quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Sugestões de Natal: Bazar dos Ronrons




Na freguesia de Benfica, à semelhança do que sucede noutros bairros, existem inúmeros animais abandonados ou nascidos na rua.

Fruto da negligência humana e da falta de responsabilização da nossa sociedade no que diz respeito aos direitos dos animais, para esses animais a única solução que a estrutura municipal concebe é a do seu encarceramento no Canil/Gatil Municipal de Lisboa e o abate ao fim de 8 dias (se não tiverem a sorte de, antes disso, serem adoptados).
Mas a solução para o flagelo dos animais de estimação abandonados em Portugal e dos animais nascidos na rua não passa, de modo algum (nem deveria passar!), pela tomada de medidas tão extremas, como tem sido apanágio até à data.

A solução passa, em primeiro lugar, pelo desenvolvimento gradual na sociedade portuguesa de uma consciência cívica para o facto dos animais não serem objectos, nem tão pouco seres inferiores ao Homem: se nos encontramos nesta Terra há milhares de anos, já deveríamos ter aprendido a respeitar o meio ambiente e os outros seres vivos com os quais partilhamos o planeta (infelizmente, a esse nível, o Homem parece ter regredido consideravelmente!).
Só através da promoção de uma educação cívica para o respeito para com os animais desde tenra idade se poderão desenvolver as bases para uma sociedade futura em que o Homem e todos os animais possam viver em harmonia.

Paralelamente, assume grande importância o controle populacional dos animais de rua, através das esterilizações, de modo a reduzir o número de animais errantes.




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Em Abril de 2007, entrei pela primeira vez no Canil/Gatil Municipal de Lisboa, local que, até essa data, desconhecia.
Passado um ano sobre essa data, aí voltei de novo a ter que entrar, devido à queixa que uma vizinha efectuou, por se sentir incomodada com os gatos que viviam nuns quintais do bairro onde moro... tendo, assim, enviado para o abate certo 7 gatos e as suas crias (muito possivelmente, sem saber o que se passa no local para onde os mandava, porque é sempre mais fácil não termos consciência da repercussão dos nossos actos, quando cometemos atrocidades!).

Desde que entrei pela primeira vez no Canil/Gatil Municipal de Lisboa, muita coisa mudou na minha vida!...
É sempre muito mais fácil prosseguirmos as nossas vidazinhas quotidianas sem termos conhecimento daquele tipo de situações que nos fazem sofrer.
Quando passamos a ter conhecimento das mesmas, podemos optar por duas posturas: - continuar a ignorar aquilo que sabemos que nos vai fazer sofrer; - tentar, de certa forma, no que está ao nosso alcance (mesmo que seja pouco), contribuir para que as mentalidades mudem.

Foi desta forma que surgiu um outro projecto em que tenho colaborado, o "Bazar dos Ronrons".
Através deste projecto, temos empreendido os seguintes objectivos:

- Continuar a alimentar, castrar/esterilizar e acompanhar em termos de saúde 2 colónias de gatos de rua na freguesia de Benfica;

- Promover a divulgação de gatos (de algumas destas colónias e de outras) que se encontrem para adopção, tentando fomentar adopções responsáveis;

- Sensibilizar as autoridades competentes para a mudança de estratégias de funcionamento dos Canis/Gatis Municipais, com base no respeito pela dignidade dos animais;

- Promover a divulgação e sensibilização da opinião pública em geral para os direitos dos animais, com especial enfoque nos gatos.


Porque esta iniciativa da sociedade civil tem decorrido em Benfica e, também, é digna de menção num blog onde a nossa freguesia se encontra em destaque; deixo-vos hoje este apelo com algumas sugestões de prendas natalícias, que nos podem auxiliar a continuarmos a desenvolver o trabalho no "Bazar dos Ronrons".

Muito obrigada!







terça-feira, 17 de novembro de 2009

"Cemitério de Pianos"




Numa Lisboa sem tempo, entre Benfica e o centro, nascem, vivem, sonham, amam, casam, trabalham e morrem as personagens deste livro.
No ventre de uma oficina de carpintaria aninha-se o cemitério de pianos, um espaço que alberga pianos "mortos" cujas peças vão dar vida a novos pianos. Instrumentos cujo mecanismo, à semelhança dos seres que os rodeiam, não está morto, encontrando-se antes suspenso entre vidas.

Cemitério de pianos é o quarto romance de José Luís Peixoto lançado em Portugal em Outubro de 2007, baseada na história real do atleta Francisco Lázaro.

A obra retrata uma familia de Benfica e aborda a morte não apenas como um fim, mas, sobretudo, como continuidade através da herança deixada em vida. A morte como destino irremediável da vida e o surgimento de uma nova vida após a morte... num ciclo que se repete ininterruptamente.




