terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Para a Lucinha




Em resposta a uma das nossas leitoras...
Aqui partilho o seu pedido, anexo as respectivas fotos e deixo uma informação final. Caso mais algum leitor tenha informações adicionais, pff., envie-nos para podermos partilhar no blog.




"Boa tarde, Alexa!

Descobri recentemente o seu blog e fiquei encantada não só por recordar a Benfica da minha infância e juventude, mas também por conhecer como era esta zona antes de eu viver aqui, há mais de 25 anos.


(...)

Gostaria também de fazer um pedido de fotos.

Recorda-se de um prédio que era habitado (ainda nos anos 80, no fim da década), mas depois foi mandado selar e por fim foi demolido, e que se situava na Estrada de Benfica, perto do cruzamento com a Avenida do Uruguai?

Esse prédio situava-se em frente à antiga papelaria São Luís, onde agora existe um chafariz
[um mobiliário urbano de forma redonda, com assentos e espaço para floreira], mesmo ao lado do oculista.
Tenho a vaga ideia de achar esse prédio bonito, e de ter sentido pena com a sua demolição...

Acha possível arranjar fotos do edifício em questão?




"Palacete na Estrada de Benfica, Nº 540" (1971)
Armando Serôdio, in
Arquivo Municipal de Fotografia



CORRECÇÃO:


Na verdade, a foto que publicámos acima, tratava-se de um palacete que ficava situado junto ao palacete que a Lúcia nos tinha pedido.

Como fomos alertadas pelo nosso leitor Jorge Resende (a quem agradecemos bastante), o palacete onde funcionou o Posto de Saúde de Benfica nº15 tratava-se do edifício que se pode ver nas fotos abaixo.

Citando Jorge Resende: "Entrei muitas e muitas vezes ali com a minha mãe para sermos consultados por um médico de nome Próspero dos Santos a quem presto a minha homenagem pela sua humanidade, pela sua competência, pela sua delicadeza. Esteja onde estiver hei-de recordá-lo sempre. Faz também parte das minhas memórias. E como falamos do Posto de Saúde, refiro também duas senhoras de Benfica que ali trabalhavam: Maria Luísa, residente na Vila traseira à Igreja e que foi minha madrinha de baptismo e Maria do Carmo.
No seguimento deste palacete até à esquina com a Av. do Uruguai ficava sim o outro palacete que a sua foto mostra."




"Palacete na Estrada de Benfica" (1961)
Augusto Fernandes, in
Arquivo Municipal de Fotografia


"Palacete na Estrada de Benfica" (s/data)
Artur Goulart, in
Arquivo Municipal de Fotografia


"Palacete na Estrada de Benfica" (s/data)
?, in
Arquivo Municipal de Fotografia


"Palacete na Estrada de Benfica" (1968)
Armando Serôdio, in
Arquivo Municipal de Fotografia




Lembrei-me igualmente da antiga paragem do autocarro 16, que ficava numa rua que ligava a Estrada de Benfica à Rua Emília das Neves, entre a escola primária e o Centro Comercial Nevada
[o Centro Comercial Nevada foi construído no espaço anteriormente utilizado pela Carris].
Acha que também é possível arranjar fotos dessa rua?
A paragem do autocarro situava-na na esquina com a Emília das Neves, enquanto na esquina com a Estrada de Benfica estava situado o posto de vendas de passes.
Ainda me lembro de ir para a escola e ver filas enormes de pessoas à espera do 16, filas tão grandes que chegavam à entrada da referida escola primária...




"Rua Emília das Neves, nº 2 a 30" (s/ data)
João H. Goulart,
in Arquivo Municipal de Fotografia


Imagem disponível no blog "Eléctricos..."
(referência enviada pela Helena Águas)




Para finalizar, quero fazer uma pequena contribuição para o seu blog.

Ao pesquisar sobre a referida paragem do 16, lembrei-me de consultar o site da Carris e encontrei isto.
A segunda foto mostra-nos um eléctrico para "Bemfica".




"Eléctrico a caminho de Bemfica" (1950)
Autor desconhecido, in Carris




Achei delicioso, não sabia que antigamente haviam eléctricos aqui na zona.
Não encontrei essa referência no seu blog (mas se por acaso houver algum post sobre isso, peço desculpa pela minha distracção), por isso decidi enviar-lhe o link com a foto.


