sábado, 13 de março de 2010

Azinhagas (2)





Todos os direitos reservados @ Fausto Castelhano, "Retalhos de Bem-Fica" (2010)



Ler a 1ª parte aqui.




Antigos caminhos da Freguesia de Benfica


(por Fausto Castelhano)


Com este 2º e último apontamento terminamos a incursão às Azinhagas, antigas vias que, no seu todo ou em parte, integravam o território da Freguesia de Benfica.




Azinhaga da Fonte


Com o piso em “macadame”, era um dos principais itinerários de acesso a Carnide. Tinha o seu começo no Nº 458 da Estrada de Benfica, no mesmo local onde tem início a Avenida do Colégio Militar, e desembocava na Rua da Fonte (Largo da Luz) em Carnide, mesmo em frente à Igreja de Nossa Senhora da Luz e paredes meias com os edifícios do Colégio Militar.



Trecho da Azinhaga da Fonte (1960)
João H. Goulart, in Arquivo Municipal de Lisboa



A actual configuração da Avenida do Colégio Militar corresponde, sensivelmente, ao traçado da antiga Azinhaga da Fonte até à zona do Centro Comercial Colombo e do novo Estádio da Luz. Aí, a nova avenida deriva um pouco para a esquerda e vai terminar junto ao chamado Chafariz da Luz (Rua da Fonte).



Trecho da Azinhaga da Fonte (1960)
João H. Goulart, in Arquivo Municipal de Lisboa


Esta oportuna alteração na nova via, permitiu que a instituição Colégio Militar conseguisse alargar os seus domínios e conquistasse espaço onde, outrora, existia a parte final da Azinhaga da Fonte.
Tanto assim é que, foi necessário demolir o último edifício (do lado esquerdo) da Azinhaga o qual, fazia gaveto com a Rua da Fonte (em Carnide, claro está) como se pode observar na foto.


Prédio na esquina da Azinhaga da Fonte com a Rua da Fonte e que foi demolido para permitir que a Avenida do Colégio Militar se desviasse mais para a esquerda em relação ao traçado da Azinhaga da Fonte (1961)
Augusto de Jesus, in Arquivo Municipal de Lisboa


Ao longo da Azinhaga da Fonte e do lado esquerdo (no sentido Benfica-Carnide), existiam várias casas de habitação e quintas de várias dimensões e, entre estas e o murete desta via, corria uma pequena ribeira cujo volume de água, na época das chuvas, era bastante considerável. Este curso de água desaguava junto ao local onde está edificado o Centro Comercial Fonte Nova, na chamada Ribeira de Alcântara (o meu rio, que teimam, injustamente, em chamar de “caneiro”) o qual, atravessava a nossa freguesia desde a fronteira da Estrada Militar na Damaia/Venda Nova.



Chafariz da Rua da Fonte, em Carnide (1960)– Para lá do muro e dos edifícios em segundo plano e que foram demolidos, passava a Azinhaga da Fonte. Agora, nesse espaço, passa a Avenida do Colégio Militar. Do outro lado da Avenida, o complexo do Colégio Militar
Artur Goulart, in Arquivo Municipal de Lisboa



Era aí, na confluência desses cursos de água (junto ao Fonte Nova), que a nossa grande ribeira seguia o seu curso natural em direcção a Sete-Rios e, finalmente, através do Vale de Alcântara, desaguava em pleno rio Tejo.
Do lado direito da Azinhaga da Fonte existiam as seguintes quintas:
Quinta do Luís da Granja, nº 8
Quinta de Montalegre, nº 22 (a quinta onde nasci, com a Cascata Monumental de que muita gente fala mas…nunca a toparam).
Quinta dos Belgas ou de Santo António, nº 24 e 26
Quinta do Alves Martins ou de Santo António, nº 36
Do lado esquerdo:
Quinta da Granja de Baixo, nº 1 e 3
Quinta do Guimarães, nº 11 (Anexa à Quinta Grande)
Quinta do Conde de Carnide nº 13
Quinta das Flores, nº 27
Os números de 1 a 15 e 2 a 22 pertenciam à Freguesia de Benfica. Os números 17 a 24, pertenciam à Freguesia de Carnide.



