sexta-feira, 17 de maio de 2013

32 .º FESTIVAL DE FOLCLORE “CIDADE DE LISBOA”




(divulgação da Junta de Freguesia de Benfica)







O Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho, em parceria com o Pelouro da Cultura da Junta de Freguesia de Benfica organizam o 32º Festival de Folclore " CIDADE DE LISBOA ", no próximo dia 19 de Maio, no Eucaliptal de Benfica, a partir das 15 horas

Como é habitual este Festival contará com a participação de vários grupos de folclore que nos trará ao presente as raízes culturais de nosso País: Rancho Regional de Fafel, LAMEGO, DOURO SUL; Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ceira, COIMBRA, BEIRA LITORAL; Rancho das Lavradeiras da Trofa, TROFA, DOURO LITORAL; Rancho Folclórico da Casa do Povo do Pego, ABRANTES, RIBATEJO e do (Anfitrião) Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho.






terça-feira, 14 de maio de 2013

Discos Voadores em Benfica?




(por Anabela Leonardo)



Enquanto certos "jardins" secam...



Jardim seco na Rua das Pedralvas
Fotografia de Anabela Leonardo (2013)



... noutros tiram a relva boa para semear novos bolbos... túlipas não são.



Praceta Álvaro Proença
Fotografia de Anabela Leonardo (2013)



Praceta Álvaro Proença
Fotografia de Anabela Leonardo (2013)



Praceta Álvaro Proença
Fotografia de Anabela Leonardo (2013)





Que espécie agora será?? São mais BOLBOS!!!!
A Junta comprou camiões de bolbos?



Rua da Casquilha
Fotografia de Anabela Leonardo (2013)




Os bolbos estão a ser plantados na base das árvores, o que as torna mais frágeis, segundo dizem os entendidos.










segunda-feira, 13 de maio de 2013

Mobilidade em Benfica







(por Anabela Leonardo) 



Enquanto se fazem grandes parangonas sobre a Mobilidade em Benfica, aqui deixo este espécime.... 





Na Estrada dos Arneiros

Fotografia de Anabela Leonardo (2013)












sexta-feira, 10 de maio de 2013

Lógica, sem lógica alguma...





(por José Martins)




Parece que a lógica da equidade está desfazada da realidade em Benfica...

Enquanto pedaços de jardim são alvo de inúmeras melhorias, e outros de constantes transformações, os baldios e terrenos áridos e cravados com socalcos da chuva, continuam na mesma, muitos em proximidade com zonas habitacionais. 

Terão passado mais de vinte anos em alguns casos, em outros ainda mais anos, e o esquecimento levou a que nenhuma dessas zonas seja sequer fruto de alguma melhoria, de alguma consideração, ou sequer identificação para futuras intervenções. 

As Terras de Ninguém... 

Como é por exemplo, a zona do Calhariz de Benfica (zona de Santa Teresinha, uma zona de prédios), que tem um cenário inóspito, selvagem e esquecido entre o antigo Igoper / Atlântida e os prédios que começam logo após o viaduto IC19 / 2ª Circular, a junção da zona mais ruidosa e menos intervencionada de toda freguesia de Benfica... 



2ª Circular, Radial de Benfica, 4 linhas de comboio, 
Carolina Michaelis e Estrada do Calhariz de Benfica... todas a produzirem ruído.

Imagem de Google Maps


Espaços verdes arranjados apenas existentes ao lado do paredão da 2ª Circular. 
Não existem painéis anti-sonoros na 2ª Circular.

Imagem de Google Maps



Terreno baldio.

Imagem de Google Maps


Não existem marcações, nem área definida para nada. 
Passeio não contínuo e inexistente em grande parte da zona.

Imagem de Google Maps



Não há ordenamento, nem espaços verdes arranjados e definidos próximo das habitações. 
 Os acessos às garagens não se encontram definidos.

Imagem de Google Maps


O único acesso à Praceta (que não é praceta, mas sim Estrada do Calhariz de Benfica! Mas só se pode entrar de veiculo pela Rua Pery de Linde) está mal elaborado, pouco funcional e sem sinalização. 
A indefinição do espaço rodoviário e de calçada tem como aspecto negativo adicional que ambos, tanto o alcatrão como o pouco passeio existente, se encontrem danificados.

