quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Roteiro de Azulejaria em Benfica (1)





(por Vítor Vieira) 



Não nos interessa "chorar sobre o leite derramado" nem tentar atribuir culpas a quem quer que seja.
Desejamos, apenas, fazer uma constatação/inventariação daquilo que, actualmente, existe na freguesia de Benfica, dando conta do estado da azulejaria, sem fazer qualquer espécie de incursão pela história.

Com este levantamento, fica, desde logo, uma implícita chamada de atenção quer para os particulares quer para as entidades responsáveis na matéria, para a necessidade constante de vigilância, preservação e, eventualmente, restauro.

Numa primeira fase, ocupar-nos-emos só de inventariar aquilo que está à vista de todos; isto é, no exterior, em fachadas, muros, habitações, restos de habitações e outros usos no edificado.
Posteriormente - e caso tenhamos força para tal e haja receptividade de terceiros (particulares e instituições) -, pretenderemos alargar a inventariação a espaços fechados.


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Estrada de Benfica, nº 702

(na casa onde viveu o toureiro Manuel dos Santos e onde, também, funcionou o estabelecimento comercial "O Chico da Taberna")...






Fotografias de Vítor Vieira (2013)





Continuaremos... em breve!



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Concurso Benfica em Poesia





(divulgação institucional de Junta de Freguesia de Benfica) 


Direitos de autor da imagem:
Junta de Freguesia de Benfica (2013)




O Pelouro da Cultura da Junta de Freguesia de Benfica promove a iniciativa “Benfica em Poesia”, por ocasião do Dia Mundial da Poesia, desde 14 de Fevereiro.

Esta iniciativa, inovadora em Benfica, pretende divulgar e promover a poesia associando-a também à identificação cultural da própria freguesia.

Benfica em Poesia será concretizada através de um concurso de poesia aberto à população sob o tema “Benfica, localidade, povo e vivências”, para além de uma exposição de poemas selecionados e concerto de música.

Participe no Concurso de Poesia até dia 8 de Março!

Formulário Candidatura/Informações:
http://www.jf-benfica.pt/cultura/Benfica_em_poesia_Info.pdf




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Os vazios urbanos na freguesia de Benfica (1)



(por Vítor Vieira)



A existência de vazios urbanos - geralmente identificados ou definidos como espaços urbanos vazios, expectantes, desocupados, esquecidos, abandonados pela urbe e pelos seus habitantes, sem aparente movimentação e/ou deambulações humanas e que habitualmente são rotulados como sendo destituídos de funções sociais relevantes - é bastante comum - e assim parece ter sido ao longo da história - a quase todas as cidades de Portugal, assim como em outras cidades mundiais.

Benfica, freguesia urbana (mas ainda com acentuados resquícios de uma ruralidade, a perder-se …) da cidade de Lisboa, não poderia fugir à suposta regra consuetudinária ou princípio de sociologia urbana. E é precisamente destes espaços que nos iremos ocupar nos próximos tempos, em jeito álbum fotográfico da nossa freguesia.

Não somos movidos por nenhuma espécie de aversão ou horror do vazio, quando deambulamos, perdidamente, por estes espaços, que ainda são livres e, supostamente, mais arejados e desafogados.
Não desejamos - antes pelo contrário - que, nestes espaços, haja mais construção/edificação de casas para habitação ou lojas (pois temos noção que há um excesso de edificado em Lisboa, apesar de existirem muitas pessoas e suas famílias a viverem em precárias condições de habitabilidade e salubridade).
Nem tampouco temos a visão maniqueísta de que todos aqueles espaços são necessariamente “maus”.

Importa, pois, relativizar as coisas e refletir sobre eles, caso a caso. Não temos o ensejo, de, incessantemente, contribuir para que as entidades públicas ou particulares, com responsabilidades na matéria, ocupem todos esses espaços vazios da freguesia de Benfica.

Tem que existir, sobriedade, planeamento e, acima de tudo, noção de futuro!
Há muitos espaços que assim se deverão manter - porque, pelo menos, têm uma grande e decisiva função de permeabilidade dos solos -; outros, porém, deveriam ser alvo de intervenções mínimas/minimalistas, de molde a que sejam ou continuem a ser refúgios de habitats de fauna, flora e vegetação, no fundo de fontes vivas de biodiversidade.

Sem pretendermos ser exaustivos, nem esgotar a temática, deixaremos aqui alguns exemplos de utilizações possíveis desses espaços, em ordem a dignificá-los e a conquistá-los com alguma presença humana, mas mantendo-os como elementos de descontinuidade na, já muito pesada e densa, malha urbana de Benfica:

1) Campos de jogos tradicionais portugueses;
2) Estatuária e novas fórmulas de arte urbana;
3) Zonas verdes, jardins, parques e hortas urbanas;
4) Realização de mercados, feiras e vendas de garagem, dedicadas a pessoas que não façam do comércio a sua atividade principal, e
5) Realização de exposições de artes plásticas, performativas, espetáculos e concertos de música, sempre que o tempo o permita.