Parabéns pelo seu trabalho e pela sua dedicação.


Grata pela atenção,


Lucia"




Agradecemos à Lucinha pela fantástica foto do eléctrico para "Bemfica" que nos enviou e aproveitamos para informar que no palacete que se situava na Estrada de Benfica, Nº 540, funcionou, durante algum tempo, o Centro de Saúde de Benfica.
Este palacete ficava mesmo em frente de um outro edifício (que recentemente foi demolido) onde funcionou a Junta de Freguesia de Benfica e, mais tarde, o restaurante "O Refúgio dos Beirões".

No que diz respeito aos eléctricos na Estrada de Benfica, de acordo com Carlos Consiglieri e outros, no livro "Pelas Freguesias de Lisboa", desde 1852 que havia carreiras de "omnibus" para Benfica; o combóio chegou aí em 1887; e, entre 1873 e 1877, circulava num monocarril colocado na Estrada de Benfica, o curioso "Larmanjat" - combóio a vapor; anos mais tarde, apareceriam os "chora" e os eléctricos.






"Olá Alexa

Já que se fez uma pequena referência ao incrível Combóio Larmanjat (...) aí vai um pequena nota sobre este assunto tão apaixonante o qual, foi tema de uma de uma aula na USIA da Amadora à cerca de 3 anos. Junto 2 imagens.



Imagem cedida por Fausto Castelhano



O mono-carril a vapor Larmanjat foi introduzido em Portugal pelo Duque de Saldanha.
Foram concedidas várias licenças para construção de algumas linhas. Entre elas, foi concedida em 11 de Julho de 1871 uma licença para o trajecto entre Lisboa e Sintra (26 Km) com alguns pequenos desvios no Cacém e Rio de Mouro.

A linha abarcava as seguintes estações: Lisboa (Portas do Rêgo), Sete –Rios, Benfica, Porcalhota (Amadora), Ponte Carenque, Queluz, Cacém, Rio de Mouro, Ranholas e Sintra. O trajecto desenvolvia-se através da Estrada Real Lisboa-Sintra. Foi inaugurada a 2 de Julho de 1873.


Imagem cedida por Fausto Castelhano



Este meio de transporte revelou-se um autêntico fracasso e, a 8 de Abril de 1875, a circulação do Larmanjat foi suspensa. Pouco depois, a Companhia do Caminho-de-Ferro Larmanjat abriu falência.


Um abraço de amizade

Fausto Castelhano"



segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Classe de Ginástica Feminina da Fábrica Simões



O Jorge Resende foi a segunda pessoa que entrevistei (por escrito) para a rubrica "Gente de Benfica" neste blog.
A sua história de vida merece, sem dúvida alguma, ser lida na íntegra, pela excelente caracterização de um determinado tempo e das classes sociais que habitavam Benfica.

Desta vez, movido pelas recordações de uma foto onde figuram duas das suas tias, o Jorge Resende partilha connosco um importante texto sobre a condição feminina na freguesia de Benfica e em Portugal, noutros tempos.

Um importante testemunho a ser lido com muita atenção.




"Esta foto que lhe envio é de 1939 ou 1940. Foi tirada não sei por quem no enorme pátio interior da Fábrica Simões, com uma gerência composta por homens de excepção empresarial para aquela época, reconheci sempre, e nela figuram duas estimadas tias minhas, Maria de Lourdes Gomes Marques e Eufrazia da Conceição Gomes, a primeira falecida no Canadá em 2004 e a segunda habitando um Lar em Sintra.

Na foto há uma curiosidade: há uma menina com um pedaço do DN e lê-se 'A França e o REICH'. Foi no principio da tragédia. Aumentando muito a foto lê-se bem.


"Classe de Ginástica Feminina no pátio interior da Fábrica Simões" (1939 ou 1940)
Fotografia gentilmente cedida por Jorge Resende



Comovo-me sempre que olho para esta foto, pois vejo tantas crianças e tantas jovens como operárias daquela que foi a grande empregadora da zona de Benfica e arredores...
Quantos sonhos não alcançados? Que vidas, que caminhos?


