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quinta-feira, 21 de março de 2013

Sessão de Poesia com Fernando Grade



Fotografia de Alexandra Carvalho (2011)




AMIGAS/AMIGOS,

Vamos realizar uma SESSÃO DE POESIA COM FERNANDO GRADE no dia 22/3/2013 no "ESPAÇO ULMEIRO" na Av. do Uruguai, 13A, em Benfica, pelas 18,30 horas.


"Filho de uma estorilense e de uma albicastrense, FERNANDO José da Costa GRADE nasceu no Estoril, a 1 de Abril de 1943. Estreou-se na literatura aos 19 anos, com o livro de poemas "SANGRIA" (Colecção Poesia e Verdade, Guimarães Editores).
Criou e divulga o trabalho literário dos seus dois heterónimos: ABEL SABAOTH (n. 1936), tripeiro, iberista e professor de Latim; AAL AARÃO (n. 1950), lisbonês, economista e viageiro."
Com mais de 30 títulos individuais, com destaque para "O VINHO DOS MORTOS" (5ª. edição), Fernando Grade é também o criador e dinamizador das Edições MIC. Tem o seu nome ligado ao movimento poético DESINTEGRACIONISMO com outros poetas como Hugo Beja, Nuno Rebocho ou Júlio-António Salgueiro. Também é Pintor expondo desde 1965 e tendo já realizado 16 mostras individuais.


Este é o poeta convidado do "ESPAÇO ULMEIRO" para uma leitura dos seus poemas e para uma Sessão de Autógrafos.

Contamos consigo, mas confirme a sua presença por razões de espaço (folioexemplar@gmail.com).


Cordialmente,

(José Antunes Ribeiro)






segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Paredes que Falam (5)





Paredes Poéticas



Fotografia de Alexandra Carvalho




O Nº 44 da Rua Ernesto da Silva, onde habitaram os famosos irmãos Serpa, já foi "Calor", ainda que desprovido de qualquer réstia de humanidade (para além dos gatos que aí procriavam)...

Depois da crónica de uma morte anunciada, em Junho de 2009 chegou o seu fim, ditado pelas desavenças de herdeiros, que preferiram "transformar" a Casa em terreno devoluto, sujo e feio... aguardando, quiçá, pelos ditames das melhores ofertas dos empreendedores imobiliários.

Enquanto isso, como que instintivamente, a Poesia continua a invadir aquele espaço vazio...

"O Caos do meu Mundo é Tu morreres em Mim"






sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

"Poema de Natal"





Paris, Janeiro 2003



"Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados

Para chorar e fazer chorar

Para enterrar os nossos mortos —

Por isso temos braços longos para os adeuses

Mãos para colher o que foi dado

Dedos para cavar a terra.


Assim será nossa vida:

Uma tarde sempre a esquecer

Uma estrela a se apagar na treva

Um caminho entre dois túmulos —

Por isso precisamos velar

Falar baixo, pisar leve, ver

A noite dormir em silêncio.


Não há muito o que dizer:

Uma canção sobre um berço

Um verso, talvez de amor

Uma prece por quem se vai —

Mas que essa hora não esqueça

E por ela os nossos corações

Se deixem, graves e simples.


Pois para isso fomos feitos:

Para a esperança no milagre

Para a participação da poesia

Para ver a face da morte —

De repente nunca mais esperaremos...

Hoje a noite é jovem; da morte, apenas

Nascemos, imensamente."




Vinícius de Moraes




domingo, 15 de fevereiro de 2009

Casa (nova) Arrumada




"Antes a lágrima
só depois a pérola

Entre lágrima e pérola

acontecemos."


Casimiro de Brito,
in "Corpo Sitiado"









"Casa" nova finalmente arrumada...
Novos começos nas incursões escritas sobre a freguesia de Benfica.





Fotografias do interior da "Livrarte/Ulmeiro", em Benfica.