domingo, 31 de maio de 2009

Em Recuperação...





O ano passado, encontrava-se assim, completamente votada ao abandono, revestida apenas pelas ervas que dela se iam apoderando...






Há alguns meses, começou a ser recuperada, à semelhança do que noutras casas daquele largo (da Benfica antiga) já se vai fazendo.





Pena é que os automóveis (e os seus donos), numa ânsia cega por estacionamento, continuem a tudo invadir!...






sábado, 30 de maio de 2009

1ª Feira de Artesanato da Escola Pedro de Santarém







Os folhetos de divulgação começaram a aparecer no início da semana passada, espalhados por todas as paredes de Benfica, e até mesmo junto a caixas de multibanco.

Ficou a curiosidade no ar. E, esta manhã, decidi por lá passar para dar uma espreitadela.









O ambiente que se vivia nesta primeira manhã da 1ª Feira de Artesanato da Escola Básica 2.3 de Pedro de Santarém era bastante agradável: os artesãos convidados a participar no pátio da escola, expondo os seus trabalhos (a troco de um pagamento quase simbólico), conversavam animados entre si, iam produzindo mais alguns artigos e sorriam para os visitantes.





Do outro lado do recinto, algumas crianças cantavam e tocavam guitarra, animando a manhã demasiado quente que se fazia sentir; enquanto outras vendiam os seus colares feitos de trapilho; e os pais e encarregados de educação tratavam da exposição e venda de pequenos bolos e guloseimas.





A 1ª Feira de Artesanato da Escola Pedro de Santarém foi organizada pela Associação de Pais da Escola E.B.1 Padre Álvaro Proença (a qual se encontra integrada no Agrupamento de Escolas de Pedro de Santarém ler a história desta escola aqui) e destina-se a angariar fundos para uma viagem de fim de ano lectivo memorável para estas crianças.

Se quer passar um bom bocado, ouvindo música e vendo o que por aí se vai fazendo de interessante a nível de artesanato (e contribuindo, também, para a viagem destas crianças), visite esta feira, que ainda estará aberta amanhã, das 11h às 18h.

Aproveitamos para aqui deixar os nossos sinceros parabéns a esta Associação de Pais pela excelente iniciativa (que demonstra grande empreendedorismo).
E fazemos votos para que, futuramente, se continue a dar continuidade à Feira, como forma de dinamizar a própria coesão social entre os habitantes da freguesia.









sexta-feira, 29 de maio de 2009

Janelas de Benfica - III




(por Alexandra Carvalho)






Nos tempos áureos da fotografia analógica, ter o rosto impresso em formato A5 papel brilhante no escaparate promocional da varanda do 1º andar esquerdo do Nº 6 da Rua Cláudio Nunes, era , sem dúvida alguma, o supra sumo da vida de qualquer criança nascida na década de 70.

Nesse andar funcionava (e penso que ainda funciona, mas com menos frequência) a "Foto - Águia de Ouro", uma verdadeira "instituição" na freguesia de Benfica, onde todas as crianças eram religiosamente levadas, em particular, pelos seus avós, para tirarem aquelas fotografias da praxe na época dos baptizados, aniversários, comunhões solenes, crismas e outros eventos que tais.

Recordo-me que, na minha família, essa tradição de perpetuar em formato papel as nossas memórias chegou ao cúmulo de, todos os anos, por altura do meu aniversário e do meu irmão, termos que visitar a "Foto - Águia de Ouro", para irmos "tirar o retrato".

A tradição, neste contexto específico, assumiu, assim, durante anos a fio, o travo de uma agonizante e amarga experiência, uma vez que nenhum dos dois gostava de ser fotografado... Em especial quando nos pediam, insistentemente, para que colocássemos a cabeça nesta ou naquela posição, e esboçássemos o sorriso idealmente perfeito (de acordo com os parâmetros da senhora de meia idade, cabelo alvo e sorriso extremo, que nos fazia permanecer minutos a fio estáticos em frente ao enorme chapéu-de-chuva prateado de onde saía o flash que nos encandeava os olhos).




Depois tínhamos que aguardar uma semana inteira para que saíssem as provas das fotografias, correndo o risco de termos que repetir semelhante experiência, caso tivéssemos ficado a "fazer boquinhas", como a tal senhora costumava dizer, ou o sorriso não estivesse em condições... e a fotografia não pudesse, dessa forma, ser exposta na varanda da loja, a todos os vizinhos e transeuntes que por ali passassem.