Azinhaga da Fonte – As ruínas da Cascata da Quinta de Montalegre.
À direita, em segundo plano, um dos edifícios do Colégio Militar.
Foto de Fausto Castelhano (1985)


Pois bem, depois de ansiosas diligências entre matagais e arruinados barracões, conseguimos encontrar o que pretendíamos: o que sobrou da velha Azinhaga da Fonte estava ali, à nossa vista. A placa toponímica lá está, para que não haja engano possível e, além do mais, algumas dessas antigas habitações conseguem resistir e… estão habitadas.



A placa toponímica da Azinhaga da Fonte ainda lá está.
Foto de Fausto Castelhano (2010)


O pouco que resta da antiga Azinhaga da Fonte
Foto de Fausto Castelhano (2010)



Assim, e antes que arrasem, definitivamente, o pequeno troço da Azinhaga que ainda consegue subsistir, por um casualíssimo prodígio, tratámos de obter os respectivos registos fotográficos.
O que resta da antiga via está bloqueada entre a 2ª Circular (do lado de Benfica) e, da parte correspondente a Carnide, o troço existente termina entre algumas velhas habitações e altos muros que não conseguimos descortinar a quem pertencem. De qualquer modo, não tem saída.



Troço da Azinhaga da Fonte do lado de Carnide
Foto de Fausto Castelhano (2010)



Apesar do que nos foi dado observar, com muita curiosidade e deleite, tínhamos que nos apressar. Provavelmente, um dia voltaremos com mais vagar…Mas, a extraordinária odisseia não terminava ali…
Próximo investida: Rua dos Soeiros…



Azinhaga da Fonte do lado de Benfica – Ao fundo, o topo do Estádio do Sport Lisboa e Benfica
Foto de Fausto Castelhano (2010)





Rua dos Soeiros


A antiga Rua dos Soeiros começava no Nº 360 da Estrada de Benfica, no sítio da Cruz da Pedra, um pouco antes do Hospital da Cruz Vermelha (para quem vem de Benfica) e terminava no Nº 177 da Estrada da Luz. Assim, metemos os “cascos” p’rá Estrada da Luz, agora com prédios gigantescos e, mais ou menos defronte das chamadas “Torres de Lisboa”, lá estava a placa que nos assinalava a antiga Rua dos Soeiros. A velha casa de gaveto (da Estrada da Luz com a Rua dos Soeiros) onde vivia a D. Isaura (tia das minhas irmãs do primeiro matrimónio do meu pai), foi completamente arrasada, tal como tudo quanto por ali existia, casas, quintas e quintarolas. Por ali acima, dum lado e doutro da Rua dos Soeiros, procederam a uma radical alteração. Fiadas de enormes prédios e ausência de qualquer sentido estético, tipo gaiola, claro está...



Estrada Luz, 181. Esta casa fazia esquina com a Rua dos Soeiros (do lado direito). Nela vivia a Dª. Isaura, tia das minhas irmãs (do primeiro matrimónio do meu pai).
João H. Goulart (1967), in Arquivo Municipal de Lisboa



Ao cimo da rampa, quando a estrada curva à esquerda e onde existia um portão que dava entrada para a Quinta de Montalegre, a Rua dos Soeiros muda de nome. Assim, se vão perdendo, aos poucos, a memória desses lugares que me eram tão queridos.



Rua dos Soeiros - Quinta do Bensaúde
Foto de Fausto Castelhano (2010)



Então, aparece-nos a Rua de João de Freitas Branco a qual, abocanhou um bom pedação da Quinta de Montalegre porém, à esquerda, o velho itinerário estava lá, quase todo inteirinho todavia, crismado de Rua João Hogan. E lá estavam os velhos muros das quintas, a do Bensaúde, à esquerda e, à direita, apenas restaram as ruínas das Quintas de Montalegre e do Zé Antunes. A casa onde nasci (e os meus irmãos) já não existe, nem o poço, o grande tanque junto à horta…Nada!
Mais abaixo, no grande espaço da quinta de Montalegre (ou da Dª. Leonor) e defronte do Centro Comercial Colombo, o novo Estádio do Sport Lisboa e Benfica (a "Catedral"), inaugurado em 25 de Outubro de 2003. Este, veio substituir o antigo Estádio da Luz o qual, tinha sido aberto ao público no dia 1 de Dezembro de 1954.



