quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Partilha as tuas Fotos de Benfica
(por Alexandra Carvalho)

No blog "Retalhos de Bem-Fica" temos vindo a efectuar uma incursão permanente pela freguesia de Benfica, pelo seu Passado e Presente, através da divulgação online de fotografias, testemunhos e histórias de vida, assim como pequenos apontamentos da vida quotidiana desta freguesia típica de Lisboa.
Como muitos dos nossos leitores nos têm enviado fotografias alusivas à nossa freguesia, com a chegada deste novo ano, e de modo a compilarmos todos esses materiais, decidi lançar uma proposta a todos aqueles que nos lêem e têm acompanhado...
Se têm vontade de partilhar as vossas fotografias de Benfica, juntem-se a este Grupo no Flickr e adicionem aí as vossas fotografias (em alternativa, se não se entenderem com estas novas tecnologias, podem enviar-me por e-mail para palavraseimagens@gmail.com as vossas fotografias, que eu colocarei no Grupo).
A compilação de todas essas fotografias (antigas ou recentes) ficará visível não só nesse Grupo do Flickr, mas, também, num ícone próprio aqui neste blog.
E porque não, daqui a alguns tempos, organizarmos uma pequena exposição fotográfica, com as "nossas" fotos do Grupo? :)
Juntem-se a nós e divulguem esta iniciativa!
Muito obrigada!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
FELIZ ANO NOVO!
Não se esqueçam que a (verdadeira) magia se esconde sempre nos locais (e nos personagens) mais improváveis (e esquecidos) das "nossas" cidades...
Reulf from Charlesque on Vimeo.
Este ano que agora finda foram todos vocês (que, diariamente, lêem, enviam comentários e/ou sugestões e foram entrevistados) que me ajudaram a "construir" este blog... pelo que aqui vos queria agradecer de uma forma muito sentida.
Votos de um excelente 2010 a todos os amigos e leitores do "Retalhos de Bem-Fica"... e que o novo ano permita que continuemos este bom caminho!
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009
A Origem da Vila Ana e da Vila Ventura
"Depois, no ano seguinte [1928], já fomos viver mesmo para Benfica, numas casas que ainda lá estão, numa das casas, num andar duma das casas, que ainda lá estão... são duas casas iguais, uma chamada Vila Ana, a outra chamada Vila Ventura, na Estrada de Benfica, quem vai no sentido das Portas, do lado direito. Essas duas casas são curiosas (...)
A curiosidade que têm é apenas a singularidade, porque são das chamadas ‘casas do brasileiro’. E por isso mesmo estão, actualmente, ‘tombadas’ como dizem no Brasil, quer dizer estão consideradas como imóveis de interesse municipal, não podem ser deitadas abaixo... podem ser deitadas abaixo no interior, mas exteriormente têm que ficar com aquele mesmo aspecto, justamente por serem ‘casas do brasileiro’, representativas de uma época e de um tipo de construção muito característico naquela altura, um quase chalé, que a época é mais ou menos coincidente com a dos chalés franceses. E as ‘Casas do Brasileiro’ são quase todas nesse género. E então, como é um par simétrico, claro que não foram construídas exactamente gémeas. Eu tenho uma fotografia... nem sei, tenho-a para ali... Inclusivamente, uma fotografia até, duas fotografias, antigas em que numa delas se vê ainda só uma das casas e depois na outra fotografia já se vêem as duas. Fotografias, portanto, da época da construção.
(...)
"Equipa suplementar do Sport Lisboa e Benfica no Campo da Feiteira" (Outubro 1910)
Foto de Joshua Benoliel, in Arquivo Municipal de Lisboa
Vila Ana ao fundo. Vila Ventura encontrava-se em construção, por detrás da rede da baliza.
Foto de Joshua Benoliel, in Arquivo Municipal de Lisboa
Vila Ana ao fundo. Vila Ventura encontrava-se em construção, por detrás da rede da baliza.
"Equipa da Associação de Futebol de Lisboa que jogou com os estudantes de Bordéus e ganhou por 5-1" (Maio 1911)Foto de Joshua Benoliel, in Arquivo Municipal de Lisboa
Vila Ana e Vila Ventura ao fundo, no canto superior esquerdo da foto.
Os donos da Vila Ana e da Vila Ventura eram… (…) Aquelas duas casas foram construídas por um brasileiro... brasileiro, portugueses que estiveram no Brasil… Inclusivamente, que era um que era o Sr. Ventura e era a Sra. Ana… dois irmãos, e deram o nome depois de Vila Ventura e de Vila Ana, do nome de cada um deles… esses Venturas eram na família Barros… Barros ou Macedo?
Ora vamos lá ver, esses, por sua vez, eram filhos de um senhor que… (...) foi governador do Recife e que tem a maior avenida do Recife, que bordeja o rio onde fica o Recife, tem o nome dele até, que é um nome que eu não me lembro agora. Esse indivíduo, depois, veio para cá, fez essas casas, deu o nome dos filhos e, curiosamente, essas duas casas eram de uma tia minha, tia-avó… Que é Ana Barros Lamas, era Ana Macedo de Barros… Depois casou com um meu tio-avô, Pedro Lamas, e ficou Ana Macedo de Barros Lamas… Eu não sei, portanto, se ela era Macedo se era Barros, parece-me que era Macedo, tenho a impressão.
(...) e uma filha desses meus tios-avós morreu agora no dia 8 de Dezembro, no dia em que fazia 103 anos… Que era a minha madrinha, prima direita do meu pai, minha madrinha.
(...)