Resta dizer que, apesar de, actualmente, considerar que esta tradição familiar foi bastante interessante como conceito (já que, ao fim de um certo tempo, dava para irmos verificando as nossas transformações físicas, através de todos os retratos tirados), o facto é que a ela e à
"Foto - Águia de Ouro" se ficou a dever o meu completo desagrado em ser, hoje em dia, fotografada.

Apesar disso, relembro com muito carinho a atenção e interesse que já nessa altura sentia por toda a parafernália de equipamento técnico que a arte da Fotografia envolvia: de entre os quais destaco os infindáveis fundos matizados, que se escondiam por detrás de um exímio sistema de estore articulado, que a senhora manejava sempre com enorme perícia, perante o nosso olhar incrédulo.

Esta tarde, quando passei em frente à varanda do 1º andar da "Foto - Águia de Ouro", ao ver aquelas 8 fotografias de crianças, desvanecidas pelo sol, senti uma réstia de saudade por esses outros tempos, pela sensação de ansiedade com que ficávamos a aguardar, durante quase uma semana, pela visualização de uma simples fotografia.





quarta-feira, 27 de maio de 2009

"CALOR" - Crónica de uma Morte Anunciada





"(...) quando se vai da Ernesto da Silva para a Calçada do Tojal (...) que depois desce e liga para a Estrada de Benfica, há ali uma casa pequenina na esquina... que era a casa onde viviam os Serpas, os hoquistas. Eram os irmãos Serpa, que eram célebres, que eram formidáveis a jogar hóquei em patins! O Rudolfo, o Olivério e o Sidónio Serpa... eram formidáveis, jogadores formidáveis, mundialmente importantes esses três!"

In entrevista com João António Lamas (17/03/08), aqui.





"Rua Ernesto da Silva, 44 a 48"
Goulart, Artur (1965), in Arquivo Municipal de Lisboa




Os irmãos Serpa há já muito tempo que não moram no Nº 44 da Rua Ernesto da Silva. E as memórias da sua passagem pela freguesia, também, já não abundam.

A velha casa por ali foi ficando, votada ao abandono, como um pequeno enclave do Passado diante da modernidade.

Numa visão demasiado poética, dir-se-ia que apenas alguns dos escritos que lhe incrustaram parecem ainda querer recuperar o que há já muito tempo desapareceu daquela casa: "Calor"... e vida.



Esta tarde, ao passar por lá, deparei-me com este cenário...







Crónica de uma morte anunciada?







terça-feira, 26 de maio de 2009

Vida de Gato







Todas as manhãs a esperam, zelosamente, em minuciosas posições estáticas e contemplativas. Quase se diria uma espécie de ritual.






Depois seguem-na a correr, por entre as suas pernas; e já do outro lado, saciam-se com a primeira refeição do dia.

Não se deixam tocar, são ariscos e medrosos. Fogem velozes, quando passamos pelo jardim. E ainda bem que assim é!

Fazem, talvez, parte da 2ª ou 3ª geração de ninhadas que por ali foram, consecutivamente, nascendo.
Segundo consta na vizinhança, há largos meses atrás, os últimos da sua espécie haviam sido dizimada por cães, utilizados pelos seus donos para lutas (os quais se divertiram nessa noite a "treiná-los" com os gatos).

Muito provavelmente, dos que sobreviveram nasceu esta nova ninhada.





Vida de gato (de rua) não é fácil!...

Acarinhados e alimentados por uns, bestializados por outros. A esperança de vida de um gato de rua não é longa.

No entanto, continuam a existir e caracterizar todos os bairros de Lisboa. Tal como, também, continuarão a existir essas "almas caridosas" que os alimentam.

Importante seria que a consciencialização sobre a importância das esterilizações e castrações dos animais de rua aumentasse, de modo a que os mesmos pudessem ter alguma qualidade de vida e se conseguisse controlar melhor as diversas colónias de felinos.



Mais informações aqui.




sexta-feira, 22 de maio de 2009

"Primavera em Betão" - Concurso Fotográfico




Divulgamos hoje um pedido que nos chegou por e-mail.
Um concurso com uma temática bastante interessante... a desenvolver na freguesia de Benfica e não só!







"Cara Senhora

O meu nome é Ana Caracol e sou colaboradora do NAF - Núcleo de Arte Fotográfica do Instituto Superior Técnico.

O NAF é um Núcleo de fotografia analógica com 60 anos de idade. 60 anos de fotografia ligados a esta cidade e aos que a habitam.

