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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Sobre livros e quem os vende





(por JC Duarte)





Fotografia de JC Duarte (2013)




Para cada problema, uma solução específica. Ou mais que uma, se formos engenhosos.
Esta é uma solução para um problema que não temos.

Em fotografando no exterior usamos o sol como fonte de luz. Maior ou menor intensidade, maior ou menor difusão, mas é ele que alumia os assuntos que fotografamos. Geralmente. Mas em interiores ele não chega, ou pelo menos, não chega com a quantidade e qualidade que queremos. Geralmente. Por isso, e desde sempre, os fotógrafos procuraram formas de trazer para o interior a quantidade de luz necessária ao seu ofício.
Uma dessas formas – das primeiras – foi o velho flash de magnésio. Vemo-lo nos filmes, que já não se usa. Aquela luz intensa, não tão instantânea quanto isso, e, principalmente, muito fumarenta. Que resultava da queima rápida de magnésio com um nico de pólvora. E, em interiores, depois de cada fotografia, havia que abrir bem as janelas e criar uma valente corrente de ar, para dissipar os fumos daí resultantes.
Esta é uma forma de contornar o problema: um saco, feito a partir de um guarda-chuva, e que se coloca por cima do local da combustão. Assim que se extingue, fecha-se por baixo e vai-se com ele para o exterior, abrindo-o e libertando a fumaça nele contida.
Talvez seja um sistema complicado de usar, mas seria o melhor que existia na época. E soube-o através de um livrinho comprado num simpatiquíssimo alfarrabista. Recomenda-se a visita.
Da simpatia, cada um poderá aquilatar aquando da sua ida lá.
Da qualidade e eficiência dos seus proprietários, posso dar um exemplo:

O livro de onde tirei esta imagem intitula-se “Fotografa parte segunda”. Escrito em Castelhano, data de 1952 e foi impresso na Argentina. Quando por ele perguntei o preço, disse a simpática senhora: - “Olhe que é o segundo volume. Não tenho o primeiro.” Qualquer outro vendedor teria calado essa informação, tratando de despachar este talvez mais que encalhado livrinho de bolso. Que a grande maioria pouco dariam por ele, a menos que, como eu, saibam que os antigos tinham sabedorias que as modernidades esquecem. E um dos exemplos dessa sabedoria consta naquilo que não está na imagem: “Bórax – 75gr; Ácido bórico – 60gr; Água – 1 lt”. Trata-se da fórmula que haveria de executar para impregnar o tecido deste saco para o tornar ignífugo ou incombustível.
Pequenos detalhes ou sabedorias que hoje escapam à maioria.

Interessante mesmo foi também o que sucedeu depois de sair desta excelsa loja com este tesoiro no saco.
Sendo que se tratava de um dia feriado, nem sequer estava à espera que este alfarrabista estivesse aberto. Mas estava, ao invés de todo o resto do comércio que não pastelarias ou restaurantes.
No passeio pseudo-fotográfico que dei, acabei por entrar num centro comercial, um dos mais antigos da cidade e que foi uma referência, ainda que hoje preterido por outros que têm a desvantagem de serem todos iguais.
Neste existe, desde sempre, uma livraria. Mas como é um comércio em declínio – infelizmente – já lhe conheci vários donos e nomes ao longo dos anos. E, desta vez, nova mudança, desta feita uma sucursal de uma outra livraria bem conhecida. Enquanto olhava de fora, aquilatando do que ali estava à venda, lá dentro apenas três pessoas: dois potenciais clientes e uma empregada. E foi esta que fez toda a diferença:

De pé, atrás do balcão, estava embrenhadíssima na leitura de um livro. Livro que marcou com todo o cuidado e pousou ao lado quando fez uma venda, e que a ele regressou de seguida. Ora batatas! Uma “menina do shopping” a vender livros e a ler o que vende não é normal. E não pude deixar de ir atrás do meu nariz comprido e meter conversa com ela. Não me recordo do título ou autor, mas não esqueço o mais que ela me disse: - “Sabe, gosto de ler por inteiro pelo menos uma obra de cada autor que temos. Que, assim, posso melhor aconselhar os clientes.”
Perfeito, como já é raro de encontrar!