Imagem de Google Maps




Imagem de Google Maps



Imagem de Google Maps



Imagem de Google Maps



Imagem de Google Maps



Por incrível que pareça, uma ex-deputada da Assembleia da República cresceu nesta zona; um antigo dirigente político e ex-candidato à Presidência da República aqui fez o seu dia-a-dia e viu os seus filhos crescerem. Um dos seus filhos (também dirigente político na actualidade) e mais políticos aqui residiram. 
Mas já não residem... 

E mudaram-se. Para perto é verdade, para o Bairro de Santa Cruz... 

E o esquecimento de onde anteriormente foram felizes, e talvez a vergonha... ou apenas a cagança da mudança, prevaleceram!...









quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dia da Espiga











Fotografia de Alexandra Carvalho (2010)



"O Dia da Espiga, coincidente com a Quinta-feira da Ascensão, é uma data móvel que segue o calendário litúrgico cristão.

Mas, se actualmente poucas são as pessoas que ainda vão ao campo nessa quinta-feira, abandonando as suas obrigações, para apanhar a espiga, ou que se deslocam às igrejas para participar nos preceitos religiosos próprios da data, tempos houve em que, de norte a sul do país, esta foi uma data faustosa, das mais festivas do ano, repleta de cerimónias sagradas e profanas, que em muitas zonas implicava mesmo a paragem laboral.
A antiga expressão “no Dia da Ascensão nem os passarinhos bolem nos ninhos” deriva dessa tradição. 


A origem gaudiosa deste dia é, contudo, muito anterior à era cristã. Este dia é um herdeiro directo de rituais gentios, realizados durante séculos, por todo o mundo mediterrâneo, em que grandiosos festivais, de intensos cantares e danças, celebravam a Primavera e consagravam a natureza. 

Para os povos arcaicos, esta data, tal como todos os momentos de transição, era mágica e de sublime importância. Nela se exortava o eclodir da vida vegetal e animal, após a letargia dos meses frios, e a esperança nas novas colheitas. 

A Igreja de Roma, à semelhança do que fez com outras festas ancestrais pagãs, cristianiza depois a data e esta atravessa os tempos com uma dupla acepção: como Quinta-feira de Ascensão, para os cristãos, assinalando, como o nome indica, a ascensão de Jesus ao Céu, ao fim de 40 dias; e como Dia da Espiga, ou Quinta-feira da Espiga, esta traduzindo aspectos e crenças não religiosos, mas exclusivos da esfera agrícola e familiar. 

O Dia da Espiga é então o dia em que as pessoas vão ao campo apanhar a espiga, a qual não é apenas um viçoso ramo de várias plantas - cuja composição, número e significado de cada uma, varia de região para região –, guardado durante um ano, mas é também um poderoso e multifacetado amuleto, que é pendurado, por norma, na parede da cozinha ou da sala, para trazer a abundância, a alegria, a saúde e a sorte. 
Em muitas terras, quando faz trovoada, por exemplo, arde-se à lareira um dos pés do ramo da espiga para afastar a tormenta. 

Não obstante as variações locais, de um modo geral, o ramo de espiga é composto por pés de trigo e de outros cereais, como centeio, cevada ou aveia, de oliveira, videira, papoilas, malmequeres ou outras flores campestres. 
E a simbologia de cada planta, comumente aceite, é a seguinte: o trigo representa o pão; o malmequer o ouro e a prata; a papoila o amor e vida; a oliveira o azeite e a paz; a videira o vinho e a alegria; e o alecrim a saúde e a força. 

Além destas associações basilares ao pão e ao azeite, a espiga surge também conotada com o leite, com as proibições do trabalho e ainda com o poder da Hora, isto é, com o período de tempo que decorre entre o meio-dia e a uma hora da tarde, tomando mesmo, nalguns sítios do país a designação de Dia da Hora. 
Nas localidades em que assim é entendida esta quinta-feira, acredita-se que neste período do dia se manifestam os mais sagrados e encantatórios poderes da data e nas igrejas realiza-se um serviço religioso de Adoração, após o qual toca o sino. 
Diz a voz popular que nessa hora “as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e até as folhas se cruzam”
Nalgumas povoações era também do meio-dia à uma que se colhia a espiga." *** 







*** Bibliografia consultada:

OLIVEIRA, Ernesto Veiga - Festividades Cíclicas em Portugal. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1984. 357 p.(Colecção Portugal de Perto n.º 6).