Por ser frequentadora bastante assidua do seu blog e saber que o amor pela cidade é também partilhado por vós, venho por este meio pedir-lhe que nos ajude a divulgar um concurso fotográfico de Primavera que o NAF está a organizar.

A inscrição é totalmente livre e aberta a todos os cidadãos e todos os amantes de fotografia. O tema este ano é "Primavera em Betão" e parece-nos extremamente apropriado no momento em que nos encontramos, podendo servir como mote ou como estímulo para uma reflexão, sobre a cidade. O concurso tem a duração da Primavera (20 de Março a 21 de Junho de 2009) e está aberto a todas as técnicas fotográficas (analógicas ou digitais).

Em anexo envio-lhe o nosso poster de divulgação.


Muito obrigada pela atenção, qualquer dúvida, por favor não hesite em contactar-me

Pelo NAF
Ana Caracol"


Regulamento do concurso aqui.





domingo, 17 de maio de 2009

Dicas Gastronómicas em Benfica (1)




Restaurante Japonês "Nagasaki"


(por Alexandra Carvalho)



Em busca de t-shirts de um determinado modelo, para um outro projecto que me encontro a levar a cabo, ontem de manhã acabei, em desespero de causa, por entrar numa das inúmeras lojas chinesas da Estrada de Benfica.







Ao passar pelo balcão, reparo num flyer exposto, com a menção em letras maiúsculas "Nagasaki". Retiro um deles e começo a ler de ambos os lados.
Do outro lado do balcão, a dona da loja olha para mim, sorri e diz: - "Português agora só gosta de japonês. Já não gosta de chinês!".

Face a esta constatação, relembro, por momentos, o caso da grande maioria dos restaurantes chineses em Paris, que, em 2002/03, se "transformaram" em restaurantes de Sushi, apenas porque esta iguaria estava na moda... mas os seus proprietários continuavam a ser chineses.






Hoje, à hora de almoço, decidi ir investigar o novo restaurante japonês "Nagasaki", que o referido flyer publicitava.

Instalado no Nº 542 da Estrada de Benfica, onde até há bem pouco tempo funcionou um restaurante japonês, este Sushi-Bar, decorado com linhas muito sóbrias como é apanágio da cultura japonesa, apenas tinha como clientes um único casal.

Aguardei ainda um bom bocado, pois a confecção do sushi ainda estava a ser realizada por dois exímios peritos.
Depois, pude escolher de entre a variedade infindável de "Hosomaki's", "Futomaki's", "Kappamaki's" e outros, quais as iguarias com que encher a minha caixa de take-away.






Chegada a casa, ao degustar o menu, fiquei consideravelmente surpreendida com a relação qualidade / preço.

E, sem dúvida, que voltarei para repetir a experiência do buffet, numa das noites mensais de sushi (em que já me tinha habituado a ir aqui)!







sexta-feira, 15 de maio de 2009

Em busca das memórias de um Palacete





O "Retalhos de Bem-Fica" foi hoje contactado por dois professores da E.B.I. Quinta de Marrocos, que orientam uma unidade pedagógica intitulada "Conhecer Benfica".

Para além de nos terem solicitado autorização para utilizar algumas fotografias para ilustrar os trabalhos dos seus alunos, estes professores gostariam de obter mais informações sobre a história do palacete instalado no Nº 529 da Estrada de Benfica (sobre o qual já falámos aqui).





"Estrada de Benfica, 527-529" (1972), Silveira, Nuno Barros Roque da
in
Arquivo Municipal de Lisboa





No "Retalhos" já partimos em busca das memórias deste palacete.



Caso saiba mais informações sobre este palacete, pff., não hesite em nos contactar para:
palavraseimagens@gmail.com.


Muito obrigada!








quarta-feira, 13 de maio de 2009

Um novo olhar sobre a Fábrica Simões







Porque a luta ainda não terminou, poderá encontrar mais informações sobre os últimos desenvolvimentos quanto à petição que foi lançada, assim como detalhes históricos e fotografias sobre a Fábrica Simões, neste novo blog:













domingo, 10 de maio de 2009

Jardim Comunitário das Pedralvas - 2









Durante anos a fio, do outro lado da estrada, num pequeno descampado perto do papelão e de uma garagem improvisada, apenas uma flor de haste alta persistia, teimando em vingar por entre um monte de escombros.
Por vezes, a flor desaparecia, talvez cortada por alguém que por ali passava e se rendia aos seus encantos.