Entrada da Quinta com a inscrição de 1787 e um belíssimo painel de azulejos
Foto de Fausto Castelhano (2010)



Um pouco mais à frente, o infalível camartelo encarregou-se da avassaladora missão e…arrasou tudo. Estão a florescer, como cogumelos, urbanizações a preços proibitivos…Sem espaços verdes, zonas de lazer e…tudo o mais…À fina!



A inscrição de 1787 no portal da quinta
Foto de Fausto Castelhano (2010)



É a tal modernidade que nos andam a impingir a toda a hora, no seu magnífico esplendor…Por ali, o cimento armado é rei e senhor: é o chamado Alto dos Moinhos, servida pela respectiva estação do Metropolitano. No seu interior, alojaram o Museu da Música. Ao menos, valha-nos a louvável iniciativa…Pela raridade, às vezes somos surpreendidos que… nem queremos acreditar!



O magnífico painel de azulejos, no interior da quinta. O portão estava escancarado… Não perdemos a oportunidade.
Foto de Fausto Castelhano (2010)



O empedrado de basalto, tão característico destes fabulosos caminhos, fora substituído por alcatrão.
A agradável caminhada ao longo do percurso foi, na verdade, um encantamento que não vamos esquecer tão depressa. O chilrear da passarada, as milheirinhas, os pintassilgos e um casal de melros, deram-nos as boas vindas…Estamos na época de acasalamento e em plena construção dos ninhos... Uma maravilha… Meus amigos, vão lá e observem a amenidade, o pitoresco dos sítios de tempos que já não voltam mais...



Portão de quinta na Rua dos Soeiros
Foto de Fausto Castelhano (2010)



Com uma sorte fantástica, deparámos com o portão da Quinta do Bensaúde escancarado e, logo ali, zás! Um extraordinário painel de azulejos, muitíssimo bem conservado… Lindíssimo…
O trajecto da Rua dos Soeiros, perdão, Rua João Hogan, bastante aprazível, é um pouco compridote, mas ainda bem que assim é… Desfrutámos, à farta, a amenidade duma ambiência única... Com muita pena nossa, tem o seu termo num verdadeiro descampado, virado para a Cruz da Pedra e no cruzamento com a Azinhaga do Ramalho.



Rua Cidade de Rabat, 5 (Antiga Rua dos Soeiros) - Quinta Nova da Conceição
Foto de Fausto Castelhano (2010)



Assim, aproveitámos a vizinhança da Azinhaga do Ramalho e fomos deitar uma olhadela ao que restava do velho caminho…
Mas, primeiramente, apontámos a mira para o outro lado da Rua dos Soeiros, isto é, o trajecto que, iniciando-se na Estrada de Benfica, arrancava por ali acima até à Quinta de Montalegre…Passei por ali, milhares de vezes, de eléctrico ou a pé ou, um pouco mais tarde, utilizando o autocarro, a caminho da Escola Pedro de Santarém, da Escola Industrial Machado de Castro, das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico de Alverca ou do Aeródromo Base nº1, depois de frequentar a Escola Militar…
Para nossa surpresa usurparam, indecentemente, o nome à Rua dos Soeiros que, agora, tomou uma nomenclatura muito mais pomposa. Nem mais! Rua Cidade de Rabat…Assim mesmo…Sim, senhor! Gente espertalhona, minada de ideias mirabolantes que conseguem sacar das profundezas da cacholeira e que, por bastas vezes, têm destes desaforos…sabe-se lá por mor de quem!



Rua Cidade de Rabat (Antiga Rua dos Soeiros)
Foto de Fausto Castelhano (2010)



Porém, observámos uma outra fantasia…A antiga via (a actual Rua Cidade de Rabat), percurso natural de mercadorias, gado, carroções carregadinhos de produtos agrícolas ou hortícolas e de toda uma infatigável actividade rural, nem sequer tem ligação directa com a Estrada de Benfica. A rua foi trancada, em definitivo, pelo passeio que, por mero acaso, pavimentaram em calçada portuguesa…Vá lá… Podia ser muito pior…



Rua Cidade de Rabat (Antiga Rua dos Soeiros) – Uma casa de tempos muito antigos
Foto de Fausto Castelhano (2010)