Falta referir que o alfarrabista é a Folio Exemplar, ex-Ulmeiro de boa memória, na Av. do Uruguai, Lisboa, e que a livraria é a “Apolo 70”, no CC Fonte Nova, também em Lisboa. Concorrências? Nada disso, que são produtos e clientes diferentes, excepto algum menos convencional como eu mesmo.






quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

FAÇA COMPRAS NO FONTE NOVA E VÁ AO CINEMA COM DESCONTO





(informação e imagem veiculadas pelo Centro Comercial Fonte Nova



NÃO PERCA A NOVA PROMOÇÃO DOS CINEMAS FONTE NOVA!







A promoção destina-se a todos os clientes que, a partir do dia 14 de Fevereiro de 2013, efectuem compras nas várias lojas do Centro Comercial Fonte Nova.

A partir do dia 14 de Fevereiro de 2013, se efectuar compras de valor igual ou superior a 10€€ nas lojas do Centro Comercial Fonte Nova (excepto para transacções em entidades bancárias e compras efectuadas nos Cinemas Fonte Nova), o cliente poderá usufruir de descontos na compra de bilhetes de cinema nos Cinemas Fonte Nova.

Para usufruir dos descontos, o cliente deve dirigir-se às bilheteiras do Cinema Fonte Nova com o talão de compra original (que terá obrigatoriamente que ter a identificação da loja) e, nos termos acima descritos, poderá comprar o seu bilhete de cinema por apenas 4,5€.

A oferta tem efeito proporcional por cada 10€ em compras. Ou seja, a título de exemplo, se o cliente tiver um talão no valor de 20€ poderá comprar dois bilhetes com desconto, se tiver efectuado 30€ em comprar poderá adquirir 3 bilhetes com desconto.

Mais informações sobre a promoção em Medeia Filmes.





sábado, 14 de julho de 2012

Paredes que Falam (6)





(por Alexandra Carvalho)






Surgiram recentemente, inscritas nas portas de serviço do Centro Comercial Fonte Nova...








Fotografias de Alexandra Carvalho (2012)





Numa altura em que a invasão de privacidade; os avanços tecnológicos que propiciam a vigilância total; a destruição ou manipulação da memória histórica dos povos; e as guerras encetadas para assegurar a paz já fazem parte do nosso mundo... Não é nada de estranhar que alguém se tenha lembrado que parecemos já estar a viver em pleno "1984" de George Orwell!...

De facto, estas três inscrições referem os lemas do Estado totalitário existente no livro de Orwell, estando subjacentes ao "duplipensar" (doutrina do Estado), que consiste, basicamente, em se ter duas ideias contrárias, opostas, e aceitar ambas como verdade.




quarta-feira, 28 de março de 2012

"Jantar com Cinema"




(por Alexandra Carvalho)




Direitos de autor da imagem: Centro Comercial Fonte Nova (2012)


[clicar na imagem para ampliar]



Entre 1 de Março e 31 de Maio, por cada 15€ em jantares no Centro Comercial Fonte Nova, das 19h às 23h, receba um voucher que poderá trocar por 2 bilhetes de cinema.

Pode juntar, no máximo, 2 talões para perfazer a quantia de 15€ ou múltiplos desta quantia.

Para mais informações consulte o regulamento desta promoção no balcão da recepção do Centro Comercial.






quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Et maintenant...