De repente, numa tarde do Verão passado, as "hortelãs" vieram e tomaram o poder sobre mais um espaço de ninguém, votado ao abandono e deterioração.







Os meses foram passando, e as incertezas quanto à qualidade daquela terra e se o jardim ali vingaria iam sendo cada vez maiores.

Felizmente, elas não esmoreceram, e conseguiram transformar mais este espaço num pequeno paraíso comunitário (idêntico ao trabalho de reabilitação urbano-ambiental que já aqui tinham realizado).





Por entre um jardim construído em socalcos, a flor de haste alta impera agora, altaneira e imperturbável, sem que ninguém tema que venha a ser cortada.

Apenas a infindável quantidade diária de automóveis ali estacionados era, de facto, dispensável!...







sábado, 9 de maio de 2009

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Uma Fábrica modelar em Benfica










Em 1928, na 1ª edição da revista da Associação Industrial Portuguesa, era nos dada a conhecer a Fábrica Simões e Cª. Limitada, através de uma visita guiada pelo industrial José Simões, "homem franco, afável e acessível".


[Clicar nas imagens para ampliar e ler o artigo]










Nos dias que correm, a grandiosidade da Fábrica Simões e a importância que desempenhou na freguesia de Benfica parecem ter sido esquecidas por alguns, em compensação pelo lucro que a rentabilização dos seus terrenos para construção de um condomínio habitacional trará.

Para que a esperança de se ver o antigo edifício da Fábrica Simões utilizado para fins comunitários (no fundo, como este artigo espelha bem ter sido a essência do seu próprio funcionamento) não seja a última a morrer, assina esta petição em formato papel e divulga este assunto junto dos teus contactos.







Muito obrigada à minha querida Amiga Lúcia Ribeiro pelo artigo que gentilmente nos emprestou (e, sobretudo, por esta lembrança)!








quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Casa de Penhores








Ao fundo da Rua Cláudio Nunes, do lado esquerdo de quem desce, desembocando já na Estrada de Benfica, existiu em tempos idos uma casa de penhores (no exacto local onde hoje funciona uma das agências da Caixa Geral de Depósitos).

Lembro-me que era uma loja algo sombria e pouco convidativa, com o seu incomensurável balcão de madeira escura, por detrás do qual nos olhava um senhor de idade avançada e "ar de poucos amigos".

Segundo o que o meu avô me explicava, as pessoas, sobretudo, durante os anos seguintes à II Guerra Mundial, iam ali deixar os seus pertences mais valiosos em troca de dinheiro; podendo mais tarde, quando saciassem os seus problemas financeiros, voltar a essa loja para reaverem os seus bens em troca de um pagamento em dinheiro.
Era criança e, para mim, sempre me soou como um negócio demasiado obscuro para o meu inocente entendimento.

Alguns anos mais tarde, essa antiga casa de penhores encerrou as suas portas ao público; e não mais se soube da existência de comércio semelhante por aquelas paragens (apesar de ter sido substituída no mesmo local por uma dependência bancária, cujos princípios reguladores obscuros acabam por ser semelhantes aos que eu imaginava em criança!).

Este ano, há alguns meses atrás, abriu em plena Estrada de Benfica, depois do Chafariz, uma nova "Casa de Penhores e Comércio de Jóias".
As grades da montra estão sempre corridas para baixo e, por detrás dos vidros espelhados, antevemos um balcão enorme de madeira, consideravelmente mais iluminado do que o de outrora.

Sinais dos tempos de crise que vivemos, até o "comércio" se adapta às necessidades dos clientes!...









terça-feira, 5 de maio de 2009

"Frutípicas, Lda."









Têm a sua porta aberta ao público há dois anos, numa das arcadas da Rua João Ortigão Ramos, ali bem perto do Cemitério de Benfica (do lado contrário).

Uma rua composta, particularmente, por lojas de serviços (cortinados, alcatifas, livreiros, etc.), onde fazia falta um comércio de proximidade como este, em que o rosto e a atenção de quem nos atende, inquirindo o que pretendemos e aconselhando sobre os diversos artigos, se complementam com a verdadeira qualidade dos produtos aí disponíveis.

Inicialmente, começaram como loja de electrodomésticos, brinquedos e pequenos brindes (a qual foi um sucesso no Natal passado, devido aos módicos preços praticados); agora, mais recentemente, converteram-se em pequena mercearia de bairro (daquelas bem ao jeito antigo, como as que já não abundam nesta Benfica mais recente e modernizada).