Imagem disponível in Quetzal Editores




A Margarida enviou-nos hoje um e-mail, informando que tinha utilizado uma das nossas fotografias, num artigo que escrevera... E, assim, descobrimos um excelente blog sobre livros.






domingo, 15 de novembro de 2009

Os Avós Directores




Depois do recente reencontro familiar que o nosso blog proporcionou, foi com grande satisfação que hoje verificámos o comentário que Valentim Alexandre, neto de Alfredo Franco (ex-Director da antiga Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica e director do jornal "A Filarmónica"), nos deixou a propósito deste outro post.





"Jornal 'A Filarmónica', de 19/04/1914 e de 13/04/1915"


Digitalização cedida por Pedro Macieira,
in Arquivo de Eugénio Germano Baptista

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Entretanto, o nosso leitor (e grande "contribuinte" deste blog) Pedro Macieira, enviou-nos esta manhã um e-mail, onde nos contextualiza esta hereditariedade:



"(...) Achei muito interessante o comentário deixado pelo neto de Alfredo Franco, ex-Director da antiga Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica e ele também director do jornal "A Filarmónica" como o meu avô, em datas diferentes, e também ambos músicos da banda.

Envio
(...) os cabeçalhos do jornal "A Filarmónica", com os os dois avós, como directores.

Envio também uma foto de uma equipa de futebol não datada, do "Futebol de Bemfica", e que tenho ideia que terá sido uma secção desportiva da Euterpe de Benfica, ou pelo menos uma extensão.

Nesta foto de boina e em pé está o me
u avô - tenho pena de não ter mais dados sobre a foto - a data será nos inícios de 1900.

Existe uma nota publicada na "A Razão" de 1 de Dezembro de 1915 em que o director é o Alfredo Franco e secretário de redacção é o meu avô que é mencionado o tema "Futebol de Bemfica", que passo a transcrever:


"Consta-nos que alguns dos antigo elementos do saudoso Futebol de Bemfica, pensam em reorganizar-se com o mesmo título e para os mesmos fins. É uma idéa que merece todo o aplauso e auxilio e estamos certos de que ela será simpatica a quantos pelo Futebol traballharam.

E, se o nosso prestimo de alguma coisa servir, ele aí está condicionalmente."

(...)

O seu blogue, já estar a dar alguns resultados na pesquisa do legado da Euterpe de Benfica, poderão agora aparecer mais netos...


Um abraço
,
Pedro Macieira"





"Futebol de Bemfica" (cerca de 1900)

Digitalização cedida por Pedro Macieira,
in Arquivo de Eugénio Germano Baptista




Gostaríamos, assim, de aqui deixar o repto ao Valentim Alexandre, neto de Alfredo Franco, para nos enviar mais informações que considere pertinentes quer para a busca do legado da Sociedade Filarmónica Euterpe de Benfica, quer para o âmbito do trabalho de investigação que desenvolvemos no "Retalhos de Bem-Fica".

Muito obrigada!







sábado, 14 de novembro de 2009

Símbolos Heráldicos - Freguesia de Benfica




Aprovada pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, em 23 de Dezembro de 2004, nos termos da Lei nº 53/91, de 7 de Agosto, a ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo da Freguesia de Benfica foi estabelecida pela Assembleia de Freguesia de Benfica em sessão de 27 de Abril de 2005, por proposta da Junta, publicada no Diário da República em 13 de Maio de 2005.

Eis a sua descrição e simbologia:





Escudo: de Ouro
Coroa Mural: de prata de três torres
Listel: Branco, com a legenda: "BENFICA - LISBOA"
Bandeira: Azul. Cordão e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro
Motivos: Coroa Mariana e Pinheiros





A Coroa Mariana representa o Orago da Freguesia: Nossa Senhora do Amparo, Padroeira e Rainha de Benfica.

A primeira Junta de Freguesia de Benfica foi criada em 1836, sob esse secular Orago, e presidida pelo Prior Joaquim da Lapa Monteiro.




Os pinheiros representam o Parque Florestal do Monsanto (2/3 do parque são território de Benfica) e toda a beleza natural que, desde sempre, foi apanágio desta freguesia.




Este é o logótipo que a Junta de Freguesia de Benfica tem utilizado nos últimos anos, claramente inspirado nas Portas de Benfica e no Parque de Monsanto.




Adaptação do texto e imagens disponíveis in "Benfica - A nossa Junta: Instalações, Serviços e Equipamentos", Edição Especial da Revista "Benfica Viva". Lisboa: Junta de Freguesia de Benfica, Julho 2005.





sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Depois de Roma...









O motivo da minha ausência nestes últimos dias, por aqui o partilho convosco, meio ao jeito de testemunho fotográfico...

Apesar de tanta "riqueza", Roma é muito parecida com a nossa Lisboa (em particular pelos motivos mais negativos, face à elevada quantidade de sem-abrigo a dormirem nas ruas e de pedintes por todo o lado).