terça-feira, 24 de abril de 2012

1º Festival da Primavera Sénior de Benfica




(por Alexandra Carvalho)




Realiza-se no próximo dia 28 de Abril (Sábado), das 11h às 17h30, na Escola Secundária de Benfica, o 1º Festival da Primavera Sénior de Benfica, organizado pela UNISBEN - Universidade Intergeracional de Benfica, com o apoio da Junta de Freguesia de Benfica.



Direitos de autor do cartaz: UNISBEN (2012)



NOTA: Inicialmente, estava prevista a sua realização para o Parque dos Eucaliptos, mas, devido às condições climatéricas previstas para o fim-de-semana, apesar de se tratar do 1º Festival da Primavera, realizar-se-á dentro de portas, na Escola Secundária de Benfica.






segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Centro do Mundo


(por Vítor Vieira)



Fotografia de Alexandra Carvalho (2012)


Sentados em bancos de madeira, do tipo jardim, em pequenos muros, apoiados em parapeitos de montras ou em poiais (neste último caso à boa maneira alentejana), é assim que, à conversa com outros, consomem grande parte dos dias, alguns homens que já estão gozando as ”maravilhas” do estatuto de reformado.

Fazem-no, em especial, no espaço público sito nas imediações da igreja de Benfica.
É um espaço muito especial, que nos transporta e traz à memória ecos de uma certa ruralidade perdida (e talvez envergonhada?), tendo a mesma função social  e imaginária do “Largo”, tal como em “O fogo e as cinzas“, de Manuel da Fonseca. 

O comércio tradicional, ainda com muita vida e alguma alma, e todos aqueles que, pelas mais variadas razões por ali deambulam, completam o emolduramento do nosso cenário menos bulicioso e algo semelhante ao de muitas aldeias e vilas do nosso interior.  

Os profissionais da conversa, cumprindo quase que religiosamente os horários do comércio, falam, invariavelmente, dos tempos idos e, com um discurso algo atualista, lá vão aventando cenários ainda mais pessimistas sobre as crises pessoais, portuguesa, europeia e mundial.

Quebrando a monotonia das conversas, diálogos ou monólogos de solidão, ultimamente este espaço foi enriquecido com a presença, quase diária, de um homem estátua, o qual, dando descanso à personagem, despe as suas vestes e transforma-se em pintor ou retratista, salpicando-nos de cores com a sua arte e técnica.

Ao lado da igreja, um dos poucos monumentos aparentemente bem conservados nesta freguesia, impõe-se, com um certo despojamento, o “ Adro da igreja”, assim designado e merecendo honras de placa toponímica.

Tratando-se de um espaço relativamente amplo, com algumas árvores frondosas, não é, porém, o eleito daqueles que fazem da conversa um exercício de prática quotidiana.

Ali plantada, merece destaque uma pacata, agradável e prazenteira esplanada, que denota conviver em perfeita harmonia com a vizinha casa mortuária da igreja.

O adro da igreja, pela sua simplicidade, torna-se, assim, um espaço ideal para quem tem crianças, pois os automóveis, correndo em baixo, parecem coisas distantes e objetos do futuro.

Estes são os dias no centro do mundo….







domingo, 22 de abril de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

Orçamento Participativo de Benfica: 117 propostas





(por Alexandra Carvalho)



Direitos de autor da imagem: Junta de Freguesia de Benfica (2012)



No seguimento do lançamento do Orçamento Participativo de Benfica e do trabalho de divulgação do mesmo, a Junta de Freguesia de Benfica recepcionou 117 propostas, tendo já sido efectuado o trabalho de avaliação das mesmas.

Consultar aqui a listagem de propostas apresentadas.

Ver aqui a tabela de avaliação das 117 propostas.

Acompanhar no website da Junta de Freguesia mais desenvolvimentos sobre o Orçamento Participativo.






sexta-feira, 30 de março de 2012

"Um pequeno museu de Arte Antiga no meio de um centro comercial"





Exposição no Centro Comercial Colombo

Um pequeno museu de Arte Antiga no meio de um centro comercial

30.03.2012 - Por Lucinda Canelas, in "Público"




Dezenas de obras de arte medievais estão reunidas num módulo de madeira na arena central do Centro Comercial Colombo, em Lisboa. É a primeira vez que o Museu de Arte Antiga faz algo do género. Para seduzir.