Este é, sobretudo, um negócio familiar, onde todos trabalham (enquanto o mais novo se costuma divertir, brincando com o petiz de origem asiática de uma das lojas da mesma correnteza de arcadas).
A família veio de Moçambique em 1983 e por aqui se estabeleceram em Portugal.

Na loja, as frutas e vegetais, oriundos dos pontos mais díspares do globo, encontram-se diligentemente organizadas por item e colocadas em caixas, onde não faltam a menção à origem do produto.
Nos expositores, ao lado, ovos, enlatados, bolachas e vinhos, para um imprevisto ou esquecimento de última hora de um dos seus fregueses.

Hoje em dia, a "Frutípicas" tornou-se bem conceituada entre os residente da rua onde se instalou, em particular, devido à qualidade das suas frutas.






Quando iniciamos esta nossa mini-entrevista fotográfica, depois de explicarmos os nossos objectivos e fins, o dono pergunta-nos se esta "publicidade" será gratuita.
Aparentemente, já nada é dado sem pedir algo em troca, nos dias que correm. E as pessoas acabam por desconfiar do que lhes é dado de forma gratuita. Ou então, certamente, seria apenas o seu sexto sentido de comerciante a falar mais forte.







Para saber mais sobre comerciantes de etnia indiana, ler aqui.








domingo, 3 de maio de 2009

"BENFICA - ateliê de jornalismo digital"










Enquanto espaço de partilha (e intervenção) sobre a freguesia de Benfica, gostaria de aqui vos deixar hoje um link para um blog de jornalismo digital que descobri recentemente.

No "BENFICA - ateliê de jornalismo digital", tudo começou devido a uma disciplina laboratorial, onde foi solicitado aos alunos que compusessem materiais sobre a freguesia de Benfica para um exame num curso de Ciências da Comunicação.

Os resultados finais são tão bons, que não podíamos deixar de aproveitar para realçar a história do dono do Café "Califa", as memórias do famoso restaurante "O Jugo do Lavrador" ou o que as paredes de Benfica têm a discorrer sobre tantos e tantos assuntos.

Temas singelos e corriqueiros de uma vida (com características ainda) de bairro, sobre os quais já tantas vezes ficámos a ponderar (como este aqui), que fazem do "BENFICA - ateliê de jornalismo digital" um blog a descobrir.









sábado, 2 de maio de 2009

O Abate




Lisboa, 01 de Maio
(MYDM Lusa)






'Moradores de Benfica manifestaram-se hoje contra o abate de árvores no bairro, conseguindo suspender a acção que desencadeou críticas da Junta de Freguesia ao vereador da Câmara Municipal de Lisboa José Sá Fernandes.






Em declarações à agência Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Benfica, Domingos Pires (PSD), considerou "lamentável" e um "ataque ecológico" esta acção "desencadeada pelo vereador Sá Fernandes", que não informou a Junta do que se iria passar.
"Estava em Setúbal com a minha família quando um dos moradores me telefonou a contar o que se estava a passar", acrescentou.
O autarca afirmou que não compreende a decisão de abater as árvores, principalmente as quatro derrubadas na Av. do Colégio Militar, que "em nada interferem com a via ciclável".
Domingos Pires disse ainda que se trata de uma acção "premeditada", aproveitando o facto de hoje ser feriado, "para que pudessem mais facilmente proceder ao abate das árvores sem a interferência de ninguém".





A manifestação de moradores contou com cerca de 50 participantes, obrigando à presença de "agentes policiais que estavam a proteger os cortadores", referiu o presidente da Junta.






Contactado pela Lusa, o vereador Sá Fernandes (ex-BE) afirmou que "se as árvores estavam a ser abatidas é porque tinham de ser. Para abater as árvores há sempre uma justificação".
"Só uma pessoa com má vontade é que diz esses disparates todos", reagiu o vereador do ambiente da Câmara Municipal de Lisboa perante as declarações do presidente da Junta de Benfica.
Relativamente ao facto de não ter informado a Junta de Benfica sobre esta acção, Sá Fernandes explicou que "não tem conhecimento" e que "essas coisas são tratadas pelos serviços".'







Para que as árvores que restam na Av. do Colégio Militar não venham a sofrer o mesmo fim, esta 4ª feira (06/05/09) haverá uma reunião pública na Junta de Freguesia de Benfica, às 19h30, para debate sobre este assunto.

Participa!