de António Pedro Ferreira


"Estrada de Benfica. Há quase 30 anos que António Barroqueiro e outros seis hortelãos amanham uma ilha de verde encaixada entre duas fileiras de prédios (...) meio hectare de terreno, onde há de tudo, como no campo - incluindo convívio." (*)





Um excelente artigo de Katya Delimbeuf, publicado na Revista "Única", a ler na íntegra aqui.






(*) Texto de Katya Delimbeuf