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sábado, 14 de julho de 2012

Paredes que Falam (6)





(por Alexandra Carvalho)






Surgiram recentemente, inscritas nas portas de serviço do Centro Comercial Fonte Nova...








Fotografias de Alexandra Carvalho (2012)





Numa altura em que a invasão de privacidade; os avanços tecnológicos que propiciam a vigilância total; a destruição ou manipulação da memória histórica dos povos; e as guerras encetadas para assegurar a paz já fazem parte do nosso mundo... Não é nada de estranhar que alguém se tenha lembrado que parecemos já estar a viver em pleno "1984" de George Orwell!...

De facto, estas três inscrições referem os lemas do Estado totalitário existente no livro de Orwell, estando subjacentes ao "duplipensar" (doutrina do Estado), que consiste, basicamente, em se ter duas ideias contrárias, opostas, e aceitar ambas como verdade.




segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Paredes que Falam (5)





Paredes Poéticas



Fotografia de Alexandra Carvalho




O Nº 44 da Rua Ernesto da Silva, onde habitaram os famosos irmãos Serpa, já foi "Calor", ainda que desprovido de qualquer réstia de humanidade (para além dos gatos que aí procriavam)...

Depois da crónica de uma morte anunciada, em Junho de 2009 chegou o seu fim, ditado pelas desavenças de herdeiros, que preferiram "transformar" a Casa em terreno devoluto, sujo e feio... aguardando, quiçá, pelos ditames das melhores ofertas dos empreendedores imobiliários.

Enquanto isso, como que instintivamente, a Poesia continua a invadir aquele espaço vazio...

"O Caos do meu Mundo é Tu morreres em Mim"






terça-feira, 7 de setembro de 2010

Paredes que Falam (4)




Esta fotografia já tinha sido "vedeta" aqui, mas, desta feita, vêmo-la sob o olhar de um dos redactores mais recentes aqui do "Retalhos de Bem-Fica"...



Fotografia e texto de JCDuarte





Esta parede com estes dizeres poderia estar em qualquer lado.

A ideia aqui expressa em letras grandes, desta forma ou de outras semelhantes está disseminada, estou em crer, no mundo dos graffiteiros.
Afinal, entre demarcação de território, forma de expressão artística ou simples protesto, a contestação está na raiz dos graffitys.
Mas o que faz esta parede ser perfeitamente identificável com uma zona da cidade de Lisboa é o que está lá ao cantinho, escrito com outra cor e há bem mais tempo. Há vários anos.
A palavra de Cambrone está espalhada ao longo da estrada de Benfica, bem como nas suas transversais. Tantas vezes ela está repetida que, ao que julgo saber, esteve na origem de uma tese de mestrado de estudante universitário do Porto. Por outras palavras, a estrada de Benfica, em Lisboa, pela mão de um graffiteiro, elevou a palavra Merda ao nível da erudição universitária.

E se da gripe A, daqui por uns anos, sobrar apenas a recordação de que se tratou de um embuste político ou económico, de mentiras e merdas continuaremos a viver.




quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Paredes que Falam (3)




"Velharias"


Velharias
Fotografia de JCDuarte



"Ainda que possa aparentar o contrário, tanto estas letras aqui pintadas são originais como a fotografia foi feita agora.
E, a menos que esteja enganado, estas letras estão aqui pintadas desde 1975, ou parecido. Uma velharia para um graffity, convenhamos.

O que me leva a perguntar se o dono deste prédio, ali em Benfica, será coleccionador ou comerciante de antiguidades e estará a guardar esta pintura com intuitos de a vender por bom preço."





Fotografia e texto de JCDuarte (mais um amigo que se juntou ao "Retalhos de Bem-Fica" como redactor-fotógrafo).






segunda-feira, 5 de abril de 2010

Paredes que Falam (2)




Na Rua Cláudio Nunes, lado direito de quem sobe, junto ao restaurante da Dª. Graça...




Fotografias de Alexandra Carvalho