Quando nós viemos, portanto, para a Pontinha, para Benfica… Vagou um andar numa dessas casas, na Vila Ventura, o 1º Dto., e então nós fomos viver para lá, que era casa ainda da família, dos meus tios.
Essas casas depois passaram… Aliás, tudo quanto era dessa prima do meu pai e minha madrinha, ficou tudo para o linhaque de Barros, que eram primos como nós exactamente, mas do lado de Barros, que eram para ela como se fosse… eram os filhos que ela não teve. Morreu solteira e agarrou-se sempre àqueles meninos, aqueles primos que eram uns filhos que ela não teve autenticamente… por isso tudo quanto era Lamas, tudo quanto era Barros, ficou para eles… que gozem, que é o que é preciso, não é.
E ali tinha uma coisa engraçada… O nosso quarto, meu e do meu irmão mais velho, era um torreão que há, que tem as janelas eram um óculo, assim redondo, e aquilo era formidável. Nós daquele óculo víamos, em dias limpos, via-se o Castelo da Pena… E quando foi do fogo, do incêndio que houve no Palácio de Queluz, nós dali víamos perfeitamente o fogo no Palácio de Queluz. Também de lá de cima, víamos… também ainda não havia casas tão altas… de maneira que ainda se via tudo até lá ao fundo, víamos o fogo no Palácio de Queluz. Era uma coisa curiosa!" **
** In Entrevista a João António Lamas

"Quando for consumido o fruto da última árvore
e envenenado o último rio,
o Homem descobrirá que não se come dinheiro."
Carlos Drummond de Andrade
e envenenado o último rio,
o Homem descobrirá que não se come dinheiro."
Carlos Drummond de Andrade
É uma das últimas inquilinas da Vila Ventura e uma "personagem" extraordinária com quem tenho tido o grato prazer de conviver nestes dias. Uma senhora única, a quem a definição de "mãe-mulher-coragem" se aplica de uma forma absoluta.
Infelizmente, a sua importante história de vida e fotos (não tiradas) do que ontem me fez visitar ficarão para todo o sempre guardados apenas na minha memória, dado que tenho que respeitar o facto de não os querer ver partilhados com o mundo (e a internet). Talvez um dia...
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