Eis um repto que aqui fica!

Começamos, então, o nosso périplo pelas traseiras do Mercado de Benfica/traseiras da Rua Emília das Neves...

 






Fotografias de Vítor Vieira (2013)




Continuaremos…. em breve!








sábado, 9 de fevereiro de 2013

A Mata de Benfica reabriu






(por Alexandra Carvalho)



Fotografia de Alexandra Carvalho (2013)


FINALMENTE!... A Mata de Benfica reabriu ao público esta manhã.



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"Mata de Benfica deverá reabrir sábado
Publicado em 2013-02-08 

PAULO LOURENÇO, in
"Jornal de Notícias"





Fotografia de PAULO LOURENÇO/JN




A população de Benfica, em Lisboa, tem protestado contra o encerramento prolongado do Parque Silva Porto, vulgo Mata de Benfica. Mas, como o JN constatou no local, a segurança dos visitantes não deixou alternativa. O espaço deve reabrir parcialmente este sábado. 

 "O temporal derrubou 11 árvores e mais 37 ficaram apenas seguras pelas copas de outras. Além disso, houve um talude, que até já estava sinalizado, que derrocou sobre a principal rua do parque", explica ao JN Inês Drummond, presidente da Junta de Freguesia de Benfica, que desde novembro tem a gestão daquele que é um dos pulmões verdes da capital. 

 Os efeitos da destruição provocado pelo vento forte de 19 de janeiro são ainda visíveis. Troncos de árvores de grande porte caídos entre a vegetação - um deles ficou mesmo inclinado sobre uma escola vizinha - bancos partidos e terras arrastadas do talude que cedeu para a rua que liga as duas entradas do espaço são alguns dos exemplos mais visíveis. 

"Tudo isto ditou a uma intervenção de grande complexidade, que obriga à movimentação de maquinaria e veículos pesados no interior do parque. Se o mantivéssemos aberto, seria muito perigoso ter crianças, e não só, a passear por aqui", justifica a autarca. 

 A presidente da Junta acrescenta que a parte mais difícil dos trabalhos já está concluída, e que conta amanhã poder reabrir o espaço ainda que com algumas restrições. "É preciso manter algumas zonas interditas por enquanto, para que os trabalhos decorram em segurança. Por isso, teremos técnicos no parque a explicar às pessoas o que ali aconteceu e o que está a ser feito", adianta. 



População vai plantar árvores novas


Relativamente às críticas da população, a autarca garante que compreende a vontade das pessoas em fruir de um dos pulmões verdes da cidade, mas sublinha que "a segurança tem de ser sempre a principal preocupação". "A mim também me custa imenso ver o parque fechado", confessa, apesar de facilmente se perceber que à Junta não restava alternativa.

A empreitada de reconstrução - orçada em 70 mil euros - deverá, no entanto, prolongar-se por mais algumas semanas. 

No final, a Junta de Freguesia vai convidar a população e os amigos do parque a participarem na plantação conjunta de mais de 100 árvores novas para compensar a destruição causada pelo temporal."







quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

"A Mata é de Todos! Abram-na!"





(por Alexandra Carvalho)




Fotografias de Alexandra Carvalho (2013)




O Parque Silva Porto (Mata de Benfica) encontra-se encerrado há 3 semanas, no seguimento do temporal que assolou Lisboa.

O seu encerramento deveu-se, supostamente, à realização de trabalhos de limpeza e de corte das árvores que se encontravam em risco de queda - trabalhos esses em que participam apenas 4 funcionários de uma empresa contratada pela Junta de Freguesia de Benfica (a quem a Câmara Municipal de Lisboa delegou competências para a manutenção dos espaços verdes).

Depois de inúmeras queixas à CML (que gere este espaço), esta entidade "chutou" o problema para a Junta de Freguesia de Benfica, que nem sequer se digna responder aos emails dos munícipes.

O Parque Silva Porto era, diariamente, frequentado por inúmeros munícipes; não tendo havido qualquer respeito para com os mesmos por parte das citadas entidades, as quais se limitaram a afixar no portão do Parque um aviso ("Encerrado - Risco de Queda de Árvores"), que nem sequer se encontra assinado.

Curiosamente, apesar do Parque Silva Porto se encontrar encerrado, existe uma funcionária que, diariamente, continua a assegurar o funcionamento dos WC's públicos deste parque.





Sobre o encerramento do Parque Silva Porto, noutros locais:
Fórum Cidadania Lx.