A Fábrica Simões hoje em ruínas, pagava atempadamente os salários baixos da época, e, não seria honesto se omitisse, proporcionava aos seus operários actividades desportivas, cuidados de saúde, pois tinha um posto de enfermagem ao cuidado dum enfermeiro, Sr. Gabriel, aulas para iniciarem ou prosseguirem a
escolaridade obrigatória (4º ano), nos anos 50 do século passado tinham em funcionamento uma creche, havia uma classe de ginástica feminina e masculina e um grupo excursionista.




"Cartão do Grupo Excursionista da Fábrica Simões" (1942)
Imagem gentilmente cedida por Jorge Resende




Talvez nenhuma das crianças e jovens que a foto mostra, tenha chegado aos bancos de qualquer uma universidade (apenas chegaram àquela que a vida proporciona), e talvez nenhuma tivesse posto os pés em algum liceu do país.

Era assim naqueles tempos sombrios do Estado Novo. As mais desfavorecidas pela sorte, as filhas de um deus menor (se é que existem deuses...) tinham de se fazer depressa mulheres e fazer-se à vida, carregar com os filhos quantas vezes em berços, sobre a cabeça, e cumprir os horários nas fábricas em redor.


Mas também as menos atingidas pelas segregações não tinham os horizontes muito expandidos, pois havia que aprender lavores femininos, ajeitar os dedos pelas teclas de pianos com professores pagos à hora para lhes ministrarem conhecimentos de francês, geografia, português e matemática, noções de cozinha e corte-costura pois em breve iriam ter a enorme responsabilidade e não peso menor de serem mães, esposas devotadas sem direitos políticos, (não votavam), sem hipóteses de serem parte activa como Chefes de Família (papel destinado aos homens), tudo com a bênção divina dos diversos poderes dirigentes e religiosos deste país.


A maioria das Revoluções nascem, para se virarem contra tiranias, e na História Contemporânea deste País, tal aconteceu por vezes. Sempre se dividiram as opiniões sobre os benefícios que restaram depois das poeiras causadas por esses abanões na sociedade assentarem.

Da 1ª República, o forte impulso da rede de escolas públicas fazia crer que o acesso ao ensino seria uma verdade. Com a revolução de Maio e com o advento do Estado Novo muita coisa regrediu.


Mas para a mulher portuguesa, quer queiramos quer não, quer gostemos ou não da Revolução de Abril de 1974, as portas abriram-se e puderam sim fazer sonhar e cumprir sonhos.

Abriram-se as portas da Magistratura, das Forças Armadas e de Segurança, das Cátedras do Ensino Superior, da Investigação dos ofícios que se dizia serem apenas para homens.


No Estado Novo, as telefonistas, enfermeiras, assistentes de bordo (hospedeiras) e mulheres com outras profissões não podiam casar, e se o desejassem fazer teriam que abandonar as suas profissões.

Abril terminou com essa tirania, e, no caso das assistentes de bordo, regressaram de novo à Tap muitas que tiveram que se despedir porque ousaram decidir casar e terem a nobreza de serem mães.


As mulheres passaram a ocupar lugares de chefia, passaram a trabalhar ombro a ombro com homens nas suas mais diversas profissões, tais como condutoras de táxi, de transportes públicos, enfim, foi reposta a dignidade ou pelos menos alguma, no campo dos horizontes profissionais e sociais.


Encho-me de orgulho sempre que dou por mim a pensar nestas profundas mudanças. E tenho a certeza que mesmo aqueles que são contra os ventos que Abril trouxe, ficam felizes quando olham para uma filha ou neta ou parente e a sabem Investigadora, Juíza, Oficial ou Sargento das Forças Armadas, Oficial de Polícia ou simples agente das Forças de Segurança... Lá no seu íntimo felizes ficam, só que têm receio de mostrar a alegria contida!


E tudo isto por causa de fotografias de Benfica e do seu blog, Alexandra, mais uma vez....


Desejo ardentemente que qualquer homem ou mulher do meu país não seja mais impedido de realizar os seus sonhos ou até de sonhar.

Que quem discorde, não seja mais enviado para campos de S. Nicolau, do Tarrafal, também para os exílios, para Angola ou Moçambique como sucedeu no passado, que não sejam mais impedidos de ser cientistas, artistas, professores, padres ou bispos, enfim, que jamais alguém perca o seu ganha-pão só por terem tido a ousadia de discordarem, sendo para bem longe enviados e mandados encerrar.


