quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Et maintenant...







(por Jc Duarte)




Fotografia de Jc Duarte (2011)




Caminhava calmamente pelo corredor, saindo da luz do sol e entrando na obscuridade das lâmpadas do centro comercial.
Entre o seu cabelo alvo, já um pouco rarefeito, e o casaco de cabedal um pouco coçado, um bigode farfalhudo e bem aparado compunha-lhe a cara.
A sua mão esquerda apoiava-se numa bengala, que manuseava com destreza, bem a compasso do seu caminhar e parar.
Porque ele parava! A cada meia dúzia de passos olhava para quem lhe estivesse mais próximo e cantava-lhe. Desafinado e já com falta de voz, repetia sempre os mesmos acordes e o mesmo verso antigo de nem sei quantos anos: - "Et maintenant, que vais-je faire?…"

Eu, bem como os demais que ali estavam a almoçar, olhámos uns para os outros, meio espantados como insólito da situação. Mas nem a empregada que ali atendia, nem o segurança a uns metros de distância, lhe prestaram atenção. Deduzi que se trataria de um frequentador habitual do espaço, como tantos outros reformados que usam os centros comerciais como forma de matar o tempo que lhes sobra.

Este… bem, este ainda verbaliza o seu problema, de quem se viu sem ocupação e, talvez, sem com quem partilhar a sua amargura.

É tão difícil – e absurdo – definir normalidade!






domingo, 27 de novembro de 2011

"Ainda há Poesia nas Cidades" -(2)






(por Alexandra Carvalho)



Fotografia de Alexandra Carvalho (2011)



Os jardins da nossa freguesia estão cada vez mais bonitos... e, também, muito originais (ainda há quem, anonimamente, lhes confira um toque de Poesia)!

Esta tarde, na Alameda Padre Álvaro Proença, junto aos "Jardins de Benfica".







quinta-feira, 24 de novembro de 2011

As (parcas) iluminações de Natal chegaram!...






(por Alexandra Carvalho)




Fotografia de Alexandra Carvalho (2011)



É claro que, em tempo de crise, os fregueses de Benfica, à semelhança dos demais portugueses, precisam é de outros "confortos"...

Mas, digam o que disserem, sabe sempre bem e as gentes gostam muito (resquícios de infância, certamente!) de ver as iluminações de Natal na nossa freguesia.

Este ano, seguindo a política da Câmara Municipal de Lisboa **, certamente, que não teremos as "estonteantes" iluminações de Natal em Benfica (custeadas pela Junta de Freguesia), como no ano passado...

Muito obrigada, assim, aos comerciantes da Av. do Uruguai e à Administração do Centro Comercial Fonte Nova pelas iluminações de Natal esplendorosas com que já nos brindaram!



Fotografia de Alexandra Carvalho (2011)


















sábado, 19 de novembro de 2011

DIA INTERNACIONAL DA FLORESTA AUTÓCTONE





DIA INTERNACIONAL DA FLORESTA AUTÓCTONE
Comemorações dia 23 e 26 de Novembro no Parque Florestal do Monsanto





Direitos de autor da imagem: Câmara Municipal de Lisboa (2011)

[clicar na imagem para ampliar]





Consultar aqui o Programa das comemorações.







sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Freguesia de Benfica - As nossa ruas (1)





Rua dos Arneiros

(antiga Travessa dos Arneiros)


(por Fausto Castelhano)



Untitled from Retalhos de Bem-Fica on Vimeo.





A Rua dos Arneiros, a antiga Travessa dos Arneiros, tem início na Estrada de Benfica, nº648, junto ao Chafariz das Águas Livres e termina na Estrada dos Arneiros, frente ao Cemitério de Benfica.

A Rua dos Arneiros comunica com as seguintes artérias:
- Beco do Vintém das Escolas: entre os nºs 10 e 12
- Rua Ernesto da Silva: entre os nºs 20 e 22.
- Rua Frei António Brandão: entre os nºs 57 e 59 ou seja, as conhecidas Escadinhas. Apenas, uma passagem pedonal.

Na Rua dos Arneiros ainda subsistem várias moradias ou prédios bastante antigos:
- O conjunto de moradias desde o início da Rua dos Arneiros até ao nº 24 e os edifícios com os nºs 27, 29, 31 e 91.

É de salientar, até meados dos anos 50 do século XX, a ausência de habitações no lado direito da Rua dos Arneiros (Travessa dos Arneiros) a partir da moradia com o nº 24. Daí até ao seu términus, a rua era ladeada pelo muro das Quintas do Brito ou do Zé Brito e da Quinta das Palmeiras ou Mata do Galla…
A entrada para a Quinta do Brito fazia-se pelo nº28 da Rua dos Arneiros (Travessa dos Arneiros).
O portão de entrada da Quinta das Palmeira localizava-se na Estrada do Poço do Chão, 63. Porém, existia um outro portão de acesso à Quinta das Palmeiras, raramente utilizado, na Rua dos Arneiros, sensivelmente próximo do prédio com o nº93.