E pronto, palmilhámos a Rua Cidade de Rabat a qual, corresponde ao início do antigo caminho da Rua dos Soeiros… A Quinta Nova da Conceição ainda lá está com o Nº 5, alguns edifícios antigos permanecem intactos, embora degradados… Logo ali, obtivemos os respectivos registos. Galgámos a rua até ao desvio do Alto dos Moinhos e fomos lá acima. Ao ponto mais elevado do local! O magnífico panorama que dali se desfruta em toda a sua extensão é, na verdade, magnífico…Depois, foi sempre a descer…Um pouco extenuados pelo valente estirão, retornámos a Benfica, o último destino da nossa romagem…




Azinhaga do Ramalho


Vamos, então, retornar um pouco à Azinhaga do Ramalho a qual, tinha o seu começo na Estrada da Luz, nº 71 e terminava, sensivelmente, a meio da Rua dos Soeiros. Este trecho da Azinhaga do Ramalho (que tinha início a partir da Estrada da Luz) foi literalmente desmantelado e a totalidade do espaço circundante está ocupado por diversas urbanizações, de gosto muito duvidoso, e que não acrescentaram nada de novo.



Azinhaga do Ramalho, Nº3 junto à Estrada da Luz (1971)
Nuno Barros Roque da Silveira, in Arquivo Municipal de Lisboa



Portanto, da vertente virada para a Estrada da Luz, tirámos o cavalinho da chuva pois, não havia nada a fazer. Assim, explorámos do outro lado deste velho caminho, isto é, pelo desvio que, da Rua dos Soeiros, nos introduz na Azinhaga do Ramalho. Talvez a sorte nos batesse à porta. E lá fomes, a “mata cavalos”…



Azinhaga do Ramalho – Os muros das quintas (do lado esquerdo)
Foto de Fausto Castelhano (2010)



Na “ganga da maviosa” e sobre o empedrado original, percorremos a antiga e encantadora azinhaga, estreitinha, serpenteando por entre velhos barracões arruinados e pelos característicos muros das quintas… Abruptamente, deparámos com o final do percurso junto ao portão da Quinta do Furão. Não existe saída possível… Ali, num pequeno terreiro sobre a Estrada da Luz e a Estrada das Laranjeiras, matagal e uma belíssima lixeira! Um mimo…



O empedrado original da Azinhaga do Ramalho
Foto de Fausto Castelhano (2010)



Resolvemos continuar… O fim de tarde aproximava-se...



Azinhaga do Ramalho – Portão da Quinta do Furão
Foto de Fausto Castelhano (2010)



Travessa da Granja


Depois da Rua Cidade de Rabat (Rua dos Soeiros), conseguimos aguentar a pedalada…O melhor que nos foi possível!
A Estrada de Benfica é demasiado custosa após tantos quilómetros no papo! Porém, tinha que ser e… já! Ou era agora, ou então, jamais nos iríamos enfiar, novamente, em tamanha enrascada! Assim, lográmos perfazer o trajecto que nos restava da Estrada de Benfica até à Travessa da Granja.


A placa toponímica da Travessa da Granja, ainda permanece.
Foto de Fausto Castelhano (2010)



A Travessa da Granja iniciava-se no Nº 464 da Estrada de Benfica, um pouco antes da Azinhaga da Fonte e, através do seu empedrado de basalto, ladeada pelos muros das Quintas da Granja de Baixo e da Quinta da Granja de Cima, dava acesso directo à Quinta da Granja de Cima e ao palacete da Família Canas.



Travessa da Granja, a caminho da Quinta da Granja de Cima
Foto de Fausto Castelhano (2010)



Nos dias de hoje, ainda persiste um pequeno troço da dita travessa (devidamente assinalada) que, na realidade, possuía as características essenciais que definem uma azinhaga. Agora, esta via começa na Rua Dr. José Baptista de Sousa e no cruzamento com a Rua Mestre Lima de Freitas. Localiza-se exactamente, nas barbas da nossa Associação de Artes e Cultura – Stimuli/Unisben.



Empedrado original da Travessa da Granja
Foto de Fausto Castelhano (2010)



O empedrado primitivo ainda se mantém. Meu pai e eu próprio, algumas vezes, trilhámos este caminho com o objectivo de negociar a compra da forragem para o nosso gado leiteiro.