O Museu de Arte Antiga terá duas exposições no Colombo até final do Verão.
(Fotografia de Miguel Manso)




Um pequeno museu dentro de um gigante comercial. Uma caixa de madeira de paredes vermelhas com um anjo músico por guardião e 31 obras de arte medievais no interior, como se de uma montra inusitada se tratasse, entre centenas de lojas e um hipermercado. Construir Portugal. Arte da Idade Média, a exposição que foi ontem inaugurada no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, leva o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) a um público que nem sempre se desloca à Rua das Janelas Verdes para ver a mais importante das colecções públicas portuguesas.

Profetas do século XV do Mosteiro da Batalha, pedaços de tecido com caracteres árabes, uma Adoração dos Magos em alabastro, pintura flamenga de evocação religiosa, uma cruz processional feita em Granada com mais de 600 anos e um arcanjo de pedra pintada contam a história da formação do reino, num período de encontro - e confronto - de culturas na Península Ibérica, de grande transformação política, religiosa, social.

A exposição, a primeira de duas que o MNAA fará no centro comercial, integra o projecto A Arte Chegou ao Colombo, lançado no ano passado com Quatro Elementos, Quatro Artistas (Museu Colecção Berardo). Para o director do Colombo, Paulo Gomes, é uma forma de apresentar arte em espaços não tradicionais, para o director de Arte Antiga, António Filipe Pimentel, uma maneira de "abrir uma janela" sobre o museu e de atrair visitantes.

"Estamos numa praça urbana por onde passam milhares de pessoas. Socialmente este é um espaço importante. Estar aqui aumenta a visibilidade do museu e a sua capacidade de sedução", disse Pimentel, lembrando que "é a primeira vez que o museu faz algo assim" e que, aos fins-de-semana, passam pelo Colombo mais de 70 mil pessoas (o MNAA teve no ano passado 129 mil visitantes).

Com esta exposição e com a que se segue, dedicada à Expansão - Desenhando o Mundo. Arte da Época dos Descobrimentos, de 5 de Julho a 30 de Setembro -, o director quer aumentar o reconhecimento nacional da colecção do museu. Por isso, explica, Pimentel e a sua equipa escolheram dois temas que falam ao imaginário de um público alargado. "A Idade Média, com as suas histórias de cavaleiros e reconquistas, e os Descobrimentos são eixos fortemente identitários.

Foi difícil seleccionar

Seleccionar as peças que hoje se podem ver no módulo desenhado por Manuela Fernandes, em vitrinas climatizadas que mantêm, garante José Alberto Seabra de Carvalho, director adjunto do museu, "todas as condições de dignidade e segurança de qualquer obra no MNAA", não foi tarefa fácil. As peças saíram todas das reservas do museu que tem um acervo com mais de 40 mil objectos, muitos deles tesouros nacionais. "A exposição permanente do MNAA não foi alterada", explica Pimentel, "mas o que temos aqui é um pequeno pólo - não quisemos trazer peças, quisemos trazer o museu."

Construir Portugal foi montada de madrugada para não perturbar as rotinas do centro, nem pôr em risco a segurança das peças. O programa expositivo começa com a cristianização do território e vai até ao final da Idade Média, com duas esculturas retiradas no séc. XIX do portal do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha) a fazerem a ponte para a exposição dos Descobrimentos. "São duas peças de grande qualidade artística e que pertencem ao monumento simbólico da dinastia de Avis, intimamente ligada à Expansão. São elas que abrem a porta para o mundo que vamos mostrar a partir de Julho."

Nesta exposição merecem ainda destaque uma pintura da Virgem com o Menino - "exemplo de como este período medieval é também o da criação de uma arte transportável, sinónimo de disseminação cultural, de afirmação de uma certa elite e de um certo tipo de devoção, mais intimista" - e um quadro de S. Tomás de Aquino (oficina portuguesa, c.1530), em que aparecem representados os livros que, para evitar "riscos injustificáveis", não estão na exposição.

Para já, o Colombo não quer revelar os custos de montagem das duas exposições do MNAA. O seu director prefere chamar-lhe investimento e limita-se a dizer que envolveu nesta operação 15% do seu orçamento de marketing. O MNAA não recebe qualquer contrapartida financeira.