Que a foto de grupo que anexo seja sempre um grito de alerta, Gedeão disse "O sonho comanda a vida", e aquelas crianças e jovens foram impedidas de sonhar. Certamente!


A criança que está ao cimo da foto de grupo em quarto lugar, transformou-se numa linda mulher, minha tia Lourdes, foi um ser maravilhoso, daqueles seres que quando partem jamais deles nos iremos esquecer.



"Lourdes" (1948)
Fotografia gentilmente cedida por Jorge Resende



Desculpe o tempo que lhe roubo com estes escritos nem sempre alegres, mas as memórias não se devem apagar. Nunca.


Cumprimentos,


Jorge Resende"






domingo, 17 de janeiro de 2010

"No Coração Ferido do bairro de Benfica"




No início da semana passada, fui contactada por e-mail pela jornalista Fernanda Cachão, informando-me que iria efectuar uma reportagem sobre o bairro de Benfica para a revista "Domingo" do jornal "Correio da Manhã" e que gostaria de trocar algumas impressões comigo, depois de ter estado a visualizar este blog.

Não me escondeu que o interesse do jornal em realizar esta reportagem tinha sido motivado directamente pela "questão do violador", mas que gostaria de redigir algo sobre a vida na nossa freguesia.

Não sendo leitora do jornal em questão (por não gostar da sua forma "sensacionalista"), acedi a encontrar-me com a jornalista, pois pareceu-me que a sua reportagem abordaria uma temática interessante.
Na passada 3ª feira, ao fim da tarde, conversámos bastante sobre a História de Benfica, o seu Passado e Presente, os seus habitantes; tendo-lhe também fornecido diversos materiais e fotografias.

Eis o resultado dessa reportagem (clicar nas imagens para as ampliar)...












Devo dizer que, apesar de ter ficado muito aquém das minhas expectativas (mas a comunicação social é mesmo assim!), fiquei contente com a inclusão daquele parágrafo na última página sobre a Causa da Vila Ana e da Vila Ventura e o trabalho que tenho levado a cabo neste blog.

Gostaria, apenas de aqui deixar uma importante rectificação, no direito que me assiste, enquanto informante para esta reportagem (e uma vez que não creio que o jornal "Correio da Manhã" vá rectificar o que quer que seja)...

Tal como eu informei a jornalista, aquando da nossa conversa, apesar de ser "proprietária recente" da casa onde moro em Benfica (mudei-me há cerca de 5 anos de casa da minha mãe - também ela residente em Benfica) e de ter nascido em Alvalade (devido ao facto de, nessa altura, a minha mãe trabalhar nessa outra freguesia), a verdade é que moro há 33 anos em Benfica... pelo que a minha "inserção" neste bairro não é tão recente como o texto da reportagem sugere.





sábado, 16 de janeiro de 2010

Como era o Campo de Futebol Francisco Lázaro?




No seguimento do contributo que o Jorge Resende nos enviou, recebemos hoje de um outro leitor uma pequena precisão relativamente ao "Campo de Futebol Francisco Lázaro", a qual nos deixa visualizar muito bem como deveria ter sido esse recinto.

O testemunho de Fausto Castelhano (a quem muito agradecemos) vinha acompanhado por 4 relíquias do Passado, que, tenho que confessar, me deixaram mesmo encantada!




"Olá, Alexandra,


Os meus parabéns pelo magnífico Blog do qual me tornei "fan" e não me canso de espiolhar.

Envio-lhe um pequeno apontamento àcerca do antigo Campo Francisco Lázaro e depois de ter feito uma atenta leitura da peça do nosso amigo Jorge Resende.

Apenas uma simples precisão.
A entrada para o Campo do Futebol Benfica localizava-se, de facto, no muro que fazia ângulo recto com a fachada do estabelecimento 'Simões Carvalho' e que vinha até ao passeio da Estrada de Benfica.
Nessa fachada existia um portão grande (para as viaturas), um portão pequeno (para a entrada dos espectadores) e um postigo que servia de bilheteira. A outra bilheteira era logo ao lado mas, já na Estrada de Benfica e em frente do estabelecimento Fica-Bem.

De facto, a área do antigo Campo Francisco Lázaro era muito limitada.