Travessa da Granja
Foto de Fausto Castelhano (2010)


A velha nora da Quinta da Granja de Cima com inscrição de1919 gravada na pedra duma das colunas
Foto de Fausto Castelhano (2010)



E pronto, a viagem ao passado, no que às azinhagas diz respeito, terminou. Cansados, mas com um sentimento de indefinível prazer e do dever cumprido. Fizemos o melhor que pudemos e soubemos respeitando, acima de tudo, o rigor dos sítios e das alterações que, entretanto e ao longo de décadas, alteraram profundamente e de modo irreversível, a fisionomia da nossa freguesia. Esperamos, sinceramente, que estes singelos apontamentos contribua para um conhecimento mais preciso da nossa terra e que, entusiasme os nossos amigos e amigas a que, um dia qualquer, partam à aventura pelos caminhos e lugares de tempos remotos que, felizmente, na nossa Freguesia de Benfica e, também, na Freguesia de Carnide, estão à nossa espera…


Com um abraço de muita amizade

Fausto Castelhano

11 comentários:

Alexa disse...

Amigos Fausto & Lídia:

Um GRANDE obrigada por esta vossa viagem de ensinamentos sobre os espaços da nossa freguesia!
Temos mesmo que falar brevemente sobre a tal ideia que tive a propósito destas vossas incursões (que penso, nos deixaram a todos com muita vontade de partir à descoberta de Benfica :)

Abraço amigo


P.S. - Gostei muito da foto em que aparece a Lídia ;)

Helena disse...

muito bom :)

hoje andei por aqui:
archivo pittoresco

Anónimo disse...

Aqui estou de novo desta linda Ilha da Madeira mas sempre com saudades de Benfica a dar-lhe os parabéns por mais este pedaço de memória. Quem sabe se nas suas lembranças de criança, de jovem, não se lembrará do meu avô apelidado de Manuel Pastôr, que também se dedicava à venda de leite e queijos por essa Benfica, e que foi durante muitos anos guarda da Escola Normal! Ainda um dia havemos de trocar impressões sobre isso, tenho a certeza!Um abraço, Jorge Resende

Anónimo disse...

Mais um trabalho notável.
Obrigado
Luís

Julio Amorim disse...

Conhecer Benfica assim é para poucos....

Alexa disse...

Amigos: temos mesmo que ver se convencemos o Fausto a realizar umas visitas de estudo/excursões ao vivo e a cores, com todos os nossos leitores que a ele se queiram juntar ;)
Depois filmamos tudo e compilamos aqui para o blog, com a ajuda do Mário Pires.

Fausto disse...

Olá amigos

Uma pequena precisão relativamente à entrada da Quinta de Montalegre na Rua dos Soeiros. O portão tinha o número 193. Até andava incomodado com esta falta de atenção. As minhas sinceras desculpas.

Fausto Castelhano

Bic Laranja disse...

Prezado sr.:
Já tinha reparado netes seus apontamenos das azinhagas. Tive agora tempo para lê-los com atenção e fruir do que resta das quintas e dos caminhos de Benfica Rural através de si. Muito obrigado pelo passeio, pelo testemunho e pelo que me ensinou.
Cumpts.

Fausto disse...

Caro Jorge Resende

Apesar de ter envidado todos os esforços junto dos meus amigos mais velhos no sentido de lhe dar alguma notícia àcerca do seu avô Manuel Pastôr, ainda não foi possível satisfazer o seu desejo. Falta-me contactar o meu amigo António da Farmácia (uma memória fantástica). Um abraço de muita amizade e um sincero agradecimento pelo seu comentário deste trabalho sobre as antigas Azinhagas da nossa Freguesia de Benfica

Fausto Castelhano

Fausto disse...

Apenas uma pequena achega

Próximo do cruzamento da Rua dos Soeiros com a Azinhaga do Ramalho, existia uma olaria de enorme prestígio: Olaria Sanches

Fausto Castelhano

Rui Viana disse...

Adorei ver a estrada do poço do chão como ela era quando eu vim para cá morar em 66. Fiquei seguidora, obrigado e continue por aí.
Marília Figueiredo