(por Jc Duarte)




Fotografia de Jc Duarte (2011)




Caminhava calmamente pelo corredor, saindo da luz do sol e entrando na obscuridade das lâmpadas do centro comercial.
Entre o seu cabelo alvo, já um pouco rarefeito, e o casaco de cabedal um pouco coçado, um bigode farfalhudo e bem aparado compunha-lhe a cara.
A sua mão esquerda apoiava-se numa bengala, que manuseava com destreza, bem a compasso do seu caminhar e parar.
Porque ele parava! A cada meia dúzia de passos olhava para quem lhe estivesse mais próximo e cantava-lhe. Desafinado e já com falta de voz, repetia sempre os mesmos acordes e o mesmo verso antigo de nem sei quantos anos: - "Et maintenant, que vais-je faire?…"

Eu, bem como os demais que ali estavam a almoçar, olhámos uns para os outros, meio espantados como insólito da situação. Mas nem a empregada que ali atendia, nem o segurança a uns metros de distância, lhe prestaram atenção. Deduzi que se trataria de um frequentador habitual do espaço, como tantos outros reformados que usam os centros comerciais como forma de matar o tempo que lhes sobra.

Este… bem, este ainda verbaliza o seu problema, de quem se viu sem ocupação e, talvez, sem com quem partilhar a sua amargura.

É tão difícil – e absurdo – definir normalidade!






quinta-feira, 24 de novembro de 2011

As (parcas) iluminações de Natal chegaram!...






(por Alexandra Carvalho)




Fotografia de Alexandra Carvalho (2011)



É claro que, em tempo de crise, os fregueses de Benfica, à semelhança dos demais portugueses, precisam é de outros "confortos"...

Mas, digam o que disserem, sabe sempre bem e as gentes gostam muito (resquícios de infância, certamente!) de ver as iluminações de Natal na nossa freguesia.

Este ano, seguindo a política da Câmara Municipal de Lisboa **, certamente, que não teremos as "estonteantes" iluminações de Natal em Benfica (custeadas pela Junta de Freguesia), como no ano passado...

Muito obrigada, assim, aos comerciantes da Av. do Uruguai e à Administração do Centro Comercial Fonte Nova pelas iluminações de Natal esplendorosas com que já nos brindaram!



Fotografia de Alexandra Carvalho (2011)


















domingo, 18 de outubro de 2009

Inauguração das novas instalações da UNISBEN






Como já aqui havíamos divulgado, realizou-se esta tarde, às 16h, um concerto aberto à população por parte da Sociedade Filarmónica Comércio Indústria da Amadora.

O ponto de encontro de alunos, familiares e amigos da UNISBEN foi no Centro Comercial Fonte Nova...





Tendo a comitiva, encabeçada pela banda filarmónica, seguido em passeio pelas ruas de Benfica, rumo às novas instalações da UNISBEN, na Rua Dr. José Baptista de Sousa.






Aqui, deu-se então início à cerimónia de inauguração, tendo a banda filarmónica tocado, logo seguida da actuação de um grupo de membros da Tuna da UNISBEN.



Todas as fotografias da autoria de M. Coelho



"A Unisben - Universidade Intergeracional de Benfica, é uma instituição de âmbito social e educativo, não-governamental e sem fins lucrativos, que nasceu com o propósito de combater a solidão e proporcionar aos seniores com mais de 50 anos momentos de aprendizagem e lazer.

O objectivo passa por proporcionar àqueles que são o nosso passado e que precisamos que sejam também o nosso presente, conhecimentos em múltiplas áreas do saber, nomeadamente as línguas, ciências sociais, saúde e música, entre outras, dando ainda a oportunidade de participar em actividades práticas em paralelo."
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** (In website da UNISBEN)



Não podendo estar presente nesta cerimónia, devido a outros compromissos já agendados, não queria deixar de aqui agradecer ao nosso leitor M. Coelho, que, generosamente, nos endereçou esta belíssima reportagem fotográfica... a qual nos demonstra bem como o espírito de aprendizagem e convivialidade entre os séniores da nossa freguesia é contagiante.

Fica prometida para muito em breve a visita às vossas novas instalações!