Pelo lado Norte, confrontava-se com o muro do Patronato Paroquial da Freguesia de Benfica (do Patriarcado) e, esse espaço sim ocupava toda a área até ao Chafariz de Benfica, com o seu palacete e áreas adjacentes, como recreios etc.



"Boletim de passagem da 1ª para a 2ª classe na Escola Primária Oficial nº 124" (1947)
Imagem cedida por Fausto Castelhano



Aí funcionava uma espécie de Pré-primária e a Escola Primária Oficial nº 124, que frequentei, e que mais tarde, no tempo do prior da Igreja de Nossa Senhora do Amparo e nos primórdios da Televisão em Portugal, aí funcionou um
teleclube onde os sócios assistiam aos programas televisivos.

A entrada para o Patronato fazia-se pela porta principal do edifício em frente à Travessa dos Arneiros (hoje Rua dos Arneiros). Todavia, existia um portão bastante largo que dava acesso a um pátio e onde existiam algumas casas de habitação (onde morava o Maurílio e que que não vejo, já lá vão muitos anos) e, também para uma outra entrada do Patronato de Benfica. Por aí entravam as crianças que frequentavam o estabelecimento de ensino.



"Cartão de sócio do Clube Futebol Benfica" (1954)
Imagem cedida por Fausto Castelhano



Pelo lado Sul, o campo era limitado pelo rio
[caneiro de Alcântara]. E, quem queria assistir aos jogos e à borla, bastava descer para o rio [caneiro de Alcântara] nos gradeamentos da Av. Grão Vasco e depois, subir junto às traseiras das bancadas (se a polícia não visse). Era um bocado arriscado.

As bancadas eram de madeira (pintadas de cinzento) e, só muito mais tarde, e quando estavam muito danificadas, foram construídas outras, em cimento.



"Cartão de jogador de Andebol de 7" (1957)
Imagem cedida por Fausto Castelhano



Assim, para lá da margem direita do rio
[caneiro de Alcântara] e, aí sim, ocupando a vasta superfície dos prédios (como refere o sr. Jorge Resende) até ao Jardim que fica em frente do Bairro de Santa Cruz, estava instalada a Metalúrgica de Benfica com as suas oficinas, estaleiros e uma razoável fundição.

A baliza do topo nascente ficava junto ao muro que dava para a Estrada das Garridas.
A baliza do topo Poente confrontava-se com uma curta elevação no terreno e, logo, o Ringue de Patinagem Fernando Adrião, cujas balizas, estavam orientadas no sentido Norte/Sul.



"Cartão de Sócio Cooperador do Clube Futebol Benfica"
Imagem cedida por Fausto Castelhano



As bancadas do ringue, em cimento, estavam encostadas às traseiras dos prédios (com escadas de serviço em ferro) da Avenida Grão Vasco.


Brevemente enviarei uma foto do Campo Francisco Lázaro (que vou incluir num pequeno texto que vou enviar) e que pode esclarecer melhor este assunto.


Com muita amizade,

Fausto Castelhano"








sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A "Causa" Vila Ana e Vila Ventura está a crescer!





Fotografias de Gastão Brito e Silva
Projecto "Ruin'Arte"



Desde domingo passado, quando começámos a delinear melhor e a direccionar os passos a seguir nesta Causa, que tudo tem acontecido numa espécie de catadupa, um sucedâneo de acontecimentos (positivos) que nos fazem acreditar que a podemos levar a bom porto.

O efeito "bola de neve" tem, também, estado a acontecer e estou sinceramente impressionada com o alcance que esta Causa tem tido (sobretudo, porque me parecia que a mesma era apenas algo muito localizado, imbuído de um sentimento "bairrista" do meu amor a Benfica).

Por isso mesmo, não podia deixar de aqui agradecer publicamente a todos aqueles que, através de e-mails, telefonemas e presencialmente, me têm expressado o seu apoio, fornecido ideias e sugestões, etc.

Como costumo dizer, se todos nós fizermos um pouco naquilo que está ao nosso alcance para mudar o que não está bem, o mundo poderia ser um lugar muito melhor para se viver...

Quando unimos esses esforços de todos, trabalhando em parceria por uma Causa, então, ganhamos uma força muito mais positiva, e tudo é